A arte no sangue

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Se a escola era um lugar aflitivo para Guido Viaro, o conhecimento, a cultura e a arte não eram. E este conhecimento, cultura e arte é que estão presentes em sua família. A começar pelo avô, Guido Pellegrino Viaro, o pintor Guido Viaro. Depois o seu pai, Constantino Batista Viaro, que, além de saber pintar, e bem, foi diretor do Teatro Guaíra e da Fundação Cultural de Curitiba.

Guido a princípio aproximou-se do cinema. Fez quatro filmes, mas a arte coletiva não era o que o artista buscava. A solidão do escritor fazia mais o seu gênero. Aos trinta anos, escreveu seu primeiro romance. De lá para cá, publicou 14 romances e escreveu alguns contos. Poliglota, é um grande viajante. Entre os anos de 2006 e 2008, deu três voltas ao mundo sempre viajando só: Ásia, Europa, Estados Unidos, Canadá. Em Israel, morou e trabalhou dois meses em um kibutz.

O escritor ,que é membro da Academia Paranaense de Letras, administra o Museu Guido Viaro, iniciativa de sua família. O museu abriga obras do avô, recebe exposições temporárias, exibe filmes e funciona como um cineclube com debates após a projeção, promove concertos e tem uma sala especial dedicada ao escritor Dalton Trevisan. Frequentar o museu é trazer para dentro de si o mundo sensível da arte. Guido é uma pessoa afável, com um fino senso de humor e que traduz em sua arte solitária a sensibilidade de sua vivência interior.

 

Texto e foto: Dico Kremer

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