Meu amigo Zanoni

O Zanoni ou Luiz Carlos Cunha Zanoni é meu amigo. Do peito e de muitas eras. Do tempo em que surgiu o que chamo de a moderna publicidade de Curitiba. Junto com Gilberto Ricardo dos Santos e Desidério Máximo Pansera fundou a Múltipla Propaganda & Pesquisa. Tinha sido redator do jornal “O Estado do Paraná”, editor da Revista “Panorama”, e redator na Standard Propaganda, agência paulista com filial em Curitiba. Ganhou o prêmio Esso de reportagem em 1963 e foi professor de jornalismo na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Paraná e na Católica, hoje PUC-PR.

A publicidade, risonha e franca na época, nos aproximou. E os interesses comuns: os bons livros, um papo regado, na época a whisky, o tênis que praticávamos, os jantares, o cinema e a maledicência. Tudo com muito humor.

Anos mais tarde deixou a agência e correu a Europa de ponta a ponta e trouxe notícias e novidades. Trabalhamos juntos em projetos de audiovisual, que o Jaime Lerner (com quem trabalhou no DDS da PMC) chamava de ódio visual pois quando o carrossel engatava era um Deus nos acuda. A trilha falava de, por exemplo, uma avenida e aparecia a foto de uns gansos.

Teve uma casa na Praia do Grant, em Santa Catarina, onde passamos alguns verões.

Hoje, junto com seu filho Juliano, toca uma próspera fazenda especializada na produção de grãos na região de Carambeí.

Grande apreciador e conhecedor de vinhos viajou e viaja o mundo atrás de diferentes vinhedos com suas belas cepas e com seus maravilhosos e elegantes vinhos. Amigo do produtor Luis Pato da região da Bairrada em Portugal é Confrade da Ordem da Bairrada que lhe foi conferida há alguns anos.

E espero que este grande e leal amigo de tantos anos seja agraciado pelo Reino Unido com a Nobilíssima Ordem da Jarreteira (Most Noble Order of the Garter) fundada pelo Rei Eduardo III da Inglaterra. Que deu origem da frase: “Honi soit qui mal y pense” (Envergonhe-se quem pensar mal disso). Foi quando, ao dançar num baile em Calais, ao cair a liga da meia da Condessa de Salisbury e o Rei colocou-a na coxa da bela dama, para espanto dos convidados.

Mas não tenho certeza se o meu amigo, pela educação, fineza e cavalheirismo, fizesse o mesmo.

 

Texto e foto Dico Kremer

 

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