Colunista
Andrea Greca Krueger

05.12.12
#2012

Se você é habitué das redes sociais, provavelmente sabe o que #2012 significa. O ano corrente perde (ou ganha) significado quando leva uma “#” (ou hashtag) na frente. Outro dia uma amiga que mora nos Estados Unidos me perguntou por que tem gente que usa “#” grudado nas palavras. Rata de internet que sou, não apenas sei, como às vezes uso com irresponsabilidade tal ferramenta, se é que podemos chamá-la assim.

As #hashtags servem para ajudar na busca de assuntos em redes como Twitter, Google+ e Instagram, mas não no Facebook, além de serem uma ótima maneira de divulgar marcas e/ou eventos em tempo real. Por exemplo, quem me segue no Instagram (@deagreca) deve saber que sou mãe orgulhosa de uma cadelinha SRD (sem raça definida ou #viralata), a Tonica, também conhecida como Zuza.  Adoro cães vira-latas. Tenho uma queda por eles. Das 600 e poucas fotos do meu Instagram, pelo menos 400 são da pequena Zuza. Ela é linda, fazer o quê?  Através da hashtag #viralata, não apenas conheço os mais adoráveis exemplares da espécie, como me sinto parte de uma grande comunidade que compartilha da mesma paixão. As hashtags servem para isso e são extremamente úteis diante dos milhões de posts compartilhados a cada minuto no mundo virtual. Já pensou se não pudéssemos categorizar? Seria um caos. O que acontece, porém, é que elas são mal utilizadas em muitos casos (por mim, inclusive #meaculpa). Ao invés de serem usadas para categorizar assuntos ou temas, tem gente que as utiliza parase expressar: #tôcomdordedenteenãoaguentomais ou #estoucansadaeprecisodeférias. Nada a ver, ou seja, #fail. Existem hashtags famosas como #ficadica, #corrão (assim mesmo), #chatiada (idem), #prontofalei, #vemgente, etc. Não precisa dizer que nós, brasileiros, somos os reis dos jogos da velha. Basta algo viralizar e pronto, logo vem uma hashtag cheia de ironia para inundar nossas timelines. A verdade é que elas são bastante úteis no mundo da comunicação online pois podem também expressar estados de ânimo e intenções. Na falta da possibilidade de interpretar o tom de voz, uma “#” bem utilizada pode evitar mal entendidos e até fazer rir.

De volta ao título, #2012 foi, ao lado da #oioioi de cada noite enquanto durou Avenida Brasil, uma das mais populares este ano. Com a iminência do armagedon maia, coisas absurdas vieram seguidas de #2012. Tradução: isso só pode ser o fim do mundo! Confesso que já estou curiosa para saber quais serão as “#” de 2013. E que venha o #anonovo!

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