Alberto

Eu bem que avisei para que você não olhasse minhas profundezas. Alertei para que tomasse cuidado e separasse o que é carne do que é espírito. Desprezei flores, gestos, pedidos e promessas porque a única coisa que queria era a companhia daquelas horas das tardes imensas. Nada Mais. Mas você, Alberto, você se precipitou em sentimentos. Quis transbordar paixão achando […]

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A falta que ela não faz

A casa Erbo Stenzel*, no Centro de Criatividade de Curitiba pegou fogo e foi demolida. Quem se importa? Que falta ela fará? Uns poucos quixotes envolvidos na vida cultural da cidade lamentaram a perda da casa emblemática nas redes sociais. Fora isso, o silêncio. Na Gazeta do Povo, a reportagem sobre o ocorrido nos informa que “a casa foi erguida […]

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Maldição primeva

O mundinho frívolo e melodramático da esquerda nativa é desolador. Por aqui, nenhum debate importante, nenhuma iniciativa que não seja a repetição das velhas palavras de ordem e dos discursos rotos do nