Prateleira. Ed. 217

Na prateleira de Natasha Tinet

A indicação do mês é de Natasha Tinet, escritora e ilustradora. Integra a grupa Membrana e co-edita a Totem & Pagu Firrrma de poesia. Seu livro de poesia, Veludo Violento, foi lançado em dezembro de 2018 e ficou em segundo lugar no Prêmio da Biblioteca Nacional de 2019.

Natasha indicou O coração é um caçador solitário de Carson McCullers, publicado em 1940, aos 22 anos da autora estadunidense. Seu romance de estreia se passa no interior do sul dos Estados Unidos, em 1939, e destaca a experiência de John Singer, funcionário de uma relojoaria que vive solitário. Os capítulos são compostos por diferentes perspectivas de personagens que passam por Singer. Em 1968, o romance foi adaptado para o cinema pelo diretor Robert Ellis Miller e no Brasil o livro foi publicado em 1980.

 

Os verões da grande leitoa branca

Os contos de Os verões da grande leitoa branca de Jamil Snege, editados em 2000 pela Travessa dos Editores, seguem um lirismo sofisticado na criação de universos paralelos e, como escreveu Fábio Campana, são universos “ilógicos, surpreendentes, que subsistem, entretanto, galvanizados pela imaginação fantástica do autor”. A possibilidade de um mundo estranho como opção e como invenção é o que Jamil Snege mostra em seu livro. Para o escritor Cristovão Tezza, Jamil é o autor que melhor define a alma curitibana.

 

Em 68

Em 68 – Paris, Praga e México do escritor Carlos Fuentes é a reunião de três textos escritos durante o vibrante Maio de 1968. Os seus personagens são operários, estudantes, professores, sindicalistas, intelectuais e também os ícones Julio Cortázar, Milan Kundera, Gabriel García Márquez e Jean-Paul Sartre. A obra traz seu olhar sobre o período a partir de Paris, Praga e México. Fuentes nasceu em 1928 e ganhou o prêmio Miguel de Cervantes e o Príncipe das Astúrias das Letras.

 

 

Deixe uma resposta