Eu,
Deonísio da Silva

Atividade profissional: Professor.

 

Atividades outras: Escritor, marido, pai, avô (tenho experiência nos quatro empregos).

 

Principais motivações: das confessáveis, escrever o que dizem não ter havido nem sido dito, mas houve, embora eu também não tenha visto nem ouvido. Das inconfessáveis: escrevo porque, como dizia minha avó, sou “enzibido”.

 

Qualidades paradoxais: Não sou avarento nem preguiçoso nem invejoso. Está 4 X 3. Mas sou libidinoso e isso é gula, embora eu ache saudável;  teimoso e brabo é quem teima com libriano e isso é ira, mas eu considero persistência e não ira ou brabeza; quero todas as bonitas, será avareza?

 

Pontos vulneráveis: Idade e pobreza. O lema  pode ser: “antes jovem e com saúde do que velho e doente”.

 

Ódios inconfessos: Barulho ou Rock, seu sinônimo.

 

Panaceias caseiras: amor, conhaque, mel e limão curam tudo.

 

Superstições invencíveis: A) Calopsitas são reencarnações de almas santíssimas. B) As aparências só enganam a quem não presta atenção a detalhes.

 

Tentações irresistíveis: vinho, música clássica, Teresa D’Ávila, boa prosa e a mulher, que é a melhor parte da natureza humana.

 

Medos absurdos: Do escuro. É só apagar a luz e eles vêm. E das inevitáveis demônias de rabos carnudinhos e olhos claros ninguém te livrará. A santa paciência aqui será uma caneca d’água quando Ele te mandar para o Purgatório. Pro inferno você só vai se quiser. E vai só. Pro Céu, se merecer. Eu não mereço. Será o maior castigo: muito monótono lá e repleto de chatos.

 

Orgulho secreto: Alguns: minha filha Manuela, o amor da Soila, mãe dela, o amor da Michele, atual esposa. Os amigos. A memória, mas esqueci a última vez que a admiti, e o Prêmio Casa de las Américas para “Avante, soldados: para trás” com José Saramago no júri.

 

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