Violência On-line

Participando dia desses de um café da manhã patrocinado pelo Instituto Ciência e Fé, sob coordenação do jornalista Aroldo Murá, nosso querido “professor”, juntamente com outros integrantes do Instituto, discutíamos as prováveis causas do massacre de Suzano, chamando atenção para a sincronicidade do outro ataque, este às mesquitas na Nova Zelândia. Coincidência? Longe disso. Planejamento minucioso de cada ação pelos seus mentores e executores, para nutrirem seus egos, virando “celebridades” onde lhes convinha: as redes sociais.

Longe do que muitos de nós imaginávamos, eu pelo menos, existe um submundo virtual que lhes dá guarida e lhes estimula a esse tipo de ação, garantindo-lhes a replicação de suas postagens bárbaras.

Incompreendidos pela sociedade, marginalizados por ela, etc…, são suas ladainhas na tentativa de justificar seus atos de selvageria.

A necessidade de autoafirmação para tentar completar um pouco do vazio de suas existências torna-os verdadeiros zumbis, vagando por esse submundo virtual.

Obviamente que a discussão tem que ser muito mais ampla, pois é indiscutível o beneficio que a web trouxe para todos nós, desde sua organização em 1989, com a criação do www.

Participação política mais ativa, compartilhamento dos avanços da ciência, comunicação imediata de fatos relevantes, enfim, benefícios inimagináveis se revelaram ao longo das últimas três décadas. Mas, como em tudo, o homem consegue, por meio de seus desvios patológicos, carências afetivas e fraquezas morais, deturpar um ambiente que poderia ser, única e exclusivamente, para o bem.

A sociedade organizada e suas diversas vertentes deverão discutir providências práticas, que melhorem o uso dessa ferramenta maravilhosa, preservando sua essência, mas dando-lhe contornos de um melhor controle sob diversos aspectos, ou corre o risco de tornar-se refém de seu próprio desenvolvimento tecnológico, conhecendo seu ápice para logo em seguida acompanhar sua decadência.

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