Futebol rima com besteirol

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“Football is a little box of surprises”
Pelé, comentarista na Copa de 94 numa TV americana

 

O futebol nosso de cada dia arranca lágrimas, risos vitoriosos, gritos. Move paixões, desfaz amizades, promove bobos a ídolos e, num supetão, tira heróis do Olimpo para submetê-los ao banco da vergonha.

Pelé, Galvão e Arnaldo na Copa de 94

Pelé, Galvão e Arnaldo na Copa de 94

Embora seja feito a partir de números e regras, o futebol não é nada lógico, e não convém mesmo que seja. É o nosso circo e onde encontramos as metáforas para nossa vidinha cercada de realidade por todos os lados: “Que que eu podia fazer?, tive que contar sobre a traição da fulana, a bola veio quicando e eu chutei pro gol” / “Ele é um ótimo funcionário, bate escanteio e cabeceia” / “Eu estava quase terminando o relatório, já estava dentro da área, mas acabou a luz e não concluí” / “Fui driblando todo mundo, quando cheguei no gol, chutei pra fora, por isso perdi as eleições”. E por aí vai. Do impedimento à zona do agrião, a gente vai se encontrando e traduzindo a vida ou distraindo-a.

Bom seria se fosse só isso: paixão e esporte – o que não é pouco. Mas há o periférico feito de palavras, como estas. Um besteirol sem fim que agita antes, durante e depois do apito torcedores e apreciadores: a imprensa, ah!, a imprensa… Vamos às pérolas.

Durante o jogo
Qual é o problema com os narradores de futebol da televisão? Eu estou vendo o que está acontecendo, meus olhos estão colados na tela, há replay, câmera lenta, vários ângulos e mesmo assim ele insiste em narrar coisa que não está acontecendo ou  continua afirmando uma loucura qualquer mesmo depois de ser desmentido pela repetição da imagem. É enlouquecedor. E inexplicável. Por favor, narradores do Brasil, parem, só parem de fazer esse tipo de coisa.

futebol2Outra situação chata, e bem oposta à citada acima, é a narração literal do que está acontecendo. A câmera passa pela torcida, aparece uma moça que manda um beijo e o narrador tasca: “Aí está a moça na torcida, mandando um beijo”. Obrigada, narrador, não saberia decodificar se não fosse você.

E as tolices? Aprendi com Galvão Bueno que depois da derrota o empate é o pior resultado. E por falar no Galvão, e as espinafradas que ele dá no Arnaldo César Coelho? O Arnaldo é seu saco de pancadas em todas as transmissões. Não sei o que me irrita mais: a grosseria do narrador ou a subserviência do comentarista. Mas por mais que deteste o Galvão e sua fanfarronice, gosto de lembrar dele gritando abraçado ao Pelé “É tetra, é tetra” no final da Copa dos Estados Unidos. Sempre que vejo esse vídeo, fico emocionada.

Locutor emocionado é ótimo. Tipo aquele islandês de nome impronunciável, GudmundurBenediktsson, na Eurocopa do ano passado. Quando a Islândia fez o segundo gol contra a Inglaterra, classificando-se para as quartas de final, ele gritava sem parar e aproveitou para mandar um recadinho para os ingleses que estavam anunciando a vontade de sair da União Europeia: “Acabou! Acabou! Nunca mais vamos para casa! Vocês viram? Incrível! Não acredito! Isso é um sonho. Não me acordem deste sonho incrível! Viva como quiser, Inglaterra! A Islândia vai jogar com a França no domingo. França e Islândia! Vocês podem ir para o diabo de lugar que quiserem! Islândia 2, Inglaterra 1, é o placar final aqui em Nice! O conto de fadas continua”.

