Curtas. Ed. 189

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Apodreceu, privatiza
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) é um dos raros brasileiros que, quando fala, a Nação ouve. Ele fez duras críticas à classe política brasileira e pediu que o país amplie as privatizações de estatais como forma de evitar novos casos de corrupção, após recentes escândalos na Petrobras e na Eletrobrás, as duas maiores empresas públicas do país. “Nosso sistema político deu cupim nele, está todo podre, ele bichou, e a população percebeu isso”, disse o ex-presidente, que participou nesta quarta-feira de evento para discutir o futuro da estatal de energia elétrica no Instituto Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo. “O que puder privatizar, privatiza, porque não tem outro jeito. Essa não é minha formação cultural, mas não tem mais jeito, ou você realmente aumenta a dose de privatização, ou você vai ter de novo um assalto ao Estado pelos setores políticos e corporativos”, disse o ex-presidente.

Todos em campanha
É comum ouvir de candidatos que é muito cedo para entrar em campanha. Lero de político. Todos estão em campanha. De aspirantes a cadeiras de deputado estadual a presidente da República eles se movem como podem para chegar lá. Basta ver a intensa movimentação dos candidatos nativos às majoritárias.

No trecho
Os candidatos a governador Carlos Massa Ratinho Jr, Osmar Dias e Cida Borghetti estão no trecho, cada um ao seu estilo. Dizem que não, mas estão concentrados na meta de 2018. Fazer de conta que estão noutra é coisa de político.

Presidenciável
Agora é público e sem chance de recuo. O senador Alvaro Dias lançará sua candidatura a presidente da República no dia 1º de julho, em Brasília, na solenidade de sua adesão ao novo partido Podemos. No Paraná, seu candidato a governador é o irmão, Osmar Dias, que está no trecho.

Disco riscado
Gleisi Hoffmann não anda muito preocupada com o seu papel de senadora. Dia sim e no outro também, trata da defesa do padrinho Lula. Nem ao marido Paulo Bernardo ela se dedicou tanto quando ele foi preso. “Lula é vítima de perseguição sistemática no plano judicial para impedir que seja candidato à presidência da República em 2018, diz a loira.

Requião, o guloso
Além de repassar R$ 200 mil à campanha de Rodrigo Rocha Loures, Michel Temer destinou mais R$ 11,6 milhões a outros 76 candidatos em 2014, segundo dados do TSE: 71 do PMDB, dois do PT e 1 do PDT. Entre os candidatos a governador, o maior repasse foi feito a Roberto Requião (PMDB-PR): R$ 1,18 milhão.

UFPR: escândalo
O Tribunal de Contas da União descobriu um rombo de, no mínimo, R$ 16,4 milhões na Universidade Federal do Paraná. Outros R$ 4,8 milhões ainda estão sendo investigados. Com a descoberta ou a UFPR devolve o dinheiro ou deixa de receber recursos. A partir de convênios firmados com Dnit e Antaq, a UFPR se envolveu numa malha de licitações fraudulentas.

Teve de tudo
A investigação da UFPR caminha desde 2015, e agora o TCU concluiu que houve descentralização de recursos, subcontratações irregulares, pagamentos indevidos, entre outros, a servidores e dirigentes do Dnit, a docentes e parentes de servidores da UFPR, a sócios de empresas contratadas, a empresas de servidores e funcionários de fundações de apoio. E mais, convênios firmados com 15,17% a mais do que o preço de mercado.

Fachin fez Lula sorrir
O relator da Lava Jato no STF fez Lula exultar, ontem. O ex-presidente celebrou com amigos, sob muitos brindes, a decisão do ministro Fachin de retirar três processos contra ele das mãos do juiz Sérgio Moro.

Brasília é um horror
Se a eleição do presidente fosse hoje, Jair Bolsonaro (PSC) seria o mais votado no Distrito Federal com 19,9%, seguido do ministro aposentado do STF Joaquim Barbosa (14,1%) e Lula, que aparece em terceiro com 13,2%. É a primeira vez que Bolsonaro aparece liderando para presidente, e é a primeira vez que Lula fica atrás, e em terceiro lugar. O levantamento do instituto Paraná Pesquisa para o portal Diário do Poder entrevistou 1.516 eleitores do DF, entre 14 e 18 de junho.

Não empolga
Na simulação com Geraldo Alckmin candidato do PSDB a presidente, Bolsonaro sobe para 21,4%. O governador paulista soma 4,0% no DF.

Marina em declínio
Marina (Rede), que já foi a mais votada para presidente no DF, está em 4º com 9,7%, em empate técnico com o tucano João Doria (8,4%).

Lanterna embolada
Ciro Gomes (PDT) tem 5,7%, Roberto Justus 2,7%; Alvaro Dias (PV) 2,0%; Michel Temer (PMDB), 1,5%; e Ronaldo Caiado (DEM), 0,8%.

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