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Em onze meses, o prefeito Marcelo Belinati desburocratizou leis para atrair novos empreendimentos para Londrina

Considerada capital mundial do café até os idos de 1970, Londrina adormeceu nas últimas décadas no seu desenvolvimento econômico, enquanto que socialmente cresceu além do que foi projetado na década de 1930 pelos seus idealizadores, os ingleses. Agora, completando 11 meses de governo, o prefeito Marcelo Belinati tem o desafio de recolocar Londrina – prestes a completar 83 anos – no cenário sociopolítico e econômico do qual não deveria nunca ter saído.

Logo que assumiu a prefeitura, Marcelo determinou ao seu secretariado um levantamento completo do que precisava fazer para atrair novos investimentos para a cidade, fortalecer a economia e recuperar o caixa do Município, cujo déficit projetado para 2017 era de R$ 120 milhões. Com este levantamento, ainda no primeiro semestre, as primeiras ações começaram a ser desenvolvidas e o quadro, a ser modificado.

O gargalo da burocracia, que estava atrasando a atração de novos empreendimentos, foi um dos primeiros focos a ser trabalhado. Por meio do programa Agiliza Londrina, servidores do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) mapearam diversos pontos que estavam travando a emissão e liberação de alvarás de funcionamento de empresas interessadas em se instalar em Londrina, entre eles, a obrigatoriedade do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) para pequenos empreendimentos.

“Com a alteração da lei que trata destes gargalos, conseguimos reduzir os prazos de instalação de empresas ou sua ampliação. Além disso, muitos processos que estavam parados voltaram a ser movimentados. E um dos programas buscou unificar o andamento dos processos em mais de uma secretaria ao mesmo tempo, reduzindo prazos e agilizando o trâmite processual. Com isso, iniciamos um processo de desburocratização da Prefeitura”, enfatizou o prefeito Marcelo Belinati.

EMPREENDEDORES
Além da desburocratização, a Prefeitura de Londrina também está inovando ao buscar na indústria e comércio local fornecedores para o Município. Por meio do programa Compra Londrina, desenvolvido em parceria entre a Codel, Secretaria Municipal de Gestão Pública e Sebrae, os comerciantes londrinenses que nunca se interessaram em ser fornecedores nas licitações públicas estão sendo incentivados a se adequar e enfrentar este desafio.

“O objetivo é fazer com que mais pessoas da cidade forneçam produtos e serviços para a Prefeitura, fazendo com que o dinheiro dos impostos, que pagam por isso, circule na própria cidade. Hoje, temos cerca de 85% dos fornecedores de fora de Londrina. Queremos inverter este quadro e fazer com que mais londrinenses gerem empregos e apliquem este dinheiro na nossa cidade”, afirmou Marcelo, um dos grandes incentivadores do programa.

ECONOMIA
Diante do quadro de déficit enfrentado pela Prefeitura, Marcelo Belinati determinou que fossem realizados cortes nas despesas em todas as secretarias e empresas do Município. E esta economia está no corte de horas-extras, redução de despesas com aluguéis, por exemplo, até as licitações para a compra de produtos e serviços.

“Com estas medidas, conseguimos trabalhar e reduzir o déficit estimado em R$ 120 milhões no início do ano para pouco mais de R$ 40 milhões na última prestação de contas. Esperamos conseguir zerar este déficit este ano. Para 2018 o desafio ainda é grande, com previsão ainda de déficit orçamentário. Eu não tenho medo de desafios e vou superá-los, se Deus quiser”, declarou.

Considerada polêmica, uma das medidas tomadas pelo prefeito foi de implantar a atualização da Planta de Valores dos imóveis de Londrina, que servem de base de cálculo para o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Desatualizada há 16 anos, a Planta de Valores vai ajudar a corrigir o déficit orçamentário ao longo dos próximos sete anos, sendo que já em 2018 haverá um incremento de R$ 280 milhões nos cofres públicos.
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“Tomei uma medida impopular, mas muito importante para o futuro de nossa Londrina. Se queremos ter saúde de qualidade, uma educação exemplar, melhorias na malha viária, atrair novos investimentos para a cidade, precisamos primeiro arrumar o que está ruim. E administrar os recursos públicos com responsabilidade e muita sabedoria para que o povo londrinense possa ter o melhor dos serviços oferecidos pelo Município”, salientou Marcelo.

Além destas medidas, a administração municipal também está estudando a reforma administrativa. Entre as medidas está a otimização de pastas e a melhor distribuição do quadro de servidores, com consequente redução de custos da máquina pública.

NOVAS SOLUÇÕES

Antes de assumir a cadeira de prefeito de Londrina, Marcelo Belinati foi, nos últimos dois anos, deputado federal. Com esta experiência e os contatos feitos neste período, conheceu caminhos dos ministérios em Brasília para a busca de recursos e soluções para questões do Município que estavam paradas aguardando apenas um posicionamento político.

