Nada existe além da consciência

O que vemos e vivemos pode ser real?

Vivemos o nosso cotidiano sem sermos capazes de observar tudo quanto existe ao nosso redor.

O que percebemos, na rotina do nosso dia a dia de casa para o trabalho e do trabalho para casa, é realmente a realidade? O que, afinal de contas, chamamos e entendemos como realidade? Será que sabemos o que é efetivamente a realidade?

Comecei a pensar que não. Pois até que ponto todos olham a mesma rua sob o mesmo ângulo? E até que ponto podemos conferir que o que vemos é verdadeiramente real?

Não há nenhuma prova de que o que percebemos, vemos, sentimos e tocamos seja a verdadeira realidade.

Será que, como matéria, nós somos reais? Será que o que é real não é apenas algo fruto da nossa consciência? Isso nos conduz naturalmente a muitos outros questionamentos.

Sabemos, por experimentos científicos, realizados no início do século XX por físicos quânticos, que os elétrons, por vezes, se comportavam como ondas e em outras ocasiões se comportavam como se fossem partículas sólidas. A razão pela qual isso acontece constitui um dos maiores e mais estranhos enigmas da ciência moderna:

O elétron comporta-se como partícula quando há testemunhas, todavia, se comporta como onda quando não há presença de ninguém.

Esses fenômenos fascinam os físicos contemporâneos.

A partir dessas constatações sobre os elétrons, há cientistas que nos propõem uma importante pergunta: não será toda a existência composta apenas da nossa consciência? Não seria a consciência a única realidade do universo?

Podemos imaginar que tudo em nosso cotidiano desde o ato de acordar, ir para o trabalho, conviver com a família e voltar para casa, não seja uma realidade concreta, e sim algo construído pela consciência de cada indivíduo.

Será que as pessoas com as quais convivemos em nosso cotidiano veem e percebem o mesmo que nós? Até que ponto uma frase que falamos para alguém com simples palavras é realmente compreendida da mesma maneira e com a mesma intenção com a qual a emitimos?

A compreensão da realidade quântica e do conhecimento científico surgido a partir dela nos possibilita entender e aprender mais a realidade do próximo? Normalmente vemos a nossa realidade sem tentar entender o ponto de vista do outro. À medida que ampliamos a nossa consciência, conseguimos perceber a realidade através de um maior número de pontos de vista.

Essa compreensão poderia, talvez, nos ajudar a minimizar ou extinguir muitos dos conflitos que surgem entre as pessoas.

Se imaginarmos que vivemos num mundo de cordas instrumentais, cada passo da corda A para a B interferirá de forma positiva ou negativa nas demais cordas ao redor. Ou seja, a música muda conforme nossos passos. Tanto nos ritmos e entonações, bem como nas vibrações de tudo ao nosso redor. Assim sendo, cada passo que damos é de um imenso grau de importância para a composição da grande sinfonia da vida.

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