Bolsonaro no STF pede para abrir o comércio

O novo coronavírus infectou mais de 3,7 milhões de pessoas no mundo até esta quinta-feira, causando mais de 264.000 mortes. O Brasil está entre os países com mais mortes confirmadas: ao menos 8.536 pessoas morreram em decorrência da covid-19 no país, de acordo com o Ministério da Saúde.

Mesmo diante do quadro, o presidente Jair Bolsonaro foi ao STF para uma audiência de última hora com empresários defender a retomada da economia.O presidente foi a pé ao Supremo Tribunal Federal, para se encontrar com o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. Acompanhado do ministro da Economia, Paulo Guedes, e de um grupo de empresários, Bolsonaro pediu, mais uma vez, a reabertura do comércio. “Nós não podemos perder a liberdade no Brasil, podemos mais cedo ou mais tarde assistir saques, manifestações populares próximas a essas. As medidas tomadas pela equipe de Guedes estão mantendo a população com a razão acima da ação. A razão do empresário é o Brasil voltar a normalizar, preocupados com a vida, mas não esquecendo do emprego”, afirmou. A interpretação dos observadores é a de que, com o gesto, Bolsonaro tenta dividir o ônus da crise.

Toffoli disse que as medidas tomadas pelo governo – a exemplo do auxílio de R$ 600 – ajudaram o País, mas afirmou ao presidente que depende do Executivo abrir diálogo e planejar com governadores e prefeitos para que o Brasil possa voltar ao normal, de forma ordenada a segura. Nesta quinta, o prefeito de São Paulo anunciou a ampliação do rodízio de veículos na capital paulista, onde moram 12 milhões de pessoas, para “evitar o lockdown”. No Pará, a capital Belém e outras nove cidades adotaram quarentena mais rígida para conter o avanço do vírus.

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