Alberto

susana

Eu bem que avisei para que você não olhasse minhas profundezas. Alertei para que tomasse cuidado e separasse o que é carne do que é espírito. Desprezei flores, gestos, pedidos e promessas porque a única coisa que queria era a companhia daquelas horas das tardes imensas. Nada Mais.

Mas você, Alberto, você se precipitou em sentimentos. Quis transbordar paixão achando que eu me defendia do amor. Enganou-se, defende-se você. Da vida. Quando quer repartir o que não é divisível, quando precisa de mim, quando baixa a cabeça e deixa que lágrimas escorram, quando me suplica atenção. Cada investida, cada atitude, cada novo sentimento, é movimento de contração em sua existência. É o contrário da liberdade do amor.

Eu bem que avisei você. Guarde este anel, vista-se e vá embora.

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