Cascavel, capital da produção

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Cidade completa 67 anos e se tornou a 23ª melhor do Brasil e a 3ª no Paraná “para fazer negócios”

 

Além dos mais de 108 motivos entre ações e obras, Cascavel tem mais um excelente motivo para comemorar este aniversário. A Capital do Oeste chegou aos seus 67 anos no dia 14 de novembro classificada como a 23ª melhor do Brasil “para fazer negócios” entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, deixando para trás pelo menos sete capitais brasileiras em estudo recente produzido pela Urban Systems para a revista Exame, que analisou fatores sociodemográficos, econômicos, de saúde, educação, infraestrutura, financeiro e transporte de 310 municípios para definir o ranking.

No Paraná, nove cidades foram classificadas. Cascavel está em terceiro lugar, ficando atrás apenas da capital, Curitiba, e de Maringá e à frente de Londrina, Toledo, Umuarama, Araucária, Guarapuava e Foz do Iguaçu. Em apenas um ano, Cascavel subiu 17 posições; em 2017, ocupava a 40ª posição neste mesmo ranking. “É um grande prêmio. Estamos avançando, gerando emprego e renda e dando um salto significativo em importantes áreas que impactam o desenvolvimento econômico e social, atraindo os investidores. O empreendedor está cada vez mais acreditando na nossa cidade. Ele perdeu o medo de investir aqui”, avalia o prefeito Leonaldo Paranhos.

Com visão de futuro, mas focado no planejamento e nas ações já no presente, Paranhos afirma que uma cidade precisa ser pensada em longo prazo e tudo o que envolve obras e ações do poder público não pode estar restrito a um período de governo, “mas é preciso ter uma visão macro”.

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Bom momento

Nesse sentido, lembra o prefeito, o Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Cascavel tem um papel fundamental por ajudar a planejar a cidade do futuro. O conselho é formado por 65 entidades organizadas que contribuem para o avanço integrado das diversas áreas. “Precisamos pensar Cascavel de forma continuada, com planejamento para melhorar a qualidade de vida das pessoas, trazendo solução para os problemas que diariamente nos impõem grandes desafios, desafios que só vamos vencer trabalhando de forma integrada, organizada, planejada”, ressaltou.

O prefeito avaliou ainda que “Cascavel vive um bom momento”, ocupando posição de destaque no cenário estadual, nacional e no próprio Mercosul. “E isso não é fruto só da nossa gestão, mas de uma série de envolvimentos da sociedade e também de outros governos. Agora, estamos no ritmo de consolidação e, claro, com algumas ações que ajudam a avançar ainda mais”.

Entre estas ações, Paranhos destacou a busca constante pela agilidade, pela desburocratização. “Estamos lançando o ‘Alvará Fácil’. Ninguém vai mais esperar seis meses, ou um ano. Com 15 dias estará autorizado e as pessoas poderão construir sua casa, sua empresa. Isso gera emprego, gera circulação de receita, movimenta a economia e faz com que Cascavel seja ainda mais atrativa, gerando novas oportunidades”, completou.

Entre os pontos que projetam positivamente Cascavel neste cenário, Paranhos lembrou que “ficamos em primeiro lugar em 2017, no Brasil inteiro, como a cidade que mais aumentou o Programa Saúde da Família e, por consequência, em primeiro lugar como o município que mais aumentou a cobertura da atenção básica. Agora recebemos o prêmio de primeiro lugar do Paraná e segundo do Brasil em saúde bucal. Temos o novo sistema de compras que tem trazido ao Município uma economia muito grande e, por consequência, musculatura para poder comprar mais e melhor”, comemorou.

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Novo ciclo

O prefeito de Cascavel fez questão de destacar que a principal cidade do Oeste tem sua essência na agricultura. “Não adianta querer reinventar a roda, querer transformar a cidade em coisa que ela não é. A nossa essência é agrícola”, diz Paranhos, destacando que o fortalecimento econômico se dará nesta mesma área com investimentos em tecnologia e indústria para agregar valor à produção.

O novo ciclo econômico de Cascavel, na visão do prefeito, passa necessariamente pela agregação de valor à produção agrícola. “Em vez de ir para São Paulo, para a China, agregar valor aqui gera emprego, movimenta todos os setores da economia e promove desenvolvendo sustentável, ampliando ainda mais o leque de oportunidades que Cascavel já oferece de forma extraordinária”, observou.

