Prateleira. Ed. 209

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Um alemão

prateleira_alemao_capaEwald era descendente de mestres-cervejeiros alemães. No início da década de 1950, deixou o Rio Grande do Sul e, em meio à Floresta do Oeste do Paraná, instalou sua pequena indústria de bebidas em uma comunidade de gaúchos. Quinze anos depois, faleceu prematuramente e deixou um filho de dez anos. O menino hoje conta as histórias do pai. O autor de Ewald – um alemão é Luiz Carlos Schroeder, paranaense de Toledo, advogado que já atuou como vereador, professor universitário e juiz do trabalho.

Fico besta quando me entendem

prateleira_HH_capaHilda Hilst, poeta brasileira, como se sabe, foi por algum tempo esquecida pelos leitores da segunda metade do século XX. Muitos indicavam que sua escrita era complexa, não se entendia. Em suas várias entrevistas, comentou seus caminhos pela indiferença e perplexidade até o reconhecimento do público leitor. Dedicou-se à escrita por inteiro e defendeu seu trabalho. Muitas de suas reivindicações e interpretações encontram-se no livro Fico besta quando me entendem, organização de Cristiano Diniz das variadas entrevistas que HH concedeu no decorrer de sua vida, publicado pela editora Biblioteca Azul.

Poesia reunida

O escritor português e também colunista da revista Ideias, João Manuel Simões, nasceu em Mortágua e transferiu-se para o Brasil em 1954. Reside desde então em Curitiba, onde escreveu muitos de seus mais de 50 livros publicados. O autor, que já proferiu inúmeras palestras e conferências, ganhando prêmios literários como Fernando Chinaglia, da UBE, pelo livro Suma poética, é também membro da Academia Paranaense de Letras. A Poesia reunida de Simões, em seu primeiro volume, traz grande parte de todo o trabalho do autor junto de um apanhado crítico da pesquisadora e professora Sueli Aparecida da Costa Tomazini.

Perpétuo

prateleira_daniele_capaDaniele Cristyne publicou em 2018 seu livro Perpétuo, edição independente e artesanal com capa costurada à mão por Nana Behle. Foram três anos desde o início da escrita, de acordo com Cristyne, que deixou por um período engavetado e depois levou a uma nova revisão. Então, decidiu que deveria fazer uma publicação autônoma. Para adquirir é necessário falar direto com a escritora, modo muito comum atualmente entre escritores, que acabam por se dedicar a todo o processo de publicação de seus livros: da escrita à divulgação. Perpétuo é poesia, recorte, peça, é variedade e possibilidade do que traz uma nova geração de escritoras.

Do mundo

prateleira_drummond_capaSentimento do mundo é o terceiro livro de Carlos Drummond de Andrade, publicado em 1940. É considerado o ponto de virada para a maturidade na carreira do poeta. De acordo com o autor, é obra de estilo subjetivo e individualista sobre as questões que sempre foram tão evidentes em sua poesia: política e sociedade. O tom, às vezes fiel à sua obra, desesperançoso, não impede a visão de grandeza, pelo contrário, a compõe e destaca a sua faceta delicada e intimista. É aqui que se pode ler uma homenagem a Manuel Bandeira e também uma lembrança de sua Itabira, cidade natal.

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