Adriana Cult

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Adriana Sydor é a grande descoberta da literatura brasileira dos últimos anos. Desde a publicação de seu livro “Toda prosa”, ela alcançou um universo de leitores que a caderno-adriana-1-retrato1transformou em referência de uma nova forma de escrever. Adriana liberou seus textos dos cacoetes que revestem a literatura brasileira atual. A literatura de Adriana Sydor pulsa a vida que escorre nestes dias de segunda ordem. Ao contrário da literatura feita principalmente por meio das receitas, dos modismos, dos cacoetes que são oferecidos em doses fartas na academia e que resulta em textos repetitivos na forma e indigentes no conteúdo, Sydor é cultuada nos meios intelectuais e artísticos pela vitalidade, às vezes chocante, do que escreve. Agora ela nos oferece seus “Sete confissões capitais e outros pecados”. De uma coragem que só uma escritora da estirpe de Adriana Sydor pode usar com talento e sensibilidade. Neste caderno, um pouco das críticas sobre o livro.

Na corda bamba de ser humano

João Lucas Dusi

Em Sete confissões capitais e outros pecados, Adriana Sydor elabora um corajoso exercício de autoconsciência

Os sete pecados capitais – inicialmente pensados pelo papa Gregório Magno no século 6 e firmados por São Tomás de Aquino no século 13 – dizem muito sobre o que é ser humano. São eles: vaidade (que, posteriormente, foi chamado pela Igreja de “soberba”), inveja, acídia (“preguiça”), ira, avareza, gula e luxúria. Além disso, Aquino listou os pecados que dos sete originais se desdobram, formando uma lista de quase cinquenta – o ódio que brota da inveja, a traição que vem da avareza e assim por diante. É talvez por conta dessa espécie de herança moral, desse norte histórico que aponta para a conduta ideal, que vivemos em constante conflito interno, pois essas proibições não condizem com nossos ímpetos pouco virtuosos.

Agora, se a “humanidade tratou de achar um lugar confortável para conviver com tantas proibições”, Adriana Sydor pega o caminho inverso nas crônicas de Sete confissões capitais e outros pecados. A obra, que traz no início de cada um dos sete capítulos uma das partes que compõem o quadro caderno-adriana-2-capa“Os sete pecados mortais”, do holandês HieronymusBosch, é um corajoso exercício confessional, distante do conforto, no qual a autora busca fugir do baile de máscaras cotidiano ao se expor sem meias palavras: “porque a escrita é minha salvação e aprendi a fazê-la a partir dos meus motivadores, o que vai aqui é um pouco de mim”.

Sydor exercita a autoconsciência partindo dos sete pecados capitais, encadeando reflexões que encerram conclusões pungentes – “é correto afirmar que algumas felicidades me atrapalham”, “o que eu quero agora é a alforria definitiva da frase ‘o que vão pensar de mim’”, “a humildade só tem lugar no mundo de hoje se for postiça”, “tenho necessidade do reconhecimento de minhas causas”.

Não há tentativas de justificar os pecados, mas antes de entender a si mesma: “aqui, diante de papel, me curvo às minhas humanidades e faço o desnudamento da maneira que consigo”. É do antagonismo entre a violência do conteúdo, da inclemência que Adriana demonstra para consigo mesma, e a limpidez da prosa, preocupada com a exposição clara do que pensa e sente a autora, que os textos ganham força, revelando o âmago de uma figura bastante humana – com todas as implicações que esse desnudamento acarreta, confrontando as ambiguidades e (im)possibilidades características de nossa espécie. Soma-se à forma paradoxal das narrativas, do conteúdo violento e limpidez verbal, o uso de citações em latim no início de cada capítulo – língua que, talvez por construto histórico, pela posição prestigiosa que já ocupou na civilização, resguarda um quê de solenidade e traz consigo uma potência estética imanente.

