Editorial. Ed. 200

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O Brasil experimentou a sua fragilidade. Assustadora. Uma greve de caminhoneiros bloqueou estradas e incendiou o país. Os efeitos perversos desse movimento se mostraram rapidamente. Desabastecimento rápido, crise de grandes empresas e corporações que pararam de produzir, serviços públicos prejudicados e um desalento profundo na sociedade que não vê luz no fim do túnel e se depara com uma realidade que não conhecíamos. Uma categoria de maus bofes derruba o Brasil e o coloca na condição de uma grande, enorme Venezuela.

A desastrosa decisão do presidente da Petrobras, Pedro Parente, de impor a dolarização da gasolina e do diesel detonou uma grave crise que se agravou, provocando um nível de desabastecimento inédito no País. O presidente Michel Temer, sem autoridade, sem legitimidade, pediu uma trégua aos caminhoneiros, que entregaram sua pauta de reivindicações e a fizeram descer goela abaixo de Temer, Parente e todos os demais.

Vivemos de mentiras. Parente disse que a Petrobras apenas “reconhece” a alta do barril e a alta do dólar, mas 80% da composição dos seus preços são em reais. Parente fez a Petrobras se impor à política econômica, ressuscitando a ameaça de aumentos diários no transporte de pessoas e cargas.

É neste quadro que vamos às eleições neste ano. A absoluta maioria da população não acredita nas instituições, não confia nos governos, especialmente no governo central, detesta os políticos e os partidos políticos, porque a eles, e com razão, atribui a origem de todas as nossas mazelas.

E se revolta quando vê as contas que essa gente nos passa para pagar. Para dar uma ideia do descalabro, para manter o Congresso Nacional funcionando em 2017 pagamos R$ 5,3 bilhões para Câmara e R$ 4,1 bilhões para o Senado. O que, trocando em miúdos, significa R$ 25,7 milhões por dia. Em 2018, a conta é ainda maior: total de R$ 10,5 bilhões, dividindo dá R$ 28,7 milhões por dia. É demais para o bolso e para os nossos corações.

Assim caminha a humanidade. Crise política, social, econômica e principalmente moral neste país que já foi do futuro e que agora se vê que era bem melhor no passado, antes da era em que o petismo de Lula e Dilma deram as cartas e nos levaram ao desastre de agora.

De resto, tudo igual. Uma grande expectativa sobre o que vem do sistema Judiciário-policial, que pode levar em cana mais uma penca de políticos e empresários corruptos. O que vai sobrar de tudo isso? Ninguém sabe dizer. Só sabemos que apenas começamos a desvendar as falcatruas e sistema de peculato que continuam agindo. É o Brasil brasileiro.

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