Quando eu sopro, também sopra a mulher e o cavalo

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Desde que peguei seu livro, ele vai comigo a todo canto. Ao lado da cama, na bolsa para lá e para cá, na mesa, no colo. Aberto e fechado. Acho que já o li todo. Sinto que é importante levar. Ao alcance dos olhos, Julia Raiz vem junto. Já faz um tempo. Eu a conheci num dia especial para nós duas. Mulheres que gostam de dedicar o tempo à escrita. A escrita ao tempo. Ela adiante vai. E acompanho seu movimento. São muitos. Penso que ainda vamos trocar vários. Encontros, letras e luta(s). Ela é das minhas. Escorpiana, meu ascendente, feminista, somos, escritora e mestra. Julia é. Diário: a mulher e o cavalo. Seu livro, sua estreia. Chega com os pés na porta! Totem&Pagu e Pontes Outras. Firma de poesia e tradução de literatura escrita por mulheres. Suas observações e suas obsessões: procurem saber. Compartilhem, aproveitem, vejam, ouçam. Ela escreveu: “Mas eu sei que as mulheres estão todas interligadas, nossas mentes formando uma grande rede.” E eu concordo com várias das linhas que vêm dela para mim. Para nós. Nossa rede cresce. Petrifica. Floresce. Com vários ramos e espinhos. Furamos e sangramos. Com dor, sem dó. Eu aprendo com Julia Raiz.

E agora, de escritora para escritora: sim, sua obsessão me emocionou. Que venham mais, “antes de se apagarem para se transformar em coisa outra”.

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