A França está entre nós*

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Auguste Bruel desafiou a vocação de toda a família que morava no sul da França. Todos os seus antepassados tinham como atividade principal a exploração de minas de carvão. Não satisfeito com o que o futuro lhe reservava na cidade natal, Auguste, junto com o irmão Louis, decidiu aventurar-se pelo mundo afora. Louis foi para a América Central, onde atuou na construção do Canal do Panamá.

Auguste desembarcou no Brasil em 17 de fevereiro de 1891 e se radicou em terras paranaenses para nunca mais regressar à terra natal. O contato com os pais se deu apenas por correspondências que atravessavam o Oceano Atlântico.

Ele casou-se em Antonina com Maria Clara Lesbats Cassou, neta de franceses que emigraram para o Brasil em 1879. Auguste Bruel passou a trabalhar na construção da estrada de ferro no trecho entre Curitiba-Ponta Grossa. Em 1895, estabeleceu-se no Quarteirão do Tamanduá, distrito de Campo Largo. Lá construiu uma casa, tornou-se mestre de linha ferroviária e teve um total de 19 filhos, dos quais 14 atingiram a idade adulta.

“A casa dos meus avós está preservada até hoje. A família transformou o espaço em uma espécie de condomínio familiar”, conta o neto, Sérgio Bruel, que hoje é presidente da Aliança Francesa em Curitiba. Auguste, que morreu em 1930, deixou para os herdeiros cerca de 30 partituras de composições próprias feitas à mão. “Ele tocava em uma banda na época e tinha a música como um hobby”, relata Sérgio.

O atual presidente da Aliança Francesa de Curitiba, Sérgio Bruel, neto de imigrantes franceses que desembarcaram no Paraná. Crédito: Diego Antonelli

O atual presidente da Aliança Francesa de Curitiba, Sérgio Bruel, neto de imigrantes franceses que desembarcaram no Paraná. Crédito: Diego Antonelli

A família Bruel é um dos exemplos de imigrantes franceses que saíram de seu país natal para arriscar um recomeço em terras paranaenses. Essa trajetória remonta ainda ao século 18, quando se deu o primeiro registro da presença francesa em território paranaense.

Nessa época, segundo relatos do cronista e historiador Antonio Vieira dos Santos, alguns piratas oriundos da França chegaram a Paranaguá, no litoral do estado. A Câmara Municipal da cidade chegou a publicar um edital em 1726 proibindo que os moradores estabelecessem qualquer contato comercial com os franceses que aportassem nas redondezas.

Se os piratas não eram bem-vindos, o século seguinte ficou marcado pela chegada de intelectuais que vieram para o Paraná com o objetivo de observar e anotar as impressões e descobertas de uma região, até então, desconhecida. Um deles foi Auguste Saint-Hilaire, que esteve no estado entre janeiro e abril de 1820. Durante a travessia, o naturalista francês traçou um perfil geológico e botânico, descreveu a fauna e os recursos naturais da região. Produziu, entre outros, o livro “Viagem à comarca de Curitiba” (1820). Durante um total de seis anos, Saint-Hilaire percorreu os atuais estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, além do rio da Prata e da Província de Missiones, na Argentina, e parte leste do Paraguai, retornando à Europa em

1822. No Paraná, ele percorreu cerca de 70 quilômetros, passando também pelo litoral e por cidades como Castro, Jaguariaíva e Ponta Grossa.

Outro viajante francês que teria desembarcado pelos lados do Paraná em 1827 foi o pintor Jean-Baptiste Debret. Aqui ele retratou o cenário paranaense e é considerado o autor de uma das imagens mais antigas que mostra a cidade de Curitiba. Ele era considerado o mais famoso entre os pintores de uma missão artística francesa que chegou ao Brasil em 1816 para ajudar a fomentar a cultura em solo brasileiro.