Para além do trabalho com a linguagem, marca também a abertura que a autora cria para dialogar com os demônios interiores dos leitores, para nos aproximarmos por meio das falhas que nos constituem. Se o dia a dia pede maquilagem sobre nossos podres, Sydor cria, por meio da literatura, um espaço de expiação, no qual podemos nos reconhecer imperfeitos com alguma tranquilidade, longe das utopias comportamentais propostas pela Igreja, e perceber que ser humano é ser uma mistura de vícios e virtudes, e que “não há responsabilidade que não a minha. Deus não existe. O outro não é culpado”.

É por essa via-crúcis do autoconhecimento que transitam as crônicas de Sete confissões capitais e outros pecados. E se a trajetória de Adriana Sydor é um “ensaio para uma vida dedicada às letras”, a publicação deste livro a aproxima mais do objetivo.

Pecado é não ler

Fernando Rodrigues

O novo livro de Adriana Sydor, “Sete confissões capitais e outros pecados”, é muito bom e melhor que o anterior, “Toda prosa”. Ela manteve o vocabulário generoso e a narrativa que flui disciplinada, pra frente. Agora, a jornalista, pesquisadora e escritora acrescentou uma estrutura que leva em conta o tema do livro. Não se deixe enganar pelo título, ela não confessa tudo e os pecados são muito mais que sete.

Adriana até usa os sete pecados capitais, aqueles que ensinam pra gente junto com o Pai-Nosso e a Ave-Maria, mas quem lê o que ela despeja em pouco mais de 100 páginas percebe que não há penitência suficiente, e caderno-adriana-3-dedicatoriatalvez nem necessária. Esse livro é de uma mulher que não acredita no “ajoelhou, tem que rezar”.

Pra quem não leu “Toda prosa”, é um delicioso bordado que vai juntando relatos cotidianos, quase uma toalha de piquenique manchada de vinho e com cheiro de grama do parque. Desta vez me parece que ela foi além, juntou a habilidade da escritora com a coragem da mulher e produziu um tapete de cores vivas, daqueles enormes e orientais. O desenho que salta do papel apresenta imagens que podem ser da vida de qualquer pessoa. A coragem está no outro lado do tapete, aquele dos pontos, nós, é ali que ele é realmente verdadeiro. O tempo todo, Adriana Sydor se expõe, o lado debaixo do tapete está na vitrine. Desconfio que ela vá provocar uma sacudida em muitos tapetes, de mulheres e de homens.

O capítulo sobre a inveja, esse dá pra ler como se fosse só ele, não precisa de explicações, se resolve muito bem sozinho. A parte dedicada à luxúria, fosse um filme, não seria aconselhável para menores, mas não passa nem perto da baixaria, do hardcore. Adriana vai pra cama com Vinicius, Hilda e até com “a língua de Drummond que lambeu as pétalas vermelhas da rosa pluriaberta”.

Repito, não é um livro sobre os pecados capitais que dominam a Catedral da Praça Tiradentes. Talvez tenham mais a ver com a liturgia da Igreja dos Passarinhos, o templo maior dos pecados da república de Curitiba. Avareza, ensina Adriana, não é só juntar dinheiro, não gastar. Antes de tudo, é não ser generoso. É não compreender que a generosidade é maior que a caridade, esta quase um novo pecado que sobrevive da miséria.

Falei antes que o capítulo da inveja tem vida própria e independente; acho que o correto é dizer que basta ler da página 5 até a 11 e depois você pode escolher a ordem que quiser para os pecados. É a tal estrutura de que também já falei, criativa e sinal de amadurecimento da escritora, tem uma bossa nova na maneira de construir o livro.

Gostei, muito.

História, ciência, cinema, religião, gastronomia: Adriana ralou, tem muita pesquisa nesse livro, dá pra ir lendo e fazendo anotações para depois correr atrás de novidades que Adriana apresenta.

