Saúde avaliada no Paraná

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Em pesquisas de opinião, é comum que a área de maior preocupação da população seja a saúde. Cuidar de si e garantir vida longa e saudável é um desafio que une atitudes individuais a políticas públicas de promoção, prevenção e de acesso a atendimento de urgência e emergência. Portanto, garantir saúde é tarefa complexa e a preocupação dos cidadãos com essa área é reflexo dessa complexidade.

Para medir o grau de satisfação dos paranaenses com a saúde pública do estado, a Radar Inteligência realizou pesquisa com 2.520 entrevistados, sendo 46,3% homens e 53,7% mulheres. As questões foram aplicadas entre os dias 28 de setembro e 6 de outubro deste ano, na capital e em oito regiões do Estado.

Do total de entrevistados, 84% declarou ter usado serviços de saúde pública entre 2016 e 2017, sendo que na região do norte pioneiro, representada pelos municípios de Apucarana, Arapongas, Cambé, Cornélio Procópio, Rolândia e Londrina, 100% dos entrevistados disseram usar o SUS, com um nível de satisfação de 63%.

Entre os temas avaliados, estão o atendimento em Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Serviço Móvel de Urgência (Samu), Farmácias do Paraná, Centros de Especialidades e Hospitais. Também foi pesquisada a satisfação quanto à aplicação de vacinas, combate à dengue, controle de doenças, saúde bucal e saúde mental.
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Daqueles que utilizaram os serviços de saúde pública no Paraná em 2017, 51% das pessoas consideraram o atendimento satisfatório. O índice de satisfação tem variações de acordo com a região pesquisada. O maior nível positivo, 67,8%, foi verificado na região do norte novo, que inclui os municípios de Maringá, Paranavaí, Sarandi, Mandaguari e Marialva. O menor índice foi da capital, com apenas 29,1% de satisfação.

“O descontentamento da população de Curitiba reflete a desestruturação dos serviços de saúde da capital durante os quatro anos de uma gestão desastrosa. O resgate está sendo retomado e os moradores da RMC podem contar com o compromisso do Governo do Estado em apoiar a administração municipal para reverter esse quadro”, disse o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto.

Caputo Neto destaca que a Secretaria de Estado da Saúde apoia todos os municípios com o objetivo de ampliar serviços à população. Entre 2012 e 2016, por exemplo, foram destinados R$ 6,2 milhões do tesouro estadual para a construção de cinco novas Unidades Básicas de Saúde em Curitiba – as únicas construídas nesse período. Além disso, por três anos consecutivos foram definidos no orçamento estadual R$ 30 milhões para construção do Hospital da Zona Norte na capital, no entanto, a prefeitura não foi capaz de definir terreno e projetos para as obras, o que inviabilizou o repasse.

SERVIÇOS
Na análise dos dados coletados, percebe-se uma avaliação positiva daqueles que utilizaram serviços de saúde pública nos três meses anteriores à abordagem dos pesquisadores. Com relação ao Samu, por exemplo, o índice de satisfação dos que precisaram do serviço nesse período chega a 75,4%.

“Percebemos que no interior do Estado há um número expressivo de usuários do Sistema Único de Saúde e, de modo geral, o nível de satisfação daqueles que usam o SUS ultrapassa os 60%. Quando o assunto é vacinas, por exemplo, o índice positivo chega a 92% em todo o Estado”, contou Caputo Neto.
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A área de imunização; controle de doenças, como dengue, gripe, hepatites, entre outras; assim como os serviços de vigilância sanitária e ambiental, por exemplo, têm grande aprovação da população. São atividades desenvolvidas pelas equipes de saúde estaduais e municipais, mas que geralmente não são identificadas como saúde pública.

“Toda a população utiliza a saúde pública, mas só relaciona esse serviço quando se trata de atendimento hospitalar. E mesmo nessa área, onde geralmente se fala muito em filas, a maioria dos entrevistados considerou o atendimento satisfatório”, revelou o secretário.

O índice de satisfação quanto ao atendimento em Hospitais Universitários (HUs) chegou a 80,7% entre as pessoas que utilizaram o serviço e em hospitais regionais atingiu 66,7%.

Na área de doação de sangue, 89,3% das pessoas que frequentam as unidades do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) gostam do atendimento recebido.

“É essencial conhecer a opinião dos cidadãos paranaenses sobre os serviços de saúde oferecidos. Com esses dados podemos verificar onde estão os gargalos da saúde pública e interferir para mudar o quadro que causa insatisfação”, destacou Caputo Neto.
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UNIDADES DE SAÚDE
Um dos pontos que chama a atenção é o público que frequenta Unidades Básicas de Saúde (UBS). Quase 70% dos entrevistados disseram ter procurado atendimento nos três meses anteriores à pesquisa, sendo que a grande maioria, 73,9%, são mulheres. Apenas 30,3% dos homens que responderam às questões afirmaram procurar atendimento em UBS.

O resultado reflete uma realidade comum à maioria das cidades paranaenses e que necessita de mudança cultural. “Poucas vezes os homens adotam a postura de cuidar da própria saúde e, geralmente, quando o fazem, é em momentos de emergência”, avalia o secretário.