O pintor Debret é autor da primeira imagem conhecida de Curitiba. Crédito: Reprodução/UFPR

O pintor Debret é autor da primeira imagem conhecida de Curitiba. Crédito: Reprodução/UFPR

Foi exatamente no século 19, após a vinda de artistas e intelectuais, que o Paraná assistiu à chegada de diversos imigrantes franceses. “Franceses, suíços, belgas e argelinos emigraram para o Paraná. Não vieram em massa, mas souberam marcar sua presença e integrar-se de tal modo que hoje é difícil apontar com precisão o número de seus descendentes”, escreve a jornalista e pesquisadora Maí Nascimento Mendonça, autora do livro “Os franceses no Paraná”. Atualmente, estima-se que existam cerca de 600 famílias descendentes de franceses no estado.

COLÔNIAS

Ao contrário dos imigrantes italianos, alemães ou japoneses, por exemplo, que formavam colônias reunindo as mesmas etnias, os franceses que chegaram ao estado nem sempre estiveram presentes em núcleos coloniais. Alguns chegaram ao Brasil e logo, como pode ser exemplificado no caso de Auguste Bruel, procuraram se integrar à sociedade local. “Muitos vieram para cá por iniciativa própria”, comenta Sérgio Bruel.

No entanto, é possível apontar algumas famílias francesas que se integraram a núcleos coloniais multiculturais, formados por diversas etnias, como a Superagui (Guaraqueçaba), Assungui (Cerro Azul), Argelina (Curitiba), Orleans (Curitiba) e Riviera (Curitiba).

SUPERAGUI: FRANCESES E SUÍÇOS REUNIDOS NO LITORAL

 

Carlos Perret Gentil, então cônsul da Suíça no Brasil, abandonou a fábrica que administrava – voltada à iluminação na cidade fluminense de Campos – e resolveu se dedicar à agricultura. Para isso, comprou, em 1851, grande parte da península de Superagui, no litoral do Paraná. A terra pertencia ao negociante inglês David Stevenson. Os terrenos comprados por Gentil correspondiam a quase toda a ilha do Superagui e à parte sul da Ilha das Peças, que perfaziam uma área de mais ou menos 30 mil hectares.

Oficialmente, a colônia foi fundada em 19 de outubro de 1851.

 

Durante os oito anos em que Gentil esteve na direção de Superagui, a colônia abarcou, sobretudo, imigrantes suíços e franceses.

No entanto, ele não foi capaz de introduzir grande contingente de colonos. Uma das razões para a atração de poucos imigrantes foi justamente a ausência de investimentos por parte dos governos da época para o escoamento da produção, além da ocorrência de doenças endêmicas. Todos os investimentos realizados para a constituição de Superagui tiveram como origem os capitais de Perret Gentil. A colônia encerrou suas atividades entre 1863 e 1864.

A colônia Assungui, a 109 quilômetros da capital, foi criada ainda na década de 1860 e reuniu imigrantes franceses, ingleses, alemães e italianos. “Entre os anos de 1866 e 1873, Assungui recebeu um total de 34 famílias inglesas, 32 famílias brasileiras, sete alemãs, cinco suíças, 15 francesas”, aponta a pesquisadora Ângela Caroline Szychowski. Em 1875, 471 imigrantes entraram na colônia, que também reunia brasileiros. Chegou a contabilizar 1,8 mil moradores. Mas a colônia não produziu o esperado e, para complicar ainda mais, faltou infraestrutura para escoar a produção e também subsídios do governo imperial para ajudar os colonos. Diante desse cenário, os estrangeiros resolveram abandonar a colônia. “Em 1882, a população existente em Assungui era formada por um total de 3.000 habitantes, dos quais dois terços eram brasileiros, sendo os demais habitantes 290 alemães, 250 ingleses, 200 franceses, e ainda suíços, italianos e espanhóis em menor número”, completa Ângela.

Já a colônia Argelina, que era localizada no hoje bairro Bacacheri da capital do estado, reunia, no início, 39 franceses oriundos da Argélia. Havia também imigrantes alemães, suíços, suecos e ingleses. O espaço ficava nas margens da Estrada da Graciosa. O núcleo colonial resistiu até 1887, quando o tráfego reduziu substancialmente a partir do funcionamento da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba.

