A chegada dos britânicos ao Paraná

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Dezoito baús e um piano transportados a bordo de um navio que atravessou o Atlântico carregado da esperança de uma vida promissora. Encantados com a propaganda do Império Brasileiro de que aqui encontrariam lotes de terra para viver e teriam emprego e renda garantidos, Caroline Tamplin e Charles Albert Tamplin chegaram ansiosos ao Paraná em dezembro de 1868. A expectativa era tanta que chegaram a trazer Julia Normann, governanta da família, para o Brasil.

De Curitiba, foram direcionados para a colônia do Assungui, a 100 quilômetros de distância, onde hoje fica a cidade de Cerro Azul. Até que o casal se deparou com as primeiras decepções. O local em que iriam ficar era distante da cidade e a infraestrutura estava muito aquém do esperado. Atravessaram toda a mudança em carroças enfrentando caminhos precários, tomados pela lama e contornados por precipícios.

O arquiteto e construtor Walter Joslin com a família

O arquiteto e construtor Walter Joslin com a família

O casal tentou superar as dificuldades impostas pelo isolamento e pela precariedade de Assungui. Não bastasse isso, a função de médico que teria sido exercida por Charles na colônia não era reconhecida pelas autoridades. Dessa forma, não recebia honorários pelos seus trabalhos. “Após seis anos de vida muito árdua na colônia e de alguns desgostos, Charles Albert Tamplin morreu, deixando Caroline viúva e com cinco filhos”, conta a historiadora Ana Maria Rufino Gillies, que escreveu um livro sobre a vida de Caroline.

Até 1880, ela, que era uma mulher letrada e culta, continuou exercendo sua atividade de professora em Assungui. Insatisfeita com a situação pela qual passava, tomou coragem e colocou um anúncio no principal periódico da província, o Dezenove de Dezembro, oferecendo seus serviços, e, acompanhada inicialmente de dois filhos, mudou-se para a capital onde passou a trabalhar como professora de piano, pintura e línguas para membros de importantes famílias da cidade.

“Ela passou a frequentar a parte da elite da cidade, alcançou um prestígio social enorme. Era convidada a tocar piano nos principais eventos da Província do Paraná e as autoridades chegavam a pedir emprestados cristais e louças de Caroline para os eventos”, relata a historiadora.

A saga de Caroline e seus cinco filhos está diretamente ligada ao início da chegada dos imigrantes britânicos ao Paraná. Durante o século 19, segundo o historiador e pesquisador Roberto Lamb, a Grã-Bretanha passava por dificuldades econômicas com baixa oferta de emprego. A situação de degradação social enfrentada pelo trabalhador inglês foi acentuada com o declínio da atividade industrial, como aconteceu na crise financeira de 1866. “A crise refletiu na construção civil e na construção de ferrovias e produziu um colapso na indústria de construção naval nos anos 1866-1868”, explica o historiador.

Motivações

Entre os anos de 1866 e 1874, o Brasil se tornou o país de destino para vários grupos de trabalhadores britânicos. “Motivados pelo desejo de garantir às suas famílias um futuro promissor, centenas de trabalhadores ingleses, escoceses e irlandeses foram seduzidos com promessas de ampla oferta de trabalho e de conquista da propriedade da terra”, salienta Lamb. O fluxo migratório de britânicos para o Brasil coincidiu com o momento em que o governo imperial brasileiro definiu uma legislação específica que formalizou as concessões públicas aos imigrantes destinados às colônias agrícolas.

Hotel dos estrangeiros em Cerro Azul, em 1927, publicado originalmente no Álbum do Paraná, de José Pedro Trindade. Local servia de abrigo para os imigrantes no estado Reprodução

Hotel dos estrangeiros em Cerro Azul, em 1927, publicado originalmente no Álbum do Paraná, de José Pedro Trindade. Local servia de abrigo para os imigrantes no estado
Reprodução

Nessa época, havia a preocupação do governo em ocupar vazios demográficos, buscar mão de obra e suprir a crise de abastecimento de alimentos e bens primários. O ciclo da erva-mate no litoral e no primeiro planalto e o ciclo da pecuária no primeiro e no segundo planaltos provocavam uma corrida insana que fazia com que bens de primeira necessidade faltassem para a população local. Por isso, foi permitido favorecer a imigração por meio de estímulos à posse de terra dos colonos e auxílios financeiros em favor da colonização.

