Pesquisa: o que pensam os brasileiros sobre a reforma da Previdência?

O instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta sexta-feira, 31, pesquisa sobre a reforma da Previdência. O objetivo era saber quem seria beneficiado caso a reforma fosse aprovada. 43,7% disseram que os com renda mais alta serão os principais beneficiados com a reforma; 32,4% acreditam que será igual para todos; 12,5% responderam que os mais desfavorecidos, ou seja, os de renda mais baixa serão os beneficiados. Os outros 11,4% não souberam ou não opinaram.

O Paraná Pesquisas ouviu 2066 pessoas a representar o país inteiro. A amostra representativa atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,0%
para os resultados gerais.

Entre os homens 41,3% acham que a reforma beneficiará os de renda mais alta; 34,4% acreditam que será igual para todos; 15,4%, os de renda mais baixa; e 8,9% não souberam ou não opinaram.

Já as mulheres os números dividiram-se na seguinte ordem: 45,9% renda mais alta; 30,6% igual para todos; 9,9% renda mais baixa; e 13,7% não souberam ou não opinaram.

A pesquisa também dividiu-se em idade, escolaridade, PEA (população economicamente ativa) e não PEA e regiões do país, como pode ser visto no gráfico abaixo:

A REFORMA

O governo apresentou a proposta de reforma da Previdência em fevereiro e estabeleceu uma idade mínima para aposentadoria de 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens, além de 20 anos de contribuição. Na área pública, o tempo mínimo de contribuição foi fixado em 25 anos para homens e mulheres, sendo exigidos ainda 10 anos no serviço público e cinco anos de atuação no cargo.

Quem estiver a dois anos de completar o tempo mínimo de contribuição, de 35 anos para homens e 30 anos para mulheres, entrará na regra de transição e poderá se aposentar de acordo com a legislação antiga caso a reforma seja aprovada.

Para ter o direito de se aposentar com 100% de seu benefício, o segurado vai ter de contribuir 40 anos para o sistema previdenciário. Para quem contribuir menos, haverá uma tabela progressiva. A regra vale tanto para o INSS quanto para o regime dos servidores públicos. A intenção do governo é fazer o trabalhador a contribuir por mais tempo se não quiser evitar perdas.

A reorganização das alíquotas previdenciárias tanto para o setor público quanto para a iniciativa privada é outro ponto que vem sendo defendido com vigor pelos governistas. O aumento na contribuição por diferentes faixas salariais é certo. A regra, conforme o governo, é cobrar mais de quem ganha mais.

Assim, no setor privado, por exemplo, as alíquotas vão variar de 7,5% a 11,68%, calculadas conforme a faixa salarial do trabalhador. Atualmente, o valor é de 8% a 11%, calculado sobre todo o salário. Para os servidores públicos, as alíquotas iniciarão em 7,5% para quem ganha até um salário mínimo por mês e poderá chegar a 22% para os que ganham acima de R$ 39 mil. Hoje em dia, a alíquota é única de 11% independente do valor do salário. As informações sobre a reforma são da Agência Senado.

Regra de cálculo: tempo de contribuição x benefício a ser recebido

Fonte: Senado

 

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