“Verificou-se a presença francesa também na Colônia Orleans, fundada em 1875, a 10 quilômetros do centro de Curitiba”, aponta a pesquisadora e jornalista Maí Mendonça. Por iniciativa do governo provincial, foi criada dois anos mais tarde a colônia Riviera, que reuniu imigrantes franceses ao lado de famílias polonesas e de alemães.

 

* Fotografia de abertura: Auguste Bruel e a esposa Maria Clara, acompanhados de parte dos filhos em 1904. Crédito: Reprodução/Os Franceses no Paraná

 

 

SOCIALISMO UTÓPICO MOVIMENTOU FRANCESES NO ESTADO

 

 

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O ideal socialista utópico foi responsável por uma memorável experiência colonial francesa no Paraná que contou com o apoio do Império brasileiro. O médico francês Jean Maurice Faivre fundou, em 1847, nas proximidades do rio Ivaí, a colônia Thereza Cristina, que hoje pertence ao município de Cândido de Abreu.

“Com 87 imigrantes franceses, essa colônia tinha princípios do socialismo utópico (buscava viver sem promover lucros), mas acabou fracassando”, aponta o historiador Ângelo Priori. A

colônia Thereza Cristina foi o primeiro modelo de cooperativismo instaurado no país, inspirado nos ideais socialistas utópicos de Saint Simon e Charles Fourier.

Porém, um ano após o estabelecimento do núcleo, iniciou-se o êxodo dos estrangeiros devido às dificuldades que encontraram para se fixarem na terra e nela produzirem. “Ataques desferidos por indígenas que habitavam a região, doenças, dificuldades de locomoção, o árduo trabalho de derrubar matas para abrir terrenos às plantações foram alguns dos problemas que levavam os primeiros colonos estrangeiros e os que foram introduzidos no núcleo posteriormente a abandonarem o local”, aponta a historiadora Joseli Mendonça.

Mesmo com a debandada, Faivre seguiu firme na proposta de implantar uma sociedade igualitária, sem espaço para escravidão e individualismo. Na colônia, todos deveriam trabalhar em prol do espírito solidário. Por 11 anos, Faivre liderou uma utopia testada na prática. A experiência terminou com sua morte, em agosto de 1858, aos 63 anos.

 

AJUDA IMPERIAL

Nascido em 1795 em uma pequena comunidade rural francesa, Faivre cursou medicina e migrou para o Brasil em 1826 para atuar no Hospital Militar da Corte. Aqui, foi um dos fundadores da Academia Nacional de Medicina. Faivre realizou o primeiro parto da esposa do imperador Dom Pedro II, a imperatriz Tereza Cristina, e logo se tornou médico de confiança da imperatriz. Ganhou do imperador duas comendas (Ordem de Cristo e Ordem da Rosa) por pesquisas sobre a hanseníase.

Com ajuda de 20 contos de réis do casal imperial, ele foi à França para convencer 25 famílias a fim de dar o pontapé inicial para a saga da colônia. Em homenagem à imperatriz, Faivre batizou seu sonho particular com o nome dela.

 

 

LEGENDA

: O médico Jean Maurice Faivre foi o idealizador da colônia utópica Thereza Cristina. 

Crédito: Wikimedia Commons

 

LEGADO FRANCÊS: DO URBANISMO À ARQUITETURA E EDUCAÇÃO

 

A herança francesa pelo Paraná é imensa e abrange diversas áreas. Do ponto de vista comercial e de interação social, em 1859, a Padaria Francesa, estabelecimento comercial que se situava na Rua Direita (atual Rua Treze de Maio), em Curitiba, é considerada o primeiro ponto de influência francesa no Paraná. Já nos anos 1880, o francês Hércules Guiraud abriu campo para a instalação das primeiras confeitarias na Rua XV de Novembro na capital do estado.

