Cinema. Ed. 216

Na cinemateca de Marcos Cordiolli

A indicação do mês é do ex-presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli. Além disso, é acadêmico e cineasta. Foi produtor associado do filme “O Sal da Terra” (2008) de Eloi Pires Ferreira. Dedica-se em diversas frentes à cultura.

Cordiolli sugere aos leitores de Ideias “O fundo do coração” (1982), com direção e roteiro de Francis Ford Coppola. Sobre o filme: no fim de semana do Dia da Independência, numa Las Vegas onírica, Hank e Frannie decidem que seu casamento chegou ao fim e se separam. Durante o feriado, eles buscam outras paixões, mas descobrem que estas são tão ilusórias quanto o falso brilho da cidade que os cerca. Cordiolli afirmou ter vontade de escrever um livro sobre a película, além de ser “um dos mais belos filmes visuais de todos os tempos. Todo realizado em uma recriação de Las Vegas em estúdio, mas levou Coppola a falência. Considero fundamental pela narrativa da autoprodução de personas no segundo grande período da expansão audiovisual. E pelo forte discurso niilista e pós-iluminista”, conclui.

Bacurau (2019)

Bacurau, uma pequena vila do sertão brasileiro, é o cenário de estranhos acontecimentos: enquanto drones passeiam pelos céus, estrangeiros chegam à cidade pela primeira vez. Quando carros se tornam vítimas de tiros e cadáveres começam a aparecer, Teresa (Bárbara Colen), Domingas (Sônia Braga), Acácio (Thomas Aquino), Plínio (Wilson Rabelo), Lunga (Silvero Pereira) e outros habitantes chegam à conclusão de que estão sendo atacados. Os moradores percebem que a cidade não está mais no mapa e precisam identificar o inimigo. A direção é de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles.

Teorema (1968)

Em Milão a vida de uma rica família burguesa é totalmente modificada por um misterioso visitante (Terence Stamp), que seduz a empregada, o filho, a mãe, a filha e finalmente o pai. Além disto tem um contato intelectual com todos eles, convencendo-os da futilidade da existência, e após cumprir seu objetivo parte em poucos dias. Após sua ida ninguém da família consegue continuar vivendo da mesma forma, sendo que cada um deles toma um caminho diferente: a mãe se entrega ao primeiro que surge, a empregada passa a levitar, o filho pinta quadros que suja com fezes, a filha se torna uma catatônica e o pai, um rico empresário, abandona sua fábrica, se desnuda em plena estação ferroviária de Milão e desaparece no deserto. A direção é do consagrado Pier Paolo Pasolini.

Deixe uma resposta