“Alguns ingleses vieram para cá achando que iam enriquecer facilmente e não foi assim. Muitos moraram em barracões de madeira, enfrentando frio e umidade, com crianças morrendo de fome”, conta a historiadora Ana Maria Gillies.

O governo brasileiro pretendia que os imigrantes britânicos fossem estabelecidos nas colônias agrícolas do Estado. Essas colônias mantinham-se submetidas aos regulamentos oficiais e aos interesses da administração pública imperial e provincial.

No Paraná, os primeiros imigrantes ingleses foram remetidos para as colônias mistas, por abrangerem diferentes etnias, de Assungui (criada em 1860), Argelina (1868) e também na Orleans (1875), na região de Curitiba. Também houve britânicos que tentaram construir suas vidas na colônia Kitto, nas proximidades de Porto Amazonas e São Mateus do Sul.

Assungui e seus desertores

A primeira grande leva de imigrantes britânicos que tiveram o Paraná como destino veio para a colônia Assungui. Essa iniciativa previa, como explica Lamb, a concessão de lotes aos agricultores imigrantes que poderiam construir sua casa e plantar os gêneros que garantiriam o sustento de suas famílias. A colônia chegou a reunir 1,8 mil pessoas de diferentes etnias – além dos ingleses, havia franceses, alemães, italianos e suíços.

“Os anos de 1880 foram de emancipação para as colônias, sendo liberadas da administração de funcionários do governo. Porém, foram deixadas em condições materiais que dificilmente poderiam garantir a sua sobrevivência sem os contos de réis que antes ali o poder público obrigara-se a investir”, afirma Lamb.

De acordo com Reinaldo Nishikawa, em outubro de 1874 o cônsul inglês Lennon Hunt visitou a região. Sua primeira imagem de Assungui foi desoladora. O cônsul atestou que a distância até Curitiba seria facilmente vencida caso houvesse uma boa estrada, entretanto, o “que se chama de estrada, por longos trechos, não é nada mais que uma trilha de montanha”.

A vinda de Hunt foi motivada pelas constantes reclamações dos moradores britânicos. “Eles enviavam cartas ao governo da Inglaterra relatando as dificuldades pelas quais passavam e que não estavam recebendo os pagamentos pelos serviços prestados. Os ingleses chegaram a fazer protestos em Curitiba entre os anos de 1872 e 1873 para tentar fazer com que os acordos fossem cumpridos”, ressalta Ana Maria Rufino Gillies.

Nishikawa escreve que para os colonos receberem seus pagamentos eles precisavam escrever um “requerimento” em papel selado. “Somado a essa burocracia, a maioria dos colonos não sabia ler e escrever o português”, relata. A comida que chegava aos colonos em 1873 estava frequentemente estragada, provocando doenças e mortes de moradores, em especial de crianças.

O número de imigrantes que abandonaram seus lotes de terra em Assungui entre os anos de 1864 e 1874 é bastante elevado. Isolados e vivendo ao deus-dará, muitos foram tentar a vida em outros cantos. Ao menos 46 desses desembarcaram no Rio de Janeiro na tentativa de reivindicar melhores condições de vida junto ao Império Brasileiro e chegaram a ser tachados de “vagabundos” pelo governo e por parte da sociedade. O destino da maioria desses imigrantes, entretanto, é desconhecido, ficando difícil saber se saíram da Província ou mesmo do país.