Para além do campo empresarial, os franceses tiveram grande participação na estrutura arquitetônica e urbana do estado e de Curitiba. A Compagnie Générale de Chemins de Fer Brésiliens, de capital francês, foi quem assumiu concessão em 1879 para a construção da Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá. A inauguração ocorreu em 2 de fevereiro de 1885. franceses5_catedralTambém no final do século 19, ergue-se a Catedral na Praça Tiradentes, de projeto atribuído

ao arquiteto francês Afonse Conde Du Plat.

No início do século passado, o idioma francês era a língua estrangeira obrigatória nas escolas em grande parte do estado. Em Curitiba, por exemplo, o Colégio Cajuru, dirigido por freiras francesas, se estabeleceu em 1906 e no mesmo ano foi criado o Colégio Nossa Senhora de Sion, também dirigido por religiosas oriundas da França.

 

Em 1913, sob o comando do prefeito Cândido de Abreu, o Passeio Público ganhou um novo portão inspirado no portão do Cemitério de Cães, localizado em Paris. Outra obra inspirada na arquitetura francesa foi o castelo construído no Batel pelo empresário Luiz Guimarães. franceses6_passeiopublico A obra foi edificada durante a segunda metade da década de 1920.

Já nos anos 1940, uma reforma estrutural urbana na capital do Paraná foi planejada pelo francês Alfred Agache. O chamado Plano Agache foi executado, em parte, até o início da década de 1960.

O plano estabeleceu diretrizes e normas para ordenar o crescimento físico da cidade, a definição de espaços abertos, de saneamento e estabeleceu um Código de Obras e Zoneamento, instituindo a cultura de planejamento urbano para o município. franceses7_planoagache O projeto deixou marcas que permanecem: as grandes avenidas, como Visconde de Guarapuava, Sete de Setembro e Marechal Floriano Peixoto; as galerias pluviais da Rua XV de Novembro; a previsão de áreas para o Centro Cívico e para o Centro Politécnico e, ainda, o Mercado Municipal.

 

 

LEGENDAS

: A Catedral de Curitiba foi projetada pelo arquiteto francês Afonso Conde de Plas

Crédito: Reprodução/Os Franceses no Paraná

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O portão do Passeio Público de Curitiba foi inspirado no portão do Cemitério dos Cães de Paris. 

Crédito: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

 

 

Entrega do Plano Agache em 1943. O projeto foi encomendado em 1941 à firma paulista Coimbra Bueno & Cia, que por sua vez contratou o arquiteto e urbanista francês Alfredo Agache para desenvolver o Plano. 

Crédito: Reprodução/Os Franceses no Paraná

 

UM BRASILEIRO POR ADOÇÃO

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pós três gerações, Alain Tissier é o primeiro integrante da família que escapou de cenários de guerra. O bisavô materno, inclusive, morreu com menos de 30 anos lutando durante a Primeira Guerra Mundial. “Agora tudo isso é história. Mas cada vez que um país é destruído é preciso ter forças para se reerguer econômica e socialmente”, constata.

Desde jovem, Alain trabalhou na Renault. Dedicou uma vida à empresa, chegando a ocupar o cargo de vice-presidente da multinacional no Brasil. Atuou por 42 anos na mesma corporação até se aposentar no ano passado.

Pela empresa atuou na França, Londres, Bélgica e Portugal, onde ficou por seis anos. franceses8_tissier Até que recebeu uma ligação telefônica que mudou sua vida. “Meu chefe ligou e perguntou se eu sabia português”, conta. Ao responder que “sim”, foi destinado a atravessar o Atlântico e vir ao Brasil em 1993. Primeiro, morou em São Paulo. “Era para ser três meses, voltei e me mandaram de volta para cá”, relata Alain.

Em 1998, foi designado a vir para Curitiba, onde a Renault estava montando a fábrica na Região Metropolitana. “Peguei a esposa, as duas filhas, as duas cachorras e vim para cá”, narra. Desde então, não cogita deixar o país. “Não tinha a expectativa de ficar tanto tempo, mas gosto muito daqui”, afirma. “Só tive que me adaptar com as oscilações econômicas”. Alain é o atual presidente da Câmara de Comércio França-Brasil no estado.