futebol3Gosto das gafes, me divertem. E quanto mais, digamos, elaboradas, melhor. Talvez a minha preferida seja uma ocorrida na década de 1950 que tem sido contada à exaustão e que me diverte todas as vezes. A rádio Paiquerê não tinha jeito de fazer a transmissão entre Mandaguari e Londrina diretamente de Mandaguari. Optou, como muitos faziam e fizeram durante décadas de precariedades tecnológicas, por narrar o jogo a partir da audição de outra rádio, a Guairacá. O locutor, WillyGonser, fazia um telefone sem fio, ouvia a Guairacá e transmitia pela Paiquerê. Bola vai, bola vem, zero a zero no placar e o Londrina sofrendo porque precisava ganhar. Aos 43’ do segundo tempo, pênalti para o Londrina. Loucura total, a cidade colada no rádio, os terços enrolados nas mãos, gritaria. A Guairacá saiu do ar justamente no momento da cobrança. Sem saber o que fazer, WillyGonser narrou o que lhe pareceu mais óbvio: gol do Londrina. “Fim de jogo, Londrina 1, Mandaguari 0”, narrou Gonser. Cidade em festa, rojões, comemorações, torcedores nas ruas. Seria tudo lindo, caso o jogador não tivesse errado o chute, deixando o Londrina no zero a zero e, assim, perdendo o título. O tempo de se desfazer o mal-entendido foi justamente o mesmo que WillyGonser teve para fazer as malas e ir embora para nunca mais.

Teve também o narrador português Gabriel Alves, pela RTP, que num jogo do Sporting de Lisboa anunciou a entrada em campo dos jogadores: “aí vem Paneira, com seu estilo inconfundível”, a câmera deu zoom, ele ficou em silêncio por uns instantes e depois, cheio de constrangimento, “não, não é ele”. O estilo inconfundível de Paneira confundiu o narrador.

E só para fechar este capítulo, sabendo que os mais entendidos do que eu devem estar me odiando por não citar momentos ainda mais emblemáticos dos aqui relatados, relembro Rosildo Portela num jogo no Beira Rio, década de 1970. Ele trabalhava atento, cumpridor de seu ofício, irradiando todos os lances, quando os diretores do Atlético Paranaense entraram em sua cabine. De costas para o gramado, sem perder o verbo, comunicava aos ouvintes as visitas ilustres. Paulo Branco, que respondia pelo plantão da rádio, dá uma puxada de orelha: “Atenção, Portela, gol” e o Portela: “Gol onde, meu caro Paulo Branco?”, “Aí em Porto Alegre, Dorval, para o Atlético”.

Os comentaristas
O que dizer dos comentaristas de futebol? Eles se dividem em quatro grupos: os que bajulam jogadores, os que odeiam jogadores, os que bajulam o narrador e os que comentam simplesmente. Nenhuma das categorias está livre de bobagens e estupidezes, ao contrário.

Aqui, peço ajuda ao Dédallo Neves, que coleciona comentários e me faz gargalhar ao relembrá-los.

futebol4“Neto, você é um bobão!” Depois de ganhar de 1 x 0 do Botafogo-SP, Felipe Melo mandou via direta para o comentarista da Band. Alguém discorda? “Na minha casa não entra cara mau caráter”, disse o ex-goleiro do Palmeiras, Marcos, sobre o Neto numa entrevista após o comentarista fazer uma comparação meio sem cabimento entre o ele e o Rogério Ceni, então goleiro do São Paulo. Quando o Neto não comenta as obviedades, fala absurdos, “é brincadeira, né?!”, “diga-se de passagem”. Seus comentários são movidos a opiniões de boteco, que eu e você damos. José Ferreira Neto é o momento tragicômico da transmissão futebolística. Observem quando ele comenta jogo ou notícia do Corinthians: querendo ser o isentão, desce o sarrafo no Timão, mesmo se estiver a ganhar de 4 x 0. Ou deixa-se mover pela paixão de torcedor e ex-jogador do clube e defende até a morte, mesmo se estiver a perder de 4 x 0.

