O múltiplo Constantino Viaro

Guido Pelegrino Viaro, múltiplo artista, nasceu em Badia Polesine, Província de Rovigo, Veneto, Itália em 1897 e chegou ao Brasil em 1927. Aqui criou uma importante obra artística: foi pintor, gravador, ilustrador, desenhista, escultor, caricaturista além de ensaísta e professor. Casou e teve um filho, Constantino. Este casou e teve três filhos, Guido, Túlio e Mariana. Esta, por sua vez, deu continuidade à família, e tem duas filhas. Eis o clã Viaro.

Constantino Batista Viaro herdou de seu pai a multiplicidade. Com 15 anos trabalhou no “Correio dos Ferroviários” onde escrevia e fazia ilustrações. Formou-se em Belas Artes com 18 anos e com 23 em Direito. Deste começo precoce inicia uma vida inteira dedicada ao trabalho, sempre à procura da criação de algo diferenciado, de criativo, de desafio. Passou pelo jornal “O Estado do Paraná” e foi correspondente do grande jornal carioca “Correio da Manhã”. Ainda no terceiro ano da faculdade de direito advogou, como solicitador acadêmico, em Curitiba e Campo Largo. Na administração de Ivo Arzua passou no concurso na Prefeitura Municipal de Curitiba e, mais tarde, no concurso para procurador.

Foi o primeiro diretor administrativo e financeiro da Fundação Cultural de Curitiba. Assumiu a presidência do Clube Curitibano e foi Diretor Presidente do Teatro Guaíra em duas gestões. A famosa Ópera do Arame, um dos cartões postais da cidade, deve a ele a sua idealização e o meticuloso acompanhamento da construção durante mais de 40 dias quando praticamente morou na obra.

Hoje, junto com seu filho Guido, cuida de um dos melhores museus da cidade, o Museu Guido Viaro. Lá, além de inúmeras obras de seu pai, tem uma sala dedicada ao seu amigo, o escritor Dalton Trevisan. Outra sala é reservada a exposições temporárias de artistas de várias tendências.

A multiplicidade do Constantino caminha, também, por outras vias. A todas as realizações que concebeu e dedicou o seu tempo e seu talento junta-se o ser humano afável e conversador, grande contador de “causos”, fino humor e lembranças de um tempo mais feliz sem as pragas que assolam hoje em dia a nossa convivência.

 

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