Cinema. Ed. 190

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Loop (2002)

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Loop é um curta brasileiro dirigido por Carlos Gregório. A duração de 6 minutos é o suficiente para fazer o espectador ficar preso no tempo, num tempo fictício e real, em seu próprio tempo, na imaginação de poder e querer e temer voltar. O roteiro: um cientista constrói uma máquina do tempo e precisa fazer um teste para saber se dá certo, portanto não pretende voltar tanto por medo que algo dê errado, então seleciona apenas uma fração de segundo e cai num loop eterno, sem conseguir interromper o momento em que aperta o botão. O filme está disponível no Youtube.

Van Gogh (1991)

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Obra prima de Maurice Pialat, o longa retrata os últimos 67 dias de Van Gogh até culminar em seu suicídio. O pintor vai até Paris encontra seu irmão Théo, ambos discutem e Van Gogh passa menosprezar sua arte. Poder-se-ia dizer, com um pouco de exagero, que Pialat fez um filme sobre a sua vida, ele próprio foi pintor, entrou para o cinema em 1969 (A Infância Nua), negou seus contemporâneos da Nouvelle Vague. O olhar de Pialat não é o cinematográfico, ele se identifica com o impressionismo e o pós-impressionismo, foi assim que construiu suas películas. Pialat através de Van Gogh percebe seu ser no mundo da maneira hegeliana, não existencialista.

Okja (2017)

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Filme sul-coreano-americano dirigido por Bong Joon-ho e escrito por Bong junto com Jon Ronson, Okja é estrelado por Tilda Swinton, Paul Dano, Ahn Seo-hyun e Jake Gyllenhaal. Este ano o longa já concorreu no prêmio Palma de Ouro de Cinema no Festival de Cannes e já está disponível no catálogo da programação do Netflix. O filme apresenta uma jovem chamada Mija, moradora do Chile, que arrisca sua vida para evitar o rapto de seu animal, um super porco, por uma multinacional poderosa. Okja tem intenção em demonstrar a ligação do ser humano com o animal, ofuscando a relação com a barbárie em que comumente os animais são conectados. O filme tem sido visto como uma forma de retratar também as críticas anticapitalistas ao mundo contemporâneo.

A besta da caverna assombrada (1959)

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Dirigido por Monte Hellman e com roteiro de Charles B. Griffith, o filme é um misto de horror B e filme de assalto, a película usa o artifício narrativo da impossibilidade de os protagonistas retornarem à pequena cidade ao pé de uma montanha nevada e os obriga a passarem a noite juntos numa cabana isolada. O guia do grupo (único a não estar envolvido com o assalto) e a mulher que integra a quadrilha se relacionam secretamente e tentam fugir do lugar. Entre a indefinição de um rumo e outro, há muita espera, muita dúvida e nenhuma clareza para onde carregar a atenção do espectador.

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