Segundo ele, esse é um ponto fundamental em que o Governo do Estado tem concentrado esforços, no fortalecimento da porta de entrada do sistema público de saúde, a Atenção Primária. Estudos revelam que 80% das demandas de saúde da população podem ser resolvidas nos municípios, nas unidades básicas. Portanto, a secretaria estadual da Saúde tem apoiado as prefeituras para ampliar e qualificar o atendimento nas UBS nos bairros, em todas as cidades paranaenses. Essa estratégia vem pautando a liberação sistemática de recursos para estrutura (obras, equipamentos e veículos), capacitação dos profissionais e custeio das equipes municipais.
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PARCERIAS
O princípio básico adotado na política estadual de saúde é ampliar o acesso da população a serviços de qualidade o mais próximo de onde vivem. Para tanto, o Estado aposta em parcerias com prefeituras, prestadores de serviços, consórcios de saúde, universidades e sociedade civil, o que tem gerado importantes resultados.

“Fizemos um esforço muito grande na reorganização do Estado e pudemos cumprir o investimento mínimo de 12% das receitas correntes em saúde. Hoje, apoiamos 263 hospitais públicos e filantrópicos com recursos do Tesouro Estadual, além de também garantir o apoio financeiro para que os municípios ampliem e qualifiquem o atendimento”, afirma o governador Beto Richa.

O Paraná alcançou os menores índices de mortalidade materna e infantil com a aplicação de mais de R$ 630 milhões na Rede Mãe Paranaense. Desde o início do pré-natal, a mulher já sabe em qual hospital ou maternidade terá seu bebê e pode realizar o acompanhamento da gestação com a realização de pelo menos sete consultas e 23 exames, o que garante à família tranquilidade e segurança.

Na área de urgência e emergência, foram implantados os SAMUs regionais, o transporte aeromédico e fortalecidos os prontos-socorros. A organização da Rede Paraná Urgência em todo Estado reduziu a mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC), infarto e por acidentes de trânsito em 18% e viabilizou a criação de 792 novos leitos de UTI, uma ampliação de 67% em relação ao que estava disponível em 2010.

O transporte aeromédico atua com quatro helicópteros e um avião, exclusivos para o transporte de pacientes em situação de urgência. As bases de Curitiba, Cascavel, Londrina e Maringá já atenderam mais de 7.500 pessoas desde que o serviço foi implantado, em 2014. Os helicópteros têm autonomia de voo de 250 quilômetros, a partir da base. O avião UTI, que atende a todo o Paraná, possui todos os equipamentos necessários para dar suporte a pacientes em situação crítica.

A evolução também é significativa na área de doação e transplantes de órgãos. O Paraná é o segundo estado do país em número de doações efetivas de órgãos para transplantes, enquanto em 2010 ocupava a 10.ª posição. Em sete anos, o Estado reduziu pela metade a fila de pessoas à espera de um transplante e ampliou o número de procedimentos em mais de 300%. Esse sucesso se deve à melhoria e reorganização do sistema de captação de órgãos, ao uso da frota aérea e de ambulâncias para o transporte de órgãos, ao processo permanente de capacitação profissional das equipes de captação e à conscientização da população sobre a importância da doação.

Para fortalecer as ações de vigilância em saúde nos municípios, foi criado um programa inédito no país, o Vigiasus, que já destinou R$ 180 milhões para que as prefeituras apliquem no controle de doenças como dengue, zika e chikungunya; na ampliação de campanhas de vacinação; saúde do trabalhador e em atividades que promovam a saúde dos cidadãos. O Paraná é um dos únicos estados a destinar recursos do tesouro para a área de vigilância e em muitas cidades os valores repassados são maiores do que o enviado pelo governo federal.

Entre 2015 e 2016, o Governo do Estado destinou R$ 60 milhões para a realização de mutirões de cirurgias eletivas – procedimentos não emergenciais, mas que muitas vezes determinam a qualidade de vida de quem aguarda o atendimento.
Em pouco mais de 17 meses, a secretaria de Estado da Saúde conseguiu realizar, em parceria com municípios e prestadores de serviços, mais de 66 mil cirurgias, feitas exclusivamente com recursos estaduais. O grande destaque foram as 35 mil cirurgias de catarata realizadas, além de procedimentos ortopédicos, ginecológicos, vasculares, entre outros.

Em 2017, os mutirões estão sendo realizados com recursos próprios e federais, reduzindo as filas de cirurgias gratuitas e as filas de espera por aparelhos de surdez, próteses ortopédicas, cadeiras de rodas, entre outros instrumentos necessários para atender às demandas específicas da saúde dos paranaenses. Entre julho e setembro deste ano, foram aplicados R$ 2,5 milhões em mais de 3 mil procedimentos cirúrgicos.

“Uma das áreas mais complexas da gestão pública, a saúde exige compromisso e prioridade dos governos. Isso, no Paraná, é realidade e pode ser verificado no volume de recursos destinados à área: R$ 18 bilhões aplicados ao longo dos últimos sete anos, o que equivale a 273% a mais do que o investido nos oito anos anteriores. No Paraná, saúde é prioridade sempre”, reafirma o secretário Michele Caputo Neto.

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