Prateleira. Ed. 188

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A guerra não tem rosto de mulher

prateleira1_guerra_capaOs livros sobre guerra, literários ou históricos, em sua maioria encaram a narrativa do ponto de vista masculino. Em primeira instância a guerra não seria um espaço para as mulheres, mesmo com os constantes levantes de fontes que mostram sua efetiva importância, seja em combate ou na manutenção da casa quando os homens da família estavam na guerra. E, em segundo lugar, a condição especial de combatente e de vencedor sempre foi vista através de imagens masculinas. É com o propósito de mostrar o conflito da Segunda Guerra Mundial através da ótica das mulheres que Svetlana Aleksiévitch escreveu A guerra não tem rosto de mulher. Toda a resistência feminina em combate, as violações e assédios sofridos e, principalmente, uma participação ativa são pontos tratados na obra da autora bielorrussa.

O jovem Törless

prateleira2_torless_capaConsiderado, ao lado de Thomas Mann, como uma das maiores expressões da literatura alemã do século XX, Robert Musil lançou-se no universo literário em 1906 com a publicação de O jovem Törless. Alguns dizem que este romance é uma das primeiras e mais radicais denúncias dos sistemas totalitários europeus que surgiriam após a Primeira Guerra. A questão que Musil acusa é a violência contra a liberdade individual, o que em 1906 não era uma grande novidade.

A arte de escrever

prateleira3_schopenhauer_capaArthur Schopenhauer (1788 – 1860), filósofo alemão, em A arte de escrever, muito diferente do que se espera com o título¸ dialoga com os seguintes temas: Sobre a erudição e os eruditos, Pensar por si mesmo, Sobre a escrita e o estilo, Sobre a leitura e os livros e Sobre a linguagem e as palavras. Em diversos momentos da obra, critica seus contemporâneos, a complexidade de Hegel, não sendo contra a erudição, mas a forma, considerada por ele, de “escrever muito sem dizer nada”. As críticas à erudição do seu período são presentes e interessantes, dão outro olhar aos escritos e pensamento do filósofo.

Os irmãos Mann

prateleira4_mann_capaAtravés da biografia de Thomas e Heinrich Mann, de Nigel Hamilton, o panorama de uma época é apresentado: a turbulenta Alemanha do final do século XIX e primeira metade do XX está traçada nas linhas de Hamilton e na história dos irmãos Mann. O autor conta a trajetória destes dois intelectuais marcados pela vocação literária e necessidade de participação política na convulsão entre as duas Guerras Mundiais.

Entre memória e ensaio

prateleira5_auster_capaPaul Auster em A invenção da solidão (1982) reflete sobre a paternidade. Parte de sua experiência como filho e, depois, como pai, para questionar a natureza do legado que, sem escolher, herdamos e transmitimos. O livro se alterna entre memórias, quando Auster recorda fatos particulares, com ensaio, onde entra a filosofia, literatura e pintura.

Amores móveis de Gilberto

prateleira7_caldat_capaDe maneira original, Gilberto Caldat abre seus caminhos na literatura. Os amores móveis (2016) trata de um personagem imaginário que relata sua autobiografia em fragmentos. Suas percepções afetivas acerca do mundo são apresentadas. Acompanhar o narrador e Caldat é um desafio, o leitor precisa estar desprovido de fórmulas pré-concebidas. Não há um romance “tradicional” com começo-meio-fim. Gilberto Caldat formou-se em filosofia, passou boa parte de sua infância e adolescência em Laranjeiras do Sul e hoje vive em Curitiba.

Gente pobre

prateleira6_dostoievski_capaPrimeiro romance de Fiódor Dostoiévski escrito através de uma troca de cartas, Gente pobre retrata a relação de Makar Diévuchkin e Varvara Alieksiêievna, duas pessoas em condições de vida bastante humildes, com amarguras e sofrimentos compartilhados e compreendidos um pelo outro através dos escritos. Ele, um funcionário de repartição pública, ela, uma jovem órfã solitária. O ritmo da obra, os saltos e mudanças que o autor traz, discutem o espaço precário, mas carregado de valores intensos, mantidos pelos dois parentes distantes e afetuosos.

Fausto

Cprateleira8_fausto_capaom primeira tradução para o português na década de 1860 por Agostinho de Ornelas, a grande obra-prima do alemão Johann Wolfgang von Goethe, Fausto, uma tragédia é um poema trágico dividido em duas partes que ocupou toda a vida de Goethe para sua completa elaboração, mesmo que pausadamente. A primeira versão surgiu em 1775, outro esboço em 1791 e a publicação oficial e definitiva foi em 1808. A segunda parte foi publicada após a morte do autor, em 1832. Toda a obra trata da complexidade e problemática humana e foi redigida em formato de peça de teatro.

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