E por respeitar essa essência, o segundo ano da sua administração também foi marcado por grandes investimentos no interior por meio da Secretaria de Agricultura. A renovação do maquinário destinado aos trabalhos do interior com investimentos de R$ 2,9 milhões na compra de seis motoniveladoras, em menos de dois anos – somando os recursos de convênios e emendas parlamentares – representa um aumento de R$ 45 milhões no orçamento voltado à área rural que, suprimindo o valor de folha de pagamento, representam oito anos de investimentos em diversos setores da área rural.

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Parceria

“Administrar é uma questão de decisão. E decidimos que o interior de Cascavel receberia investimentos dentre as prioridades, pois o produtor, cansado de esquecimento, sempre nos pediu apenas estradas. Penso que o interior precisa, sim, de estradas, mas não só isso: precisa de investimentos que alavanquem a economia e gerem renda. Estou bem com a minha consciência, pois estamos conseguindo avançar em vários setores na agricultura, fazendo a nossa parte para saldar a dívida que o poder público tem com o interior”, ressaltou o prefeito, destacando a grande parceria firmada com a Itaipu Binacional que viabilizou cerca de R$ 26 milhões em recursos direcionados somente para recuperação das estradas rurais com readequações, calçamento poliédrico e até pavimentação asfáltica que começam a promover uma grande revolução no interior de Cascavel.

“O desafio é ter a responsabilidade e a consciência de que temos que criar um novo ciclo para Cascavel. A nossa essência está na produção, não podemos fugir disso. Devemos planejar e já está sendo feito isso: o ciclo de agregar valor. Colhemos muito, fazemos o processo de plantio, da colheita, enfrentamos o sol, a chuva, os imprevistos… Colhemos e mandamos para industrializar em outros lugares. Precisamos agregar valor em tudo o que produzimos para que a nossa população possa ganhar mais com sua produção e, por consequência, gerar emprego, renda e qualidade de vida”, completou.

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Inovadora e proativa

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, João Alberto Soares de Andrade, “Cascavel é uma cidade proativa e voltada à geração de emprego e renda, o que tem atraído cada vez mais investidores pela demonstração clara de uma gestão pública séria, comprometida e transparente, que soma com uma geração de empresários que espera o apoio de um município que dê credibilidade aos investidores”.

Agroinovadora, Cascavel cresceu com boas safras e com o aumento da produção, a partir do melhor aproveitamento da matéria-prima. Polo cultural e educacional desde o ensino fundamental até a formação do doutor, conta com pelo menos 35 mil estudantes nas universidades. Paralelamente, é referência na formação de mão de obra especializada e técnica, com a participação efetiva do Município capacitando a população nos territórios com cursos profissionalizantes.

Segundo polo de saúde do Estado, Cascavel conta com serviços médicos e de diagnóstico de referência para o Brasil. Em comparação com grandes centros, a cidade oferece atrativos como mobilidade no trânsito e acesso logístico, poder de compra acessível, além de estar classificada como segunda cidade mais limpa do Brasil e com melhor qualidade de vida. “Temos uma população formada por gente de espírito empreendedor e inovador e uma administração sintonizada com as diretrizes e propostas daqueles que querem crescer e empreender. Tudo isso oferece uma visão excelente para o empreendedor”, avalia João Alberto.

 

Melhores cidades

Anualmente a Urban Systems faz o estudo que é publicado pela Exame. É focado em regiões do País com maior oportunidade de crescimento, considerando condições e infraestrutura disponíveis. Os 310 municípios analisados representam 70,4% do PIB brasileiro; 62,1% das empresas; 72,6% dos empregos formais e 56,5% da população brasileira.

O ranking das “Melhores cidades para fazer negócios” é calculado por meio da metodologia de análise estatística chamada IQM®, ou seja, Índice de Qualidade Mercadológica, que “é construído quando o objetivo é prospectar e hierarquizar as melhores áreas potenciais para investimentos”, segundo a revista.

De acordo com a publicação, “o objetivo do Índice Mercadológico é servir como parâmetro para a qualificação de um determinado mercado, sintetizando variedade de informações populacionais, comerciais, urbanísticas, econômicas e infraestruturais. O cálculo permite que se parta de valores específicos de cada informação que variam em natureza, complexidade e unidades de medida, para se chegar a valores ponderados que podem ser analisados em uma mesma equação”.

 

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