 

LEGENDA

: O vice-presidente da Renault no Brasil, Alain Tissier, se aposentou no ano passado. 

Crédito: Diego Antonelli

 

 

DO MAIO DE 68 PARA O AI-5

 

Anne-Marie Ballande estava em Paris quando as agitações do Maio de 68 tomavam conta da França. O movimento contou com uma grande onda de protestos pedindo reformas no setor educacional e outras reformas estruturais. O movimento cresceu tanto que evoluiu para uma greve de trabalhadores que colocou em risco o governo do então presidente da França, Charles De Gaulle.

Em novembro do mesmo ano, ela conheceu na Alemanha o brasileiro Egídio Romanelli, que cursava doutorado como bolsista do governo francês em Tolouse. Anne-Marie já conhecia o Brasil por intermédio do pai.

O pai dela atuava na Companhia Francesa de Petróleo e durante a década de 50, em plena campanha do “Petróleo é Nosso”, idealizada pelo governo de Getúlio Vargas, vinha ao Brasil para tratar de negociações com o governo brasileiro.

Mas havia um porém. Nessa época, o Brasil estava sob o regime da Ditadura Militar, em pleno ápice do Ato Institucional n.º 5. “Não poderia vir para o Brasil solteira, o governo não concedia visto”, comenta. A solução foi casar em Paris e juntar oito baús com toda a sua mudança com destino ao Brasil.

A mudança para o solo brasileiro se fazia emergencial. Egídio havia sido contratado como professor na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), onde organizaria o curso de Psicologia.

“Foram 14 dias de viagem a bordo do navio Pasteur. Chegamos ao Brasil no dia 23 de janeiro de 1969”, conta Anne-Marie, que desembarcou em terras brasileiras com 22 anos.

Em Curitiba, eles compraram uma casa no bairro Capão da Imbuia, local em que residem até hoje. “Mudamos só uma vez de casa, mas ficamos no mesmo bairro”, comenta Anne-Marie,

que diz ter sido muito bem recebida pela sociedade brasileira. Uma das personagens que a ajudou foi Madame Hélène Garfunkel, que era a presidente da Aliança Francesa.

No Brasil, Anne-Marie deu continuidade aos seus estudos e se graduou em Letras Português-Inglês pela Universidade Federal do Paraná e fez mestrado pela PUC-PR. “Sabia que tinha que recomeçar meus estudos. Estudava para ser intérprete”, afirma Anne-Marie.

 

CURIOSIDADES

 

A FEDERAÇÃO OPERÁRIA

 

A Federação Operária Paranaense foi criada a partir, entre outros, da ação do agente consular francês Maurice Francfort. A Federação foi criada na Sociedade Garibaldi em 1906, em Curitiba. A criação da entidade ocorreu 15 dias após a greve geral dos operários de fábricas de calçados e sapatarias da cidade, deflagrada no dia 1.º de julho daquele ano.

 

BOLSAS DE ESTUDO

 

No cenário pós-Segunda Guerra, a Aliança Francesa do Paraná distribuiu bolsas de estudo para os jovens da época. A ação era uma parceria com o governo francês. A primeira bolsa foi concedida para Poty Lazzarotto.

 

AS PRIMEIRAS ENFERMEIRASfranceses9_santacasa
A Santa Casa de Curitiba abrigou as primeiras enfermeiras do Estado. As Irmãs de São José chegaram da França em 1896. Elas vieram a pedido do bispo dom José de Camargo Barros. Originárias de Môutiers, Tarentaise, fixaram-se na capital paranaense onde logo assumiram o compromisso de auxiliar no trato dos doentes e na organização e direção do principal hospital local que se encontrava em estado precário. O sucesso da empreitada fez com que o bispo pedisse por outro destacamento das mesmas religiosas francesas que, no ano seguinte, passaram a atender a Santa Casa de Paranaguá.

 

LEGENDA: Santa Casa de Curitiba

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