Ronald Simon – Paisagens da memória

marianna

Ascendência francesa e pernambucana. As origens de Ronald Simon falam muito. Nascido em Recife, morou em São Paulo e depois passou uma temporada em Londres – lugar que despertou nele o interesse e a convicção pela arte. Volta ao Brasil. Vem para Curitiba por ter amigos na cidade. Casa. Fica. Trabalha e permanece.

Simon tem visão de quem tem apetite pelo mundo. Presta atenção nas cores das ruas, nos matizes da cidade, traz sua história nos olhos. Sua obra traduz essa estrada. Pintura de tom agreste, o que está na memória, o que está no chão, o que está no céu.

A geometria das pinceladas indica o cenário das cidades, o lugar que nasceu e o lugar onde está. Todos os espaços estão conjugados na obra de Ronald Simon. Cor e forma se amalgamam.

Participou de algumas exposições coletivas, como “Artistas Contemporâneos do Paraná”, em 1995, no Museu Guido Viaro; nas individuais destaca-se a realizada no Museu de Arte Contemporânea do Paraná, em 1993, intitulada “Ronald Simon: Pinturas”.

Suas obras pertencem a diversas coleções, como a da Galeria da Aliança Francesa de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea do Paraná e Museu de Arte de Joinville (SC). Foi diretor do Centro Juvenil de Artes Plásticas, em Curitiba, de 1994 a 2002, e do Museu Alfredo Andersen – onde também atuou como professor do ateliê de arte. Também foi professor do departamento de artes plásticas da Faculdade de Artes do Paraná.

Atualmente faz curadoria para algumas exposições do MAC (Museu de Arte Contemporânea – PR), como “Memória e Momento – Salão Paranaense”, em cartaz no Museu Oscar Niemeyer, e “anos 60/70 – Um Panorama”, que está no MAC.

Simon conclui: “quero mesmo é que as pessoas se aproximem da arte”.

 

Crédito foto: Kraw Penas

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