“Consequências imprevisíveis”, ameaça General Heleno

O chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, disse que uma eventual apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) poderá ter “consequências imprevisíveis”.

Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira (22), o ministro criticou o ato de Celso de Mello, decano do STF (Supremo Tribunal Federal), que encaminhou à PGR (Procuradoria-Geral da República) pedidos de partidos e parlamentares de oposição para que o celular do presidente seja apreendido e periciado.​

O general Heleno considerou o pedido do decano, que se trata de uma praxe, algo “inconcebível” e “inacreditável”.

“O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”, diz o general.​

O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, apontou anacronismo e disse que o ministro deveria sair de 1964, em referência ao ano do golpe militar.

 

 

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