Nas cordas

Jair Bolsonaro está nas cordas. e como sempre faz em situações difíceis, aumenta o tom e acelera o risco-país. Não o econômico, há muito já debilitado, mas o institucional. Incita a desobediência moral. Em nome da reativação da economia e de sua prescrição da cloroquina, medicamento agora também defendido com unhas e dentes por Nicolas Maduro, Bolsonaro forçou a demissão do segundo ministro da Saúde em menos de um mês, enquanto a pandemia bate em mais de 15 mil mortos.

A insanidade cresce. O presidente determinou que atividades periféricas são essenciais e acusa governadores de desobediência civil por não abrirem academias, salões de beleza e barbearias.

Na linha da irresponsabilidade, Bolsonaro desacata o STF que, por unanimidade, determinou que cabe aos governadores e prefeitos a decisão sobre medidas restritivas no combate ao coronavírus, incluindo a definição dos setores essenciais. Conclama empresários – especialmente os de São Paulo, estado do desafeto governador João Doria – para se insurgirem contra as medidas de isolamento social impostas pela necessidade de proteger a saúde da população e impedir o colapso do SUS.

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