Muitos outros ex-jogadores comentam jogos, alguns já consolidados, porém não menos criticados, como o Casagrande – “nunca foi campeão de porra nenhuma, quem é o Casagrande pra falar de mim?”, disse o Romário –; Edmundo, que se comporta como um animal também na cabine ‒ neste ano, discutiu com o PVC e afirmou: “vocês jornalistas estão sempre certos”. Minutos depois, ao ser questionado sobre o balanço do jogo, como uma criança emburrada soltou um “não tenho opinião”. Sem contar Junior, ex-quase campeão de 1982, Caio Ribeiro (o genro perfeito), Roger Flores, entre outros.

(Já que Edmundo e Romário estão próximos no parágrafo anterior, quem não se lembra quando ambos jogavam no Vasco e o clima não era amistoso e o Edmundo chamou o Romário de príncipe, ao que o Baixinho na lata devolveu: “pronto, agora todo mundo tá feliz: o rei [Eurico Miranda, presidente do clube], o príncipe e o bobo da corte [em referência ao Edmundo]”.)

Vamos ao que interessa: dados polêmicos! Paulo Vinicius Coelho, o PVC, ex-ESPN, atualmente na Fox, 100% das vezes que comentou ou comentará um jogo usou ou usará números. Mas não é só de estatísticas que vive este doente por dados, que, diga-se de passagem, como diria o Craque Neto, nem sempre refletem a realidade do jogo, vide a posse de bola mentirosa. O PVC já entrou em algumas discussões, como a citada acima, com o Felipe Melo (quem nunca, né?!) – vale a pena discorrer sobre: por incrível que pareça, argumentou o esquentadinho do Palmeiras (na época, 2009-10, jogava na Juventus e vinha numa temporada cambaleante) “eu trabalho com números”. Oh amigão, vai falar isso logo pro PVC?! O jornalista respondeu: “com você jogando, a Juventus está na pior campanha em 40 anos”. Aí o Felipe Melo solta os cachorros e pergunta: “Você é jornalista?”. “Você é jogador? Eu sou jornalista”, responde o PVC. Além de Melo, PVC já comprou briga com Luxemburgo, Mauro Cézar Pereira (comentarista da ESPN) entre tantos outros, PVC só não briga com as estatísticas.

Estas polêmicas são mais interessantes e divertidas que qualquer “análise” que se possa fazer sobre os comentaristas. Ou berram o óbvio ululante, ou não. Para os jogadores, os jornalistas não prestam quando são criticados; para os torcedores, os jornalistas não prestam quando seus times são criticados. O comentarista de futebol é a personificação da sinuca de bico, é preciso jogar pelas tabelas.

futebol5Para encerrar esta parte, não poderia deixar de citar o José Trajano e o Juca Kfouri, os ativistas políticos da imprensa esportiva; e o episódio entre Renato Maurício Prado e Galvão Bueno, quando ambos comentavam vôlei no SporTV e Prado sacaneou o Galvão ao vivo. Renato Maurício Prado foi mandado embora. Não há nada mais divertido que ver estas pérolas no Youtube, então sugiro que ponham: PVC e Edmundo; Galvão e Prado; Felipe Melo e Neto; Marcos e Neto. O repertório é grande, amigos.

Depois do jogo
Entramos na maratona do pós-jogo. E aqui temos o que os jogadores falam para o repórter de campo, os treinadores em suas coletivas, as brilhantes análises das mesas-redondas, sem citar as conversas de bar e Facebook que reúnem todos os técnicos do mundo com suas opiniões formadas em achismos, obviedades e sangue nos olhos ‒ me incluo nesta categoria.

