Bela e talentosa Aurea Leminski

Conheço a Aurea Alice Leminski há muitos anos. Deveria ter uns cinco anos quando minha amizade com seus pais, Paulo Leminski e Alice Ruiz, se estreitou. Enquanto seu irmão Miguel, falecido precocemente, era meditativo, a Polaca, como seu pai a chamava, era um azougue. Tempus fugit. Este tempo, sobre o qual Santo Agostinho fez a instigante observação “Se ninguém me perguntar, eu sei; porém, se o quiser explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei.”, fez uma bifurcação em nossos caminhos. Voltei a encontrá-la casada com o fotógrafo José Vieira, no final da década de 1990. Esta linda mulher, mãe de uma não menos linda adolescente, disse que não se considera uma artista como seu pai, sua mãe e sua irmã, Estrela Ruiz Leminski. Confessa ser uma comunicadora. Mas, penso eu e pensa meu cunhado Crispim, que a comunicação é uma forma de arte em seu sentido mais amplo. Antes de se formar em jornalismo trabalhou como apresentadora de um programa cultural na TV RIC em 1994. Continuou sua carreira na televisão e no rádio em várias empresas, TV CNT, TV Bandeirantes, Rádio CBN até 2013. Antes de trabalhar como jornalista participou como atriz em algumas peças de teatro em São Paulo e do filme “Oriundi” filmado em Curitiba com o ator Anthony Quinn. Junto com o diretor Fernando Severo fez vídeo-arte. Desde 2013 se dedica, junto com a Alice e a Estrela, à divulgação do legado cultural de Paulo Leminski com a Produção Cultural Múltiplo Leminski que teve sua origem numa exposição no Museu Oscar Niemeyer. Graças a este trabalho, a obra do múltiplo poeta está sendo divulgada no Brasil e, também, no exterior. Aurea estuda a língua polonesa e visitou a Polônia para conhecer a terra dos antepassados de seu pai e divulgar o trabalho dele. Depois de muitas atividades foi com sua família para a Inglaterra em 2007 passar um ano sabático.

Texto e foto: Dico Kremer

 

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