A conquista de José Dionísio Rodrigues

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No ano de 1957 a família Rodrigues —

“Já no largo oceano navegavam,
As inquietas ondas apartando;”

(Camões em “Os Lusíadas” – Canto I / 19)

— chegava ao Brasil para aqui viver e trabalhar. Da sua terra natal, Travanca do Mondego, às margens do rio do mesmo nome, do Conselho de Penacova, Distrito de Coimbra, Portugal, vinha conquistar a sua terra de adoção. De lá trouxera a força, a vontade de vencer, o talento para suplantar desconhecidas dificuldades. De Araruna, no Paraná, José Dionísio foi estudar no Colégio São Vicente de Paula, em Irati. Mais tarde, em Assis (SP), cursou os dois primeiros anos do que era chamado de científico e, como bolsista, terminou o ensino médio nos Estados Unidos.

Rodrigues, como é mais conhecido profissionalmente, é um vencedor. Eu o conheci quando ele montou a sua agência de publicidade em 1972, a Soma. Alguns anos depois, o nome mudou para Opus. Por lá passaram grandes nomes que deram início ao que chamo da moderna publicidade em Curitiba: Rafael de Lala, Maurício Távora, Jamil Snege, Bira Meneses, Idelson Santos, Zeca Pansera, Nilson Arbighaus. Mais tarde, em 1986, foi feita uma fusão com a agência Múltipla. Aí surgiu a Opusmúltipla com o reforço do Desidério Máximo Pansera, do Gilberto Ricardo dos Santos e equipe.

Com sua visão empresarial, sem descuidar da criativa, Rodrigues, publicitário do ano e da década no Prêmio Colunistas, teve e tem a colaboração de muitos cobras do mercado publicitário. Hoje se destacam seus dois talentosos filhos, Rodrigo e Zeh Henrique, e o vice-presidente de criação, Renato Cavalher.

O Grupo OM se divide em Opusmúltipla, Brainbox, Housecricket e Tailormedia. De lá saem ideias originais e criativas que contribuem para o desenvolvimento do mercado publicitário.

Da terrinha, lembranças. Diz o Rodrigues: “…das figueiras, dos figos secos, das cerejeiras, da pera Rocha, das batatas (a murro), amigas íntimas do bacalhau, das uvas e azeitonas de onde saem o vinho e o azeite, das sardinhadas na brasa, do trigo para o pão, dos porcos que fornecem a carne e os enchidos, das cabrinhas do queijo e do leite, das chanfanas e das açordas…”. Ah! a saudade, palavra sonora, densa e única de nossa língua comum.

Dico Kremer

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