Carolina Nogara

Carolina Nogara traz na alma a criatividade e no DNA a paixão pela moda. Cresceu no meio dos retalhos da mãe e desde muito cedo já mostrava que ia extrapolar os limites do ateliê ao criar looks incríveis para as bonecas e organizar desfiles dignos das revistas com as vizinhas do prédio.

Sua formação deu-se nos onze ateliês que a mãe conduziu em Curitiba e Ponta Grossa. Por isso, a estilista profissional pelo Polimoda de Florença prefere ser chamada de costureira. Há oito anos tem o espaço que leva seu nome, onde faz desde simples reformas a sofisticadas confecções.

Seu grande desafio foi fazer com que os clientes se expressem pelo vestir a partir de peças clássicas, ou por meio de ousadas criações. Alcançou este objetivo e muito mais. Nestes anos, conquistou quem busca o exclusivo e aprecia a reutilização de tecidos e materiais para dar vida nova a peças esquecidas no armário.

A proposta de transformar com arte todo o processo de confecção, reparo ou customização de roupas e acessórios sempre foi sua marca registrada. Reciclar ou criar peças inteiras a partir dos retalhos que seleciona e aplica em suas confecções exclusivas é um delicioso processo criativo, muitas vezes com a participação do cliente.

Carolina Nogara dá continuidade à tradição das antigas modistas, que investiam seu olhar refinado na leitura perspicaz do estilo que as pessoas gostariam de expressar no vestir. Um trabalho personalíssimo, artesanal, que valoriza o gosto individual e a expressão própria do estilo de cada pessoa. Para quem não se afina com modelagens convencionais oferecidas no varejo, seu trabalho é uma opção não apenas para se vestir, mas um ateliê criativo para se descobrir.

Assim é a moda assinada por Carolina Nogara. Foi assim que ela deixou a plateia curitibana de queixo caído com o desfile ROMA que promoveu este ano. O público recebido na estação ferroviária com uma ambientação de época foi levado de litorina até a oficina de trens, onde assistiu a uma performance digna das maiores capitais europeias. Não, não vamos conseguir segurar Carolina aqui por muito mais tempo. Em janeiro de 2020 ela embarca para a Índia para pesquisas e, na volta, estuda abrir as portas de um ateliê na capital francesa.

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