No lançamento em Curitiba, a Livraria da Vila recebeu a crescente legião de admiradores que a escritora vai conquistando, gente que já conhecia seu trabalho como jornalista, a apaixonada pesquisadora da nossa melhor música brasileira. Fazia muito frio do lado de fora. Quem foi pra casa com o livro de Adriana, vai gostar como literatura, vai entender melhor por que é melhor respeitar mais as risadas que as lágrimas, vai descobrir que o melhor lugar do mundo é aqui e agora, desde que seja Pasárgada.

A “feliz culpa” de Adriana Sydor

Professor Aroldo Murá

Aprontei-me com cuidado para a leitura do livro “Sete confissões capitais e outros pecados”.  Isto, porque, conhecendo o fôlego qualificado da autora, Adriana Sydor, algumas gerações abaixo da minha, quis reler linhas da velha pedagogia católica, como essa a de codificar em sete as grandes falhas humanas do dia a dia; até porque as enormes transgressões básicas já estavam contempladas em proibições dos Dez Mandamentos; estes vieram direto de Javeh, apresentados na tábua sagrada a Moisés, pilares da herança judaico-cristã, ponto de partida para analistas da alma identificarem a gênese de nossos complexos de culpa, sólida revelação que até dispensou “ouvir a outra parte”.

O texto de Adriana não tem dificuldades em percorrer esses caminhos do Sagrado e suas peculiaridades humanas.

Traduz o cotidiano
A autora traduz os sete pecados com delicadeza. Não escorrega em até compreensíveis grosserias, o que é comum quando se trabalham tabus, prazeres, prêmios e castigos das manchas dos filhos de Eva.

Adriana mostra maestria numa abordagem compromissada, em primeiro lugar, com sua catarse; fortemente sublinhada por um confiteor por vezes explícito, outras, apenas sugerido àqueles que têm olhos para ver e ouvidos para ouvir.

O texto não pretende circunscrever a confissão a um exíguo confessionário. Expõe-se desabridamente como proposta para reflexões do público leitor, sem “superbia”; mostrasse ela orgulho da notável habilidade, cometeria o pecado capital da soberba.

O todo do texto é de um confiteor. Mas, surpreendentemente, e, despido de culpas presentes, passadas e futuras, o que apenas denota quão bem analisada é a alma da poeta.

Multiplicadores
Nunca subestimei, assim como também o faz Adriana, o papel de “cabeça” – “caput” – dos sete pecados capitais. Pois eles têm capacidade multiplicadora “ad infinitum”, gerando, conforme adverte a teologia medieval, “uma enormidade de males subsequentes”.

O livro de Sydor revelou-se-me, antes de tudo, confissões de uma mulher inteligente, dominando bom texto – este com raros e breves desnivelamentos. Nada que comprometa a expressão poética e analítica da escritora, uma alma em aguerrida sintonia com seus saberes interiores. E eles se apresentam lineares e, ao mesmo tempo, graciosos, consumando uma livre associação de lembranças que vão da criança à mulher bem resolvida de hoje, sólida de corpo e alma.

Desta forma, Adriana mesma admite (pág. 98) que é praticante “de todos os vícios mundanos. E de todos e quantos outros inventarem”. Nada que assuste, pois essa confissão geral dá lugar a outras grandezas, o que não é comum nem saudável numa sociedade (como ela mesma diz no livro), que não mais incentiva o trabalho duro, a construção de valores, indo, até nos púlpitos, à entronização de teologias de prosperidades, à valoração única do sucesso, da grana, do aplauso, da riqueza material a qualquer custo.

Alma inquieta
Essa mesma sociedade é aquela que veda a santidade de sentimentos verazes e entroniza ideias de falsa higidez psicológica, de permanente bem-estar. Dela não faz parte a poeta que, fique claro, não surfa, no entanto, na placidez do “tudo bem” ou nas poses de felicidade sempre eterna que as redes sociais entronizaram e exigem do mundo imediato.

Não conheço a história de vida de Adriana, na sua base. Sei que a jornalista é – assim como eu e todos os seres humanos – alma inquieta.