O Dias Lopes, mal-humorado comentarista esportivo, que pegou um Ita no Norte, largou Sobral e veio se instalar por aqui depois de temporada carioca, diz que a má fama da imprensa esportiva tem origem com o repórter de campo. Diz o Dias: “o repórter está a entrevistar um jogador e ele, cheio de frases prontas, fala um monte de bobagens e o repórter fica balançando a cabeça, sorrindo e concordando. Qual é o resultado disso? Todo mundo pensa que o cara é tão imbecil quanto o jogador”.

futebol6O Dias defende os companheiros de jornada, mas duvido que as pessoas não se irritem com as perguntas feitas na boca do campo, quando os jogadores começam a tirar as camisas para voltar ao vestiário: “A que você atribui a derrota?” e o jogador, olhando para o nada, fazendo cara de cansado, respirando alto pela boca: “A gente deu o melhor de si, o importante é treinar forte durante a semana para garantir os três pontos na semana que vem, ouvindo a orientação do professor, se Deus quiser”. Se o caso foi de vitória, o repórter pula sorridente na frente de seu entrevistado e manda ver: “Parabéns, a que você atribui a vitória?” e o jogador, olhando para o nada, fazendo cara de cansado, respirando alto pela boca: “A gente deu o melhor de si, o importante é treinar forte durante a semana para garantir os três pontos na semana que vem, ouvindo a orientação do professor, se Deus quiser”. Se o jogo acabou empatado, o repórter chega neutro, um tanto frustrado se rolou um zero a zero e tasca: “Como foi esse jogo na sua opinião?” e o jogador, olhando para o nada, fazendo cara de cansado, respirando alto pela boca: “A gente deu o melhor de si, o importante é treinar forte durante a semana para garantir os três pontos na semana que vem, ouvindo a orientação do professor, se Deus quiser”. É a glória quando o papo sai do roteiro.

E as entrevistas coletivas, pós-jogo? Tem de tudo: desaforos, farpas entre jornalistas e jogadores, provocações entre repórteres e técnicos, xingamentos, choros, explicações, até uma soneca… Um dia desses, um jornalista dormiu enquanto o técnico Luis Enrique, do Barcelona, falava da vitória sobre o Valencia. E está vivinha na memória a choradeira e gritaria de Eduardo Baptista, quando estava no Palmeiras, depois do jogo contra o Peñarol, a responder um comentário de Juca Kfouri que disse que o técnico era maleável e deixava a diretoria escalar seus jogadores: “… a gente respeita, a gente é quieto. Mas chega uma hora que ofende o homem. E eu sou homem pra caralho, sou um cara sério aqui dentro. Então, quando você escuta isso de uma pessoa que você respeita, puta, isso machuca pra caramba…”.

Outra coisa espantosa nos programas que se dedicam a narrar o já narrado é o tamanho da assertividade dos videntes da bola: “Como eu afirmei, era um jogo em que tudo poderia acontecer”, “Era o que eu havia dito: se aproveitasse as chances de gol e marcasse, sairia vencedor” e por aí vai.

Lembro que na Copa de 2010 uma das coisas que eu mais gostava de ver era uma mesa com o inumerável PVC e José Trajano comentando os jogos. O PVC, com aquela loucura de estatísticas que, sabe-se lá por quê, fazem tanto sucesso e o Trajano, na bancada, ao vivo, abria um jornal e ficava escondido atrás das folhas enquanto o companheiro falava. Eles se odiavam. E eu amava ver aquilo, os comentários importavam menos do que o clima de tensão e farpas no estúdio.

Eu falei anteriormente que um comentarista de TV não pode ficar dizendo coisas que não estão acontecendo. Tenho a exceção que confirma a regra. A única pessoa que podia fazer isso era Nelson Rodrigues. Com graça, charme, inteligência e fanatismo, tinha tiradas muito boas, como aquela célebre em que, diante do tape de jogada que desmentia sua interpretação de um pênalti contra o Fluminense, esbravejou “Se o vídeo diz que foi pênalti, pior para o videoteipe. O videoteipe é burro”.

futebol7Antes de passar para outro ponto dessa novela sem fim que gira entre imprensa e esportistas, não dá para deixar de citar Joel Santana e suas entrevistas em inglês que não posso transcrever aqui por pura incompetência auditiva, não consigo compreender os vocábulos, mas não há de ser nada, tá tudo vérigudi, tem muito assunto pela frente – o Joel tem as melhores entrevistas, cheio de bom humor e inteligência.

