Cinema. Ed. 191

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Juventude (1951)

cinema_bergman_capaO ser humano abandonado, entre Deus e o Diabo, vivendo a angústia e o peso da existência, às vezes vazia e pouco leve. Estes são os temas ditos e reafirmardos sobre o cinema do sueco aclamado Ernst Ingmar Bergman, dramaturgo e cineasta. Diretor de doses influentes do cinema como Persona, O Sétimo Selo, Gritos e Sussuros e outros que sempre deixam a busca e a poesia nas telas.

Em Juventude, essa busca pelo entendimento da existência é encontrada em cada cena onde Marie retorna ao seu passado. Um passado de alegria infantil, ingenuidade e vontade de mundo, até o momento fatal, daqueles que Bergman é tão capaz de demonstrar em cenas, onde se depara com a morte. Também estão presentes em Juventude o jogo com espelhos, a importância do close e claro, a questão existencial, dúvida nunca respondida, mas sempre demonstrada com beleza e ardor.

Uma mente brilhante (2001)

cinema_mente_capaJohn Nash foi um matemático que obteve sucesso após resolver um problema da área relacionado à teoria de jogos. Desde então sua carreira acadêmica cresceu e também alcançou êxito em diversos ramos da matemática. Em 1994, ganhou o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel. Uma carreira brilhante se delineou e após sofrer de algumas alucinações foi diagnosticado com esquizofrenia, tendo que lidar com a relação imaginação-realidade.
A sua vida e as maneiras de lidar com o transtorno é relatado no filme Uma mente brilhante de Ron Howard. Apesar das críticas sofridas, pelo ocultamento de algumas situações com a doença, o filme é uma adaptação interessante do livro de Sylvia Nasar, biografia ampla de Nash.

O menino e o mundo (2013)

cinema_menino_capaDas belezas que angustiam com tamanho alcance da realidade, mesmo dentro de uma animação. O menino e o mundo, do cineasta brasileiro Alê Abreu, é uma dessas obras de arte feita em nossas terras que devem ser apreciadas, pelo singelo e pelo tocante que conquista. Animação feita para o mundo todo, mas o adulto, ao entrar em contato, se emociona.
O filme de Abreu, mesmo lançado em 2014, foi indicado à categoria de Melhor Filme de Animação do Oscar de 2016 e também já foi vendido para mais de 80 países. A reprodução é necessária e tem motivos. O mundo do menino é um Brasil real, dentro de linhas finas e rápidas, fantasiosas e leves, reais e com sons e imagens mais importantes que a voz e a letra falada.

Django livre (2012)

cinema_django_capaUm filme com as sacadas clássicas de Tarantino, Django livre de 2012, conta a história de um homem escravizado, que com o auxílio do ex-proprietário consegue a liberdade em troca de serviços prestados. Dr. King Schultz (Christoph Waltz), o alemão que escravizou Django (Jamie Foxx), é um caçador de recompensas que tem a ajuda do protagonista, que mesmo liberto continua trabalhando com ele. A busca dos dois leva ao grande rival, Calvin Candie, vivido por Leonardo DiCaprio, treinador de escravos para luta.

O encontro e o inevitável confronto levará às nada leves sacadas do cineasta e diretor, sangue e lutas corporais, uma dose de faroeste e suas misturas à la Tarantino, lendas alemãs, cenas cômicas e referências à cultura pop.

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