Roland Barthes e a música

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No ensaio “Música Prática” (1970), Roland Barthes diferencia a música que se escuta, a música passiva, daquela que se toca, a música “muscular”. Frente à modernidade e aos novos meios técnicos, ele enfatiza o desaparecimento do amador/executante da música clássica que, como o cantor Charles Panzéra, possuía a capacidade de fazer a música ao ouvinte, ou seja, tocar por procuração, […]

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A orquestra e o balé devem sobreviver

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Na crise, a primeira atitude dos governantes é eliminar o que consideram supérfluo para eles. Uma orquestra sinfônica, por exemplo. Ou um corpo de baile. Afinal, dizem os conselheiros do Rei, essas são coisas que não fazem falta ao povo. A estultícia pronunciada com ares de sábio condutor das massas é de estarrecer, pois revela a absoluta ignorância que comanda […]

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Render-se a Haydn

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Há quem não tenha Karajan entre seus afetos no mundo da música. Pois bem: eu, que tinha má impressão das suas conduções, fui surpreendido por duas coisas em sua interpretação: a sensação de imensidão dominada pelo som que aqueles tempos lentos passavam e a absoluta sincronia das cordas. A elegância aplicada aos minuetos os tornou devidamente aristocráticos. Os sopros transbordavam […]

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Música Erudita. Ed. 184 – O Código Rossini

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Na obra A History of Opera: The Last Four Hundred Years (Penguin, 2015), os pesquisadores Carolyn Abbate e Roger Parker afirmam que a história da ópera tem sido geralmente escrita como um progressivo processo de mutação de formas musicais, observando-se, porém, frequentes resgates e regressão a estilos e recursos antigos. A alternância padronizada entre recitativo (com diálogo e ação cênica) […]

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