Ao afirmar que conhece o “caminho das pedras” na busca destas soluções, Marcelo tem viajado constantemente a Brasília e a Curitiba, atrás de recursos, programas, viabilização de projetos estruturais importantes para a cidade. “Este tempo em Brasília ajudou a fortalecer os laços com personagens políticos importantes no país. E com projetos embaixo do braço, tenho ido em busca de recursos para viabilizá-los”, ressalta, lembrando que é preciso deixar o gabinete de prefeito para fazer a cidade crescer e retomar o seu papel no cenário estadual e nacional.

É o caso o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Com ele, tem trabalhado na liberação de mais recursos para os hospitais locais, para desenvolver a saúde da população. E tem trabalhado muito na viabilidade de mutirões de cirurgias eletivas, que em muitos casos há anos não ocorrem, para diminuir a fila de espera. “Ele tem sido uma pessoa muito importante”, salientou Marcelo.

Em Curitiba, a boa relação com o governador Beto Richa e com a vice-governadora Cida Borghetti tem feito com que as atenções do Palácio Iguaçu se voltem para Londrina. “Temos mantido um canal constante de comunicação, o que nos ajuda a levar as reivindicações de Londrina para a capital. Estamos trabalhando constantemente com eles e os frutos começam a ser formados”, enfatizou.

VISITAS
Mas não é apenas o prefeito que tem ido a Brasília ou Curitiba em busca de parcerias e soluções. Em menos de um ano, Londrina passou a ser visitada por políticos, secretários de Estado e ministros como há muito tempo não ocorria. Deputados federais e estaduais, em passagem pelo norte do Estado, têm visitado o prefeito e oferecido parcerias para o desenvolvimento de projetos e ações governamentais.

O mesmo ocorre com autoridades estrangeiras, que também passaram pela Prefeitura neste período, como embaixadores e cônsules, buscando estreitar relações entre Londrina e os governos de seus países.

MALHA ASFÁLTICA
Um problema histórico de Londrina de que a população tem reclamado bastante são as condições da malha viária, bastante deteriorada pelo tempo. De aproximadamente 2.600 quilômetros de ruas e avenidas distribuídos pelo Município, cerca de 1.500 quilômetros necessitam de algum tipo de intervenção, seja de operação tapa-buracos a recape completo destas vias públicas.
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Operários da Secretaria Municipal de Obra e Pavimentação têm trabalhado diariamente em diversas frentes, buscando realizar tapa-buracos em todas as regiões da cidade. Porém, o trabalho é lento e nos bairros mais periféricos é preciso que ocorra, em muitos casos, o recapeamento completo das vias públicas.

Para recuperar a malha asfáltica, a Prefeitura de Londrina solicitou a sua associação no Consórcio Público Intermunicipal de Inovação e Desenvolvimento do Estado do Paraná (Cindepar), que trabalha com o recapeamento asfáltico com micropavimento, sistema muito mais econômico que o atual adotado pelo Município, de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ). “Esse é um dos problemas mais graves da cidade, porque nossos levantamentos apontam que 60% da malha asfáltica de Londrina está deteriorada, precisando de manutenção. Por isso, precisamos encontrar soluções para sanar este problema e a associação ao consórcio é uma delas”, afirmou.

A previsão é de que, até o final do ano, as ruas da cidade comecem a receber este serviço de recuperação asfáltica. “Ela é voltada para vias de baixo fluxo de veículos, pois sua durabilidade é menor. Nosso objetivo é recuperar a malha viária da cidade toda até o final do meu mandato”, justificou Marcelo.

SERVIÇOS NOS BAIRROS
A Prefeitura também tem levado periodicamente um mutirão de serviços públicos para os bairros urbanos e distritos rurais de Londrina, que há muito tempo não recebiam uma visita de secretário municipal ou um atendimento diferenciado. O programa Movimenta Londrina já levou serviços de diversas secretarias, como Obras e Pavimentação, Defesa Social, Fundação de Esportes, Ambiente, Agricultura, Educação, Saúde, Cohab, Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Sercomtel Iluminação, entre tantos outros de âmbito estadual como Sanepar e Copel, atendendo demandas básicas destas comunidades.

Em dias determinados da semana, as equipes realizam tapa-buracos, desentupimento de bueiros, corte do mato, poda de árvores, troca de lâmpadas, limpeza pública, atividades físicas, atendimento à população em geral. “Estamos indo onde há muito tempo o serviço público não chegava. E a nossa meta é conseguir atender a todos, oferecendo o melhor que a Prefeitura pode oferecer”, salientou o prefeito.

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