Bolsonaro no mundo

O governo Bolsonaro não passou despercebido neste primeiro ano. Com declarações polêmicas causou burburinho na imprensa internacional. A Ideias selecionou quatro momentos em que a mídia de fora repercutiu suas falas, atos ou acontecimentos. Passando pela posse no começo do ano, os cortes de bolsas em maio, o discurso na ONU (em paralelo a isso ocorria as queimadas na Amazônia) e o seu vídeo de madrugada atacando a rede Globo.

 

POSSE

CNN – A rede de televisão CNN definiu Bolsonaro como “Trump dos trópicos”, numa comparação bastante comum entre os brasileiros. Em seu site, o veículo destacou o delicado momento econômico e institucional que o país vive.

 

Clarín – O jornal argentino destacou a promessa de Bolsonaro de acabar com a “corrupção, criminalidade e submissão ideológica” no país. Também lembrou que a equipe de Bolsonaro seria formada sem critério político, e sim na técnica que cada setor exige.

 

CORTE DE BOLSAS E MANIFESTAÇÕES DE MAIO

Deutsche Welle – O veículo alemão destacou que o MEC irá “suspender os pagamentos de bolsas para estudantes de pós-graduação em ciência”. A matéria repercutiu uma declaração do presidente Jair Bolsonaro feita durante visita a Dallas. Naquela altura, o presidente afirmou que os manifestantes são “idiotas úteis, uns imbecis, que estão sendo usados como massa de manobra”.

 

The Guardian – O diário britânico focou nas manifestações, dizendo que “dezenas de milhares de estudantes e professores protestaram em todo o país contra cortes acentuados na educação, promulgados pelo governo de Jair Bolsonaro”. Lembrou que esses protestos foram os primeiros contra a administração do atual governo, “cujos números de pesquisas estão caindo enquanto ele luta contra uma economia fraca, desemprego crescente, uma coalizão indisciplinada no Congresso e lutas internas em seu gabinete”, afirmou o jornal.

 

 

ONU

 

Le Monde – Quando esteve na ONU foi um momento de bastante indisposição internacional. O jornal francês Le Monde classificou como “intolerância” o discurso do presidente brasileiro, e contradisse “declarações consensuais” de seus antecessores com suas declarações sobre a Amazônia. Ressaltou ainda as “digressões e retóricas confusas” de Jair Bolsonaro.

 

Wall Street Journal – A publicação americana com foco no mercado financeiro foi otimista. Em uma matéria intitulada “Bolsonaro defende o direito de desenvolver a Amazônia”, o The Wall Street Journal classificou o discurso como “desafiador”. Também escreveu que o presidente brasileiro acusou “líderes internacionais e a imprensa de espalhar mentiras e tratar povos indígenas como se fossem homens das cavernas”.

 

 

LIVE CONTRA REDE GLOBO

Washington Post – O jornal americano fez da live de Bolsonaro um mote para uma nova avaliação negativa de sua gestão. “Os relatórios explosivos, juntamente com a resposta emocional e profana de Bolsonaro, ameaçam isolá-lo ainda mais durante um período vulnerável em sua presidência”. Lembrou que “O país passou de um desastre ambiental para outro”, em referência ao óleo no litoral nordestino. “Bolsonaro foi agredido nesta semana por postar – e depois excluindo rapidamente – um vídeo que o mostrava como leão sendo atacado por um grupo de hienas representando seus críticos na mídia e no governo, incluindo o Supremo Tribunal Federal”, publicou o Post.

 

Al jazeera – A rede de televisão árabe foi menos enfática e se deteve aos fatos. “O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, ameaçou na quarta-feira cancelar a licença da maior rede de TV do Brasil, a Globo, depois de uma reportagem que o ligava a um ex-policial acusado de matar a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco no ano passado”. Além disso, informou sobre a nota da emissora brasileira.

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