Crianças estressadas

edmilson

O resultado da exposição ao excesso de estímulos é uma condição de estresse. Mesmo nas crianças, os hormônios que acompanham essa situação aumentam o nível de açúcar no sangue, o que estimula a atividade cerebral. Os neurônios se tornam mais ágeis, processam mais informações e requerem maior atenção e concentração. Quando estes hormônios predominam por um tempo maior do que o suportável, a criança começa a se mostrar irritada e chora. Para a criança, chorar estressada é um pedido de socorro. A atitude correta nessa hora é tomá-la no colo, alimentá-la, dar-lhe carinho. Isso reduz o ritmo de atividade do cérebro e baixa o nível dos hormônios estressantes.

O estresse infantil se mostra inicialmente na dificuldade para dormir, no cansaço e irritação. Os sinais podem variar de idade para idade. Entre os principais, destacam-se o choro constante e a agressividade. A criança estressada agride outras crianças, morde, faz birra e dorme pouco; uma situação de estresse só pode ser definida a partir de um estudo de todo o comportamento da criança e da família.

O sentimento de insegurança é forte aliado do estresse infantil. Crianças carentes, que convivem com a ausência da mãe, são mais suscetíveis. O aumento desse tipo de estresse se deve a pequena atenção que os pais lhes dispensam.

Na medida apropriada, o estresse é um mecanismo benéfico. Desperta a atenção para o perigo e para os desafios. As condições psicológicas desencadeadas por ele ajudam a reagir ao que é novo e desconhecido. Acionado por estímulos adequados, o estresse contribui para o desenvolvimento emocional da criança. Nunca deve ser eliminado, mas usado em níveis toleráveis e saudáveis.

Porém, as situações de estresse positivas são aquelas para as quais a criança se sente habilitada. Se a criança se sente capaz de superar o desafio, seu cérebro mobiliza energia para tanto. O problema é quando se sente incapaz de lidar com a circunstância. “Isso abala a estrutura física e emocional e a resposta é criar mecanismos para evitar a situação”. A exposição a estímulos e a desafios superiores à capacidade emocional gera ansiedade e estresse excessivo. Nesse caso os pais devem avaliar que situações estão além da capacidade das crianças e poupá-las.

Situações desgastantes vividas ininterruptamente ao longo de semanas afetam mesmo as defesas do corpo. Elas têm efeito cumulativo e podem alterar o comportamento e, a longo prazo, provocar mudanças de personalidade. As crianças estressadas adoecem mais facilmente, uma vez que as resistências estão fragilizadas e o apetite, desequilibrado.

Assim sendo, pequenas atitudes podem evitar transtornos desnecessários que alteram o comportamento das crianças. A atenção dos pais é fundamental neste quesito.

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