Antes do jogo
Termino o artigo pelo começo, porque parece que esta roda é cíclica. Olhando de perto, não dá para saber direito onde iniciam e onde terminam as bobagens que ouvimos.

Eu entendo que as emissoras precisam preencher buracos, tratar de fazer um esquenta antes do jogo, puxar audiência, convidar gente daqui e dali para fisgar ouvinte ou telespectador para que acompanhe a transmissão, adaptar grade de programação, distribuir os espaços vendidos aos anunciantes e mais uma pá de coisas, mas começar uma transmissão uma hora antes do jogo é dar mole para o azar. Fica aquele falatório infinito, opiniões de quem não quer se comprometer, palpites ocos e obviedades sem fim: “É um jogo em que tudo pode acontecer” / “É importante respeitar o adversário” / “Estou curioso para saber a escalação”.

Uma vez ouvi no rádio, não lembro quem era o locutor, mas ele narraria jogo do Paraná Clube e estava naquele embromation habitual: “Está chegando aqui no estádio a torcida do tricolor paranaense. A torcida está animada e chega com volume. Aproximadamente um ônibus”. Ele falou isso a sério, não era brincadeira ou tiração de sarro. Meu filho, que deveria ter uns oito anos na época, disparou: “Praticamente um ônibus, mãe? Deve ser uma Kombi”.

Também é comum durante o tempo de espera rolar uma fofoca nos estúdios, geralmente é um remember dos melhores-piores momentos da semana. Por exemplo, passar a entrevista de quando Felipe Melo foi contratado pelo Palmeiras, e antes mesmo de entrar em campo ele anunciou: “Se tiver que dar porrada, vou dar porrada. Se tiver que jogar no Uruguai e dar tapa na cara de uruguaio, eu vou dar. Lógico que com responsabilidade, porque não quero deixar o time com menos um”.

futebol8E quando, antes dos jogos, os técnicos são questionados a respeito de suas escolhas? “Esta é a minha equipe, não sua”, disse Dunga quando um repórter citou o seu esquema tático, a poucos dias da estreia do Brasil contra a Coreia do Norte. Ah! Dunga, para com isso, a seleção é nossa! Todos somos técnicos e entendidos no assunto, inclusive eu, principalmente durante a Copa do Mundo.

O repórter Gilvan Ribeiro ficou atormentando o Felipão, dizendo que ele estava escondendo o treino do Palmeiras, que cambaleava pelo campeonato, que ninguém podia assistir e tal. Felipão, no estilo gaúcho macho, tacou-lhe um soco na cara.

Essa conversa não tem fim, é melhor parar por aqui. Antes de você virar a página e continuar a leitura da revista, vamos a um minuto de silêncio, para que o amigo leitor descanse um pouco. E mais não digo, porque respeito esse protocolo.

Eles negam a autoria, mas as frases estão aí:

Jardel
Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe.
Eu, Paulo Nunes e Dinho vamos fazer uma dupla sertaneja.

Nunes
Tanto na minha vida futebolística, quanto com minha vida ser humana…

Vicente Matheus
Se entrar na chuva, é para se molhar.
O difícil, como vocês sabem, não é fácil.
Quero agradecer a Antarctica pelas brahmas que nos enviou.

João Pinto
O clube estava à beira do precipício, mas tomou a decisão certa: deu um passo à frente.
Não foi nada de especial, chutei com o pé que estava mais à mão.

Mengálvio
Chegarei de surpresa no dia no dia 15, às 2 da tarde, voo 619 da Varig. (em telegrama à família)

Dunga
As pessoas querem que o Brasil vença e ganhe.

Neto
O Fernando está correndo o tempo todo, parece até que tem dois pulmões.

Mauro Cézar
Filho tem que torcer pelo time do pai.

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