“Houve problemas no pagamento combinado para a ajuda de custo, isto é, o valor não correspondia ao que lhes havia sido prometido. Segundo, não se cumpriu a promessa das estradas para o escoamento da produção, que deveriam estar prontas antes das primeiras colheitas. Terceiro, a fertilidade prometida dos solos paranaenses destinados à colonização não era verdadeira. Quarto, ao invés de receber um lote de terras já limpo, conforme prometido, os próprios colonos tiveram de efetuar a limpeza dos terrenos e, for fim, o quinto problema residia na longa distância entre as colônias produtoras e o mercado consumidor”, ressalta o autor sobre o fim da colônia.

Curiosidade: Propaganda enganosa

Esse processo migratório foi estimulado pela intensa propaganda do Império Brasileiro, que – assim como aconteceu com os demais imigrantes – mostrou-se falaciosa. Nada do que era prometido se concretizou.

Além do idioma e dos hábitos culturais diferentes, os ingleses conviveram com inúmeros imprevistos, como a febre amarela, as caminhadas pela densa mata, as terras inférteis, o isolamento e a falta de infraestrutura das colônias.

“Eles esperavam chegar a locais com o mínimo de infraestrutura e condições para trabalhar. Isso não aconteceu. Pelos panfletos da propaganda do governo imperial sobre a imigração no Brasil que circulavam na Inglaterra, a vida aqui seria melhor. Muitos esperavam tropeçar em pedras preciosas e ficaram muito longe desse sonho”, afirma a historiadora Ana Rufino Gillies.

A família Gomm

Os irmãos Blas, Irene e Henrique, netos de Harry Herbert Gomm, que desembarcou em terras paranaenses por volta de 1900 Diego Antonelli

Os irmãos Blas, Irene e Henrique, netos de Harry Herbert Gomm, que desembarcou em terras paranaenses por volta de 1900
Diego Antonelli

A história das famílias Gomm e Withers se confunde no Paraná. Willian e Margareth Withers vieram para o Paraná em meados de 1860, viveram em colônias migratórias e, sem condições de se manterem nesses locais, rumaram para Curitiba para atuar na área comercial. Já nos anos 1900 Harry Herbert Gomm desembarcou em terras paranaenses. Segundo os netos Henrique, Blas e Irene Gomm, ele veio primeiramente para atuar na área de produção de erva-mate na região de Prudentópolis.

“Ele tinha morado antes na Argentina e no Paraguai. Lá ele tinha muitos contatos e passou a exportar erva-mate para esses dois países”, conta Blas. O que motivou a vinda dele para cá foi o fato de já haver ferrovia, o que facilitava o transporte da mercadoria para ser escoado pelo Porto de Antonina. “Harry estabeleceu-se em Curitiba e se encontrou com os membros da família Withers que moravam onde hoje é o Batel”, relata Irene.

Aos 37 anos, ele se casou com Isabel Withers, que tinha 22 anos. “Eles trouxeram muitos costumes da Inglaterra para cá. As pessoas jogavam golfe e críquete, rúgbi ou bridge (jogo de cartas), por exemplo”, comenta Henrique. Em 1913, o casal passou a morar onde hoje é a conhecida Casa Gomm, tombada pelo Patrimônio Cultural do Paraná. O casal criou nessa residência os cinco filhos. Harry Gomm se tornou cônsul honorário da Inglaterra no Brasil.

Fábrica de toucinhos da família inglesa Withers Reprodução

Fábrica de toucinhos da família inglesa Withers
Reprodução

Todo Natal, as famílias se reuniam e faziam enormes festas em que se servia o tradicional plum pudding (um pudim especial). “A gente dava as mãos e fazia orações lembrando as pessoas que não estavam conosco por outros fatores e lembrando aqueles que já tinham partido”, conta Irene. O idioma em casa era o inglês, mas apenas para os mais velhos. Para as crianças só o português era permitido.

“A nossa família conseguiu contribuir com o fomento da economia em torno da erva-mate, gerando emprego e renda para a sociedade da época e ainda ajudou muito algumas entidades. Isabel foi a fundadora da Cruz Vermelha em Curitiba, ajudava o que hoje é o Hospital Pequeno Príncipe e custeou a planta para a edificação do Hospital Evangélico”, ressalta Henrique.

