Cinema. Ed. 218

Na cinemateca de Francisco Mallmann

Francisco Mallmann atua na intersecção entre poesia, performance, dramaturgia, filosofia e crítica de arte. É artista residente da Casa Selvática, onde idealizou a Membrana, uma “grupa” crítica-afetiva de escritores, ouvintes e leitores. É idealizador e editor do site sobre artes cênicas Bocas Malditas. Está entre os finalistas do Prêmio Rio deste ano, e ficou em terceiro lugar no Prêmio da Biblioteca Nacional com seu livro de poesia “Haverá festa com que restar”. Para a Ideias sugeriu o filme “Minha vida em cor-de-rosa”, de 1997, dirigido por Alain Berliner. Leia abaixo a sinopse.

 

Ludovic é uma garota transsexual que está começando a assumir sua verdadeira identidade perante o mundo. Seu desejo é se casar com o filho de sua vizinha, mas os novos rumos que Ludovic dá para sua vida surpreendem sua própria família e os vizinhos, que não conseguem aceitar, de fato, a felicidade, os desejos e a real identidade de Ludovic.

Foto na capa.

 

 

Electra, a vingadora (1962)

Clássico grego, de Michael Cacoyannis, obrigatório em qualquer lista. Depois da guerra de 10 anos contra Tróia, Agamenon (Theodoros Dimitrief), o general de todos os gregos, retornou vencedor ao seu reino. O povo de Micenas e sua esposa, Clitemnestra (Aleka Katselli), o receberam com grandes honras, mas enquanto o marido estava na guerra ela estava nos braços de um amante, que mata Agamenon logo após o seu retorno. Electra (Irene Papas) e Orestes (Yannis Ferthis), os filhos de Agamenon e Clitemnestra, sabiam que o crime tinha sido cometido com o apoio da mãe, mas como eram crianças não podiam fazer nada. Orestes deixa o lar e Electra permanece, ansiando pelo dia que poderá vingar a morte de Agamenon.

 

A hora e a vez de Augusto Matraga (1965)

Baseado no conto homônimo de Guimarães Rosa, o filme conta a história de Augusto Matraga, um fazendeiro arrogante que, após uma experiência onde viu a morte de perto, resolve mudar de vida e se tornar uma pessoa melhor, esperando pelo momento certo de realizar um ato tão nobre e tão grandioso que será o suficiente para marcar sua existência, tanto no céu quanto na terra. A direção é de Roberto Santos. Há um outro longo – homônimo – de 2012, com direção de Vinicius Coimbra.

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