Prateleira. Ed. 216

Na prateleira de Gloria Kirinus

A indicação do mês é de Gloria Kirinus, escritora, peruana e brasileira. Colaborou com páginas de poesia, crônicas e ensaios na imprensa curitibana; foi jurada por mais de 10 anos do Prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Criadora e ministrante da oficina de criação literária e pedagogia poética Lavra-Palavra.  Além da carreira literária, é doutora em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP, mestre em Literatura Brasileira pela PUC-RJ e especialista em Literatura Brasileira pela UFPR.

Gloria sugere ao leitor de Ideias “Os tambores silenciosos”, de Josué Guimarães. O autor constrói a imaginária Lagoa Branca, pequena cidade gaúcha situada num ponto qualquer entre Passo Fundo e Cruz Alta. A história transcorre na Semana da Pátria, em 1936, época que antecede a implantação do Estado Novo por Getúlio Vargas. O prefeito, um ditador empenhado em tornar seu povo “feliz”, proíbe a distribuição de jornais e a posse de aparelhos de rádio, além de censurar a correspondência dos cidadãos.

 

O Princípio da Incerteza (2019)

O incansável Guido Viaro está com romance novo, O Princípio da Incerteza, que narra a necessidade de um professor de filosofia, prestes a se aposentar, a mudar de vida, correr atrás do tempo perdido. Com quase 60 anos se sente emocionalmente frágil. Decide partir para o romance, o ficcional. Escreve três simultaneamente. Sua vida e suas histórias se parecem com o “Princípio da Incerteza” (ou o que conhecemos por física quântica), enunciado do físico alemão Werner Heisenberg, ou seja, a incapacidade da relação tempo e espaço. Guido assina 14 romances, entre eles “O comprador”, “A sombra dourada”, “No zoológico de Berlim” e outros.

Corpo de peixe em arabesco (2019)

Corpo de peixe em arabesco, de Jussara Salazar, foi escrito entre 2012 e 2019. Diferentes momentos de sua vida estão aqui condensados. Do seu tempo em Recife, sua volta à Curitiba. Com poesia densa, não permite um leitor distraído, embora seja um convite a mergulhar num mar com peixes ou edificar prédios em arabescos. Como seus outros livros, a escolha cuidadosa das palavras é uma marca. Jussara publicou, entre outros, “Alice”, “Natália” e “O dia em que fui Santa Joana dos matadouros”.

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