Curiosidade: Os ingleses da colônia Kitto

Na região do vale do Rio Iguaçu, houve uma tentativa de colonização por volta de 1876, de iniciativa particular do inglês Charles Willian Kitto estabelecida com 18 ingleses que formavam a Colônia Kitto (Kittolândia).

Imagem antiga da Casa Gomm, moradia que serviu à família Gomm na capital do Paraná Reprodução

Imagem antiga da Casa Gomm, moradia que serviu à família Gomm na capital do Paraná
Reprodução

Os termos que autorizavam a cessão da localidade para a formação da colônia foram assinados em 1873. Após o acordo entre Império Brasileiro e o empreendedor inglês, Kitto viajou para a terra mãe para incentivar a vinda dos ingleses para a recém-fundada colônia, no entanto não conseguiu arregimentar muita gente para seu projeto.

Segundo a pesquisadora Liliane de Lucena, em sua tese de doutorado, o contrato acabou “caducando” por não ter sido efetivamente implantada a colônia e então o governo provincial do Paraná retomou as terras e criou a Colônia D. Maria Augusta, dentro do município de São Matheus. “Essas terras serviriam para a implantação das colônias agrícolas, a serem ocupadas pelos europeus que chegavam”.

A Casa Gomm foi construída para ser a moradia da família Gomm em Curitiba e é tombada pelo Patrimônio Histórico do Paraná Divulgação/Prefeitura de Curitiba

A Casa Gomm foi construída para ser a moradia da família Gomm em Curitiba e é tombada pelo Patrimônio Histórico do Paraná
Divulgação/Prefeitura de Curitiba

A Inglaterra no Norte do Paranáingleses08

Aos 21 anos, o brasileiro Odwaldo Bueno Netto tomou uma decisão que seria decisiva para a região Norte do Paraná. Em agosto de 1925, ele embarcou numa expedição científica do Museu de História Natural de Cleveland (EUA). “Por ele saber atirar bem, foi aceito na viagem e embarcou no navio Blossom que iria percorrer o Atlântico para capturar espécimes de pássaros e peixes para a coleção do museu e também estudar a migração dos pássaros marinhos”, conta a neta Ana Letícia Bueno Netto. A embarcação Blossom era uma escuna a vela de madeira que possuía três mastros.

Neste roteiro o barco parou na ilha britânica Santa Helena (onde Napoleão Bonaparte morreu como exilado). “Lá conheceu minha avó Winifred Ethel e casou-se com ela em novembro de 1925. Ele prosseguiu na expedição e ela ficou grávida. Teve minha tia Anna e só reencontrou meu avô quase três anos depois quando ele mandou passagens para ela e a filha irem até Nova York onde ele estava trabalhando”, relata o também neto Sílvio Barros. Até o final de 1928, a família morou nos Estados Unidos. Depois vieram para o Brasil já que Odwaldo trabalhava para abrir uma filial no Rio de Janeiro, mas com a Crise de 1929 a empresa faliu e ele ficou desempregado. No ano seguinte, decidiu voltar com Winifred para Santa Helena. Ficaram em terras britânicas até 1945. Tiveram mais seis filhos. “Com a Segunda Guerra Mundial, o comércio internacional praticamente desapareceu e vieram para o Brasil, pois os filhos precisavam estudar e os negócios na ilha tinham sido impactados”.

A inglesa Winifred e o marido Odwaldo reunidos com a família em Maringá Acervo Familiar

A inglesa Winifred e o marido Odwaldo reunidos com a família em Maringá
Acervo Familiar

Aí que a história da inglesa Winifred e do marido dela se confundem com o início da cidade de Maringá. Chegando ao Brasil, ouviram falar do projeto de colonização da Paraná Plantation, empresa inglesa que estava colonizando mais de 2 milhões de hectares e criando cidades planejadas para estruturar as culturas de café e algodão.

