Curtas. Ed. 190

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De mãos dadas com o ditador
Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, fez um inacreditável discurso em que afirma que o partido dá “apoio e solidariedade” ao governo do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), seus aliados e ao presidente Nicolás Maduro “frente à violenta ofensiva da direita contra o governo da Venezuela”.
O despropósito tem o aval dos três principais partidos de esquerda do Brasil – PT, PC do B e PDT – que intensificaram o discurso em defesa do regime chavista na Venezuela no momento que Nicolás Maduro impõe escalada de violência política que já deixou mais de cem mortos desde abril, segundo o Ministério Público local.

24 horas por dia
A Casa da Moeda, responsável pela impressão dos passaportes no Brasil, prometeu trabalhar “24 horas por dia nos sete dias da semana” para zerar a fila de 175 mil passaportes que deixaram de ser emitidos pela Polícia Federal no país. Tudo deve estar normalizado em cinco semanas, ou seja, até o fim de agosto, e as entregas seguirão ordem cronológica: quem pediu primeiro, receberá o passaporte primeiro.

“Acaba logo com isso”
O deputado federal Fábio Ramalho, o Fabinho Liderança, do PMDB de Minas, é vice-presidente Câmara. É famoso em Brasília pelas festas oferecidas em seu apartamento funcional, regadas a comida mineira e com a presença de mulheres jovens e bonitas.
Ele quer uma data para o fim da Lava Jato, acha que a operação precisa ter um prazo de validade, que é necessário bater o martelo: seis meses, por exemplo.
Em tempo: o apelido atribuído ao deputado na lista da Odebrecht é “Barrigudo”.

À deriva
A decisão do Tribunal de Justiça deixou muita gente estacionada no Centro Cívico de orelha em pé. Negou habeas corpus para Valdécio Bombonatto, presidente do Terminal Ponta do Félix, empresa privada que opera no Porto de Antonina; e da empresa Fortesolo. Valdécio está preso desde o dia 14 de julho pela Operação À Deriva, do Gaeco. O Ministério Público estadual investiga crimes de corrupção ativa e passiva e associação criminosa nos portos de Paranaguá e Antonina. Também foram presos o ex-diretor do porto público de Antonina, Luiz Carlos de Souza, o Luiz Polaco, e Rafael Moura, o Raposão. As investigações arrolaram ainda João Ubirajara (o João Domero), quatro ex-vereadores e dois ex-secretários municipais.

Perdeu dinheiro
O governo federal deixou de arrecadar R$ 42,2 bilhões no primeiro semestre deste ano com desonerações tributárias. A renúncia de receitas federais foi de R$ 7 bilhões só no mês passado. Os números foram divulgados pela Receita Federal no mês de julho. Até junho deste ano, os brasileiros pagaram R$ 648 bilhões em impostos e contribuições ao governo federal, aumento de 0,77% na comparação com o mesmo período do ano passado. A maior parte das renúncias é vinda da desoneração da folha de pagamentos das empresas: R$ 7,2 bilhões entre janeiro e junho.

Paraná nas nuvens
O governador Beto Richa articula com a União e as prefeituras a ampliação da oferta de voos às cidades do Paraná. “Em 2016, assinei com a Azul Linhas Aéreas um protocolo de intenções para a implantação do transporte aéreo regular em cidades ainda não atendidas pelo serviço, como Pato Branco, Guarapuava e Umuarama”, disse.
Richa destacou que o governo dará, em contrapartida para a empresa, incentivos do governo estadual para a operação, como a redução do ICMS sobre o combustível. “Atualmente a companhia aérea está presente em seis aeroportos paranaenses nas cidades de Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu. Toda esta expansão dos voos representa também movimento na economia das cidades paranaenses, novos empregos e a atração de novos turistas”, disse.

Fiep contra o aumento de impostos
O presidente da Federação das Indústrias do Paraná, Edson Campagnolo, criticou a alta de impostos sobre os combustíveis, definida pelo governo federal para cobrir o rombo em suas contas. Para Campagnolo, a medida compromete a retomada do crescimento econômico.
“Representa mais um aumento no já pesado ‘custo Brasil’, impactando diretamente no setor produtivo e dificultando ainda mais a superação da crise”, afirma.

Vai com calma
Lindbergh Farias com seu mandato de senador chegando ao fim, entende que será preciso mais humildade para continuar na política. Fala pelos corredores de Brasília que irá disputar o cargo de deputado federal, é o que restou a ele e a outros petistas, ir devagar e manter a calma para não perder foro privilegiado.

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