Até por isso, não ficou impermeável ao meio ambiente. Em consequência, deve ter sido “vítima” de um catecismo muito simplista ou das “pregações” de certos “colégios de freiras” ignorantes de realidades últimas de fato instigantes que nos desafiam. Dentre elas, as do BigBang, a do Alfa e Ômega, de Theilhard de Chardin, a Física Quântica, a visão do Transcendental que, com precisão, Einstein um dia registrou como sua também.

A cultura de valoração desmedida dos sete pecados, às vezes apresentados em tons cômicos, não foi o caminho escolhido por Sydor. Ela, no livro, confere aos sete pecados, num particular pneuma – num sopro de vida –, uma nova visão, por vezes até mesmo delicada, parceira graciosa de jornadas diárias. Nisso Adriana é repórter privilegiada, atriz e “metteur-en-scène” de um novo espetáculo. Nele tabus e castigos não são aceitos.caderno-adriana-4-retrato2

A confissão
Mas, afinal, que direito teríamos de pedir que a poeta se imiscuísse nas divagações científicas e/ou de refinada Teologia ao abrir-se ao mundo e dele fazer confessionário de suas grandezas, sonhos, fracassos?

O confiteor de Adriana se basta a si mesmo como exposição de uma alma notavelmente adulta e com enunciados desvendando aquilo que, às nossas vistas, ignoramos como regra de vida.

Adriana não trabalha um caminho decodificador dos sete pecados capitais, para os quais a tradição católica aponta uma palavra mnemônica que traduz a sequência original (em latim) daquilo que São Gregório Magno e São João Cassiano enunciaram: SALIGIA.

Traduzindo Saligia: S – Superbia; A – Avaritia; L – Luxuria; I – Invidia; G – Gula; I – Ira; A – Acédia ou Acídia (preguiça ou negligência, segundo o Catecismo oficial).

Sexo redentor
A autora não é poeta que se esconda. Pelo contrário, expõe-se com graça e um senso raro de poesia, quando, por exemplo, admite que não é doentia por sexo, mas sabe que “ele redime”.

Nesse universo da sensualidade, deixa claros os espaços que domina, ao trabalhar em torno de áreas erógenas. Físicas e mentais. Afinal, o prazer não é crime, desde que respeite os direitos de outrem.

Sydor é a mulher adulta, madura e liberada das culpas que também no olhar cristão de hoje foram perdendo espaço para abrangentes pecados no domínio do social, geradores de crueldades e morte de seres humanos.

Nesse ponto dos pecados sociais, lembro-me de Thomas Merton, um dos meus preferidos autores, com o seu “SeedsofDestruction”, escrito antes do Vaticano II, verberando contra os grandes pecados coletivos que se aninhavam já nos anos 1950/60 – racismo, drogadição, corrida nuclear, destruição ambiental…

A gula refinada
A mim me agradou muito na abordagem de Adriana o capítulo da gula, muito pelo rol de refinadas sugestões que contém. Corretamente deixou passar a esperada apologia de pratos e culinárias tentadoras, aquelas de “ressuscitar defuntos”. Prescreve:

“Os cristais se arrumam em fileira ordinária e comovente, água e vinhos; porcelana mais branca que a neve, forma uma cama delicada, a esperar, entregue e apaixonada, pela iguaria…”

E assim vai Adriana adiante na sua confissão ampla e geral, depois do devido exame de consciência, aquele mesmo que ela – embora sem crenças em entes superiores – pratica toda noite, como registra no livro.

Não sei se Adriana, mesmo sem crenças religiosas, alargará reflexões em torno de enunciados paralelos que foram permeando a teologia cristã ao longo dos séculos. O assunto, isso está claro, a interessa muito.

Ou, quem sabe, poderemos aguardar que numa próxima confissão a escritora se embrenhe em caminhos instigantes como aqueles que sugerem ser o cristianismo um “genérico do platonismo”.