O casal se tornou os primeiros moradores da recém-fundada cidade de Maringá em 1947. “Eles foram praticamente uns dos fundadores do município”, conta Ana Letícia. Tanto que o pai dela, Renato, foi o primeiro bebê a ser registrado em Maringá. O casal ainda cravou o nome criando a Associação Comercial da cidade e a Cooperativa Agroindustrial de Maringá (Cocamar).

Um dos primeiros registros fotográficos de Londrina George Craig Smith

Um dos primeiros registros fotográficos de Londrina
George Craig Smith

Londrina

A ocupação de outra parte das férteis terras roxas do Norte do Paraná foi primeiramente capitaneada pelos ingleses da Companhia de Terras Norte do Paraná, subsidiária da firma inglesa Paraná Plantations, baseada na venda e titulação legal dos territórios. A partir de 1922, o governo estadual começou a conceder terras a empresas privadas de colonização na região que hoje corresponde à cidade de Londrina.

Em meados de 1925, a Companhia de Terras inglesa adquiriu extensas glebas na região. Já de início, a Companhia concedeu todos os títulos de propriedade da terra, medida inusitada para as condições da região e mesmo do Brasil.

Três anos mais tarde, a companhia adquiriu a Estrada de Ferro São Paulo-Paraná, fazendo com que a ocupação acompanhasse a linha férrea. Foi assim que, em 1929, nasceu a vila que deu origem a Londrina, como primeiro posto avançado deste projeto inglês. O nome da cidade é uma alusão e uma homenagem às “filhas de Londres”.

Na década de 30, a companhia chegava a vender 60 mil alqueires em um ano. O tamanho dos lotes variava de cinco a 15 alqueires. Em 1943, uma empresa de terra paulista (Companhia Melhoramentos) comprou a companhia inglesa e deu continuidade ao sistema desses colonizadores.

A primeira igreja católica em Londrina foi construída em madeira em 1934 Weber Ruiz

A primeira igreja católica em Londrina foi construída em madeira em 1934
Weber Ruiz

O inglês que desistiu do Brasil, mas retornou 10 anos depois

Walter Joslin Reprodução

Walter Joslin
Reprodução

Obras arquitetônicas, Estrada Imperial, contribuição na edificação da Catedral de Curitiba, moinhos, balsa de passagem para Rio Negro. Essas obras tiveram a contribuição do arquiteto Walter Joslin, um inglês que veio ao Brasil, desistiu e uma década mais tarde retornou ao Paraná.

Em 1866, Walter Joslin, desanimado com a situação econômica na Grã-Bretanha, resolveu atravessar o oceano e tentar a vida em terras paranaenses. Joslin chegou junto com outros três amigos. Segundo a bisneta, a escritora Adélia Maria Woellner, em pouco tempo ele retornou para sua pátria mãe. Lá, Joslin casou com Sarah Ann Allen e teve quatro filhos. Em 1876, resolveu dar uma nova chance ao Brasil e, especialmente, ao Paraná. Residiu a maior parte da vida na região do Bacacheri, em Curitiba. A casa em que ele e sua família moraram teria sido construída em parceria com o amigo Phillippe Todd e chegou a ser visitada por Dom Pedro II em 1880 quando o Imperador passou pela capital da província.

O arquiteto e construtor Walter Joslin com os empregados durante uma obra Reprodução

O arquiteto e construtor Walter Joslin com os empregados durante uma obra
Reprodução

“Ele era muito aventureiro e possuía muitos livros sobre arquitetura”, conta Adélia. Joslin, muito provavelmente, foi o responsável por colocar as esferas nas duas torres da catedral de Curitiba. Em 1877 foi o responsável pela balsa de passagem para ajudar no tráfego de pessoas e mercadorias em Rio Negro e dois anos depois foi um dos responsáveis pela abertura da estrada entre Curitiba e Lapa, chamada de Estrada Imperial. Construiu ainda a Igreja de Nossa Senhora das Dores, na Colônia Thomas Coelho, que reunia imigrantes poloneses na região de Araucária.

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