A segunda pele de Bernadete Amorim

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Bernadete Amorim veste a arte em seu sentido mais orgânico e subjetivo. Ela a usa como segunda pele, costura, tece, pinta, tinge, cola, atribui a ela outro significado, outro corpo, redimensiona, questiona. “O tecido é matéria poética que me permite estruturar ações, que lidam com questões do peso, do volume, da gravidade.” As suas obras têm texturas variadas que instigam o tátil, o toque, a percepção.

Para a artista, a arte é uma forma de expressão, um modo de pensar o mundo, de percebê-lo, de dizer algo – questões todas que permeiam os seus trabalhos. Iniciou no desenho e na pintura e, mais tarde, foi para o tridimensional. Bernadete considera o ensino das artes visuais essencial para a formação dos jovens. “A arte desenvolve a sensibilidade, propiciando um olhar de refinamento na nossa percepção do mundo.”

Bernadete fala com precisão, acredita que tudo deve ser feito com responsabilidade e levado a sério. “Arte é tão importante como qualquer outra forma de trabalho”, afirma.

Sua fala flutua com os pés no chão. Seu trabalho flui, como água. Sua arte percorre a memória, como uma segunda pele.

Foto: Kraw Penas

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