Mundo Ocidental
Enquanto aguardo novos olhares de Adriana sobre a aventura cristã, sem esquecer quão moldadora foi ela – para o bem e para o mal – da história do Ocidente, sugiro-lhe: dê um tempo para o professor Thomas Wood, historiador americano, que tira dúvidas de gente inteligente com seu livro “Como a Igreja Católica construiu civilização ocidental”.

Digo por último, num arremate necessário, que Adriana não se embrenhou no universo de Agostinho, o bispo de Hipona, que se considerava miraculado pela graça do Onipotente porque reconhecera, um dia, sua “felix culpa”. Feliz culpa. Ele se considerava um abençoado por ter renascido da culpa do pecado para a vida espiritual.

Nem precisava trabalhar em torno do gigante Agostinho, porque ela foi plasmada não por culpas, mas pela bênção do Verbo, aquele de São João: no princípio era…

Salve a Adriana Sydor, campeã da arte de dizer e propor um “cogito” consistente neste século de redes sociais e inteligência artificial que começam a desfigurar nossos resquícios de humanidade.

Os sete pecados da minha mãe

Dédallo Neves

Sete confissões capitais e outros pecados foi seu primeiro livro de cuja construção eu não participei, que não tomei em minhas mãos como um produto a ser construído. Acho que nunca li um livro seu depois de editado. Sempre li antes, com erros, sem imagens, em Word etc. Tomei-o como qualquer outro tomaria e peguei como eu pego qualquer livro, com uma caneta para riscar o que acho relevante.

De início tive um sentimento próximo de pena, mas que é outra palavra que agora falta, e tentei achar tudo o máximo, sublinhar esta ou aquela frase, que eram frases normais, não valiam ser riscadas. Depois esse sentimento foi embora porque o livro se sustentava em densidade e você já não falava mais de você, mas das angústias ou dos pecados humanos e daquilo tudo que todo mundo sente: por isso se escreve, penso. E o livro ficou profundo, caminhou com as próprias pernas. Em algumas horas cheguei a pensar que a subestimei sobre algumas coisas, não achei que você seria capaz de falar sobre determinado assunto (e não me refiro ao capítulo “Luxúria”, em que o sexo está presente), coisas mais profundas, mais fundamentais à existência. Subestimei você no sentido de que para mim você escrevia sobre o cotidiano e não mais do que isso, ou sobre um tema específico, como a música.

Acredito que até na “Inveja” o livro tem essa característica. Depois você “volta a ser você” e tem alguns lampejos de profundidade. Não sei se teve medo de escrever mais, botar o dedo na ferida, na sua ferida, mas a partir deste capítulo ele fica mais leve. Para, no final, você retomar essa profundidade característica da primeira parte.

Os seus pecados não têm importância alguma, acho que isso é o menos relevante. Quando lia, não pensava em suas luxúrias, invejas, iras, gulas, vaidades, acídias, avarezas – isso porque sou o filho, e é difícil separar o leitor do filho. Você fala dos sete pecados, não de você, os sete pecados que todo mundo comete, que estão na fantasia dos infelizes.

Você deveria voltar a este livro e continuar na “Gula”, na “Ira” e na “Vaidade” de forma tão substancial quanto nos primeiros capítulos.

Gosto de pular uma linha inteira entre os parágrafos, parece um livro de poesia sem sê-lo. Dá ritmo. Deixa-o dinâmico, exige a próxima página. E, numa segunda edição, acho também que deveria se dedicar mais a falar sobre os sete pecados “cientificamente” ou “religiosamente”. É legal saber sobre isso, afinal o livro é sobre os sete pecados, não sobre você. Você o escreveu porque há coisas neles, nos sete pecados, que a incomodam. Você é escritora por isso: você escreve suas angústias. É isso que move o escritor, não o ofício de sê-lo ou não, de ser uma publicidade para alimentar o ego ou não. É ter o que escrever. E você tem.

Fotos Adriana: Lu Salvaro / Produção: Victor Salvaro

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