Perder-me

marianna

  Perder-me, dissolver todos os tecidos da pele, refazer-me. Em um segundo, passo do sonho ao concreto, deixo as cicatrizes mais profundas, abro outras, sangro por todas as frestas, desapareço. Um dia paisagem, sol, plano. Uma vida toda. Num instante, o céu muda, o vento sopra. Prenúncio de tempestade. Caí no abismo sem fim, percebi a veia dilatada do meu […]

Continue lendo »

As tramas e cores de José Antonio

marianna

José Antonio de Lima sempre se dedicou às artes. Agricultor na adolescência, foi também bancário, publicitário, jornalista e fotógrafo. A partir de 1985, começou a participar de salões, sendo premiado em alguns. Trabalha com desenho, pintura, colagem, escultura, instalação e fotografia. Fez exposições individuais em espaços públicos como o Museu de Arte Contemporânea do Paraná; Museu Oscar Niemeyer; Museu da […]

Continue lendo »

A segunda pele de Bernadete Amorim

marianna0abre

Bernadete Amorim veste a arte em seu sentido mais orgânico e subjetivo. Ela a usa como segunda pele, costura, tece, pinta, tinge, cola, atribui a ela outro significado, outro corpo, redimensiona, questiona. “O tecido é matéria poética que me permite estruturar ações, que lidam com questões do peso, do volume, da gravidade.” As suas obras têm texturas variadas que instigam […]

Continue lendo »

Marianna Camargo

marianna

longe um dia miragem paisagem o céu estrelado foi por pouco por um triz como canta o Chico diz se é perigoso a gente ser feliz pela vida que segue pela alma que cansa pelos olhos que não abrem pela palavra não dita pelo cigarro tragado pela madrugada insone pelo veneno tomado por uma estrada sem fim acaba como um […]

Continue lendo »

Os céus de Corina Ferraz

marianna

Ritmo, canção, cor, delicadeza. Assim é Corina Ferraz e sua obra. A artista, que estudou em colégios internos, trouxe a liturgia, o latim e o canto para sua vida. Transformou seu trabalho em poesia, a cor em imaginação. Corina vê a vida quando olha para o céu. Artista: compositora, pintora, cancioneira, poeta. Nas suas mais variadas formas, tem o que […]

Continue lendo »

O viés oblíquo de Carina Weidle

marianna

Carina Weidle cria no viés do erro, da imperfeição, do estranhamento. O ruído e o desconcerto provocam o questionamento, a reflexão, a ideia. Carina faz pensar. De modo oblíquo, profundo e crítico. A artista transpassa as zonas cômodas, as áreas escassas, inventa um silêncio. Revela, sobrepõe, dilata. Como diz o escritor italiano Antonio Tabucchi, “a arte tem uma maneira oblíqua […]

Continue lendo »
1 2 3 6