Cinema. Ed. 192

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É difícil ser um deus (2013)

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Dirigido por Aleksêi Guérman (1938-2013), o filme russo causou controvérsias. É ficção científica, mas há quem diga que não há nada disso, exceto pelo fato de cientistas visitarem outro planeta. Outros o categorizaram, sem constrangimento, como chato. E também houve aquela velha discussão que o livro é melhor, a película baseia-se na obra homônima, de 1964, de Arkady e Boris Strugatsky. Outros elogiaram a fotografia e houve comentários que o roteiro é para poucos, pois as entrelinhas são deveras sutis. Eis o panorama geral: em Arkanar, um planeta em tudo similar à Terra, os indivíduos ainda vivem no período medieval. Um grupo de cientistas terrestres, liderado por Don Rumata, é enviado para lá para estudar os seus costumes com a ordem de não interferir em nada, o quão absurdo seja. Don Rumata não consegue evitar tomar uma posição quando vê a nata intelectual da sociedade, a única capaz de elevar o patamar de civilização, sofrer injustiças.

Rosa Luxemburg (1986)

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O filme alemão dirigido por Margarethe von Trotta conta a história de Rosa Luxemburg, cinema-rosa-capadoutora em economia e líder do movimento operário revolucionário alemão. Em 1898 filia-se ao partido socialdemocrata e em 1914 rompe quando a legenda decide apoiar a guerra. A ideia do filme sobre Rosa, a Vermelha, como era conhecida, nasceu do cineasta Rainer Werner Fassbinder, figura icônica do Neuer Deutscher Film (o Novo Cinema Alemão, movimento das décadas 1960 e 1970), von Trotta assumiu a direção após a morte de Fassbinder, no entanto recomeçou a película do zero. Em entrevista ao New York Times disse: “fazer um filme é escrever, e dirigir significa encontrar sua própria visão”.

O império dos sentidos (1976)

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cinema-sentidos-capaNagisa Oshima quando dirigiu O império dos sentidos mais que contribuir à sétima arte foi responsável ainda que indiretamente por um amplo debate sobre a relação entre sexo, cinema e censura. Oshima ousou e chegou a extremos, entre as cenas que chocaram do oriente ao ocidente está a ejaculação do protagonista e quando é colocado um ovo dentro da vagina da protagonista. O filme é mais que isso, e embora possa neste instante parecer que não, mas Oshima soube tratar o erótico com classe. Sada (Eiko Matsuda), uma ex-prostituta, envolve-se numa relação amorosa com o seu atual patrão Kichizo. A sua paixão depressa se transforma numa extrema obsessão pelo prazer onde não existem limites para alcançar o êxtase. Seu gesto final é surpreendente, não tanto quanto pensar que o filme é baseado numa história real.

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