Myrian Cescatto, uma Mafagata

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No começo, o nome dado pela Carmen Lúcia ao grupo de seis amigas (uma é bissexta, pois mora na Provence, França) foi Mafagafas. Mas a empresária de publicidade, diretora de arte e uma das Mafagafas, a Myrian, mudou o nome para Mafagatas. Com muita propriedade. Os anos passam e as gatas ficam mais gatas. Ou melhor, tigresas.

Myrian é formada em Comunicação Visual pela UFPR. Em sua estreia no mundo etéreo da publicidade, aprendeu a manusear o pincel, o aerógrafo e o estilete, arte esta hoje completamente perdida para os pixels. Seu grande mestre na exigente e complexa arte de trabalhar com linhas, traços, proporções, fontes, desenhos, curvas, composições foi o diretor de arte argentino, hoje falecido, Elio Palumbo. Além da arte e sua técnica, Elio ensinou-lhe o respeito e a ética no trabalho, hoje conceitos quase desaparecidos.

Trabalhou na empresa O Boticário e em Joinville, onde morou durante quatro anos, atendeu empresas como a Fundição Tupi, Embraco, Wentzel, Lepper. De volta a Curitiba, na agência Interata, desenvolveu campanhas para grandes clientes: Unimed, Mercadorama, Irmãos Thá, PUC, Rede Sonae. Hoje Myrian tem sua própria agência, a Take Comunicação. Há vinte anos trabalha por conta própria criando peças e conceitos criativos para poucos mas bons clientes. Na sua profissão, Myrian segue aquilo que li no livro “A Sibila”, da genial escritora portuguesa Agustina Bessa-Luís: “(…) o desprezo pelas profissões que assentam o seu êxito na venalidade do caráter (…)”.

Quando não está a trabalhar, curte a companhia de seu marido, de suas duas belas filhas e os jantares das amigas Mafagatas regados com ótimos papos, boa comida, vinhos e, para ela, suco de uva.

 

Texto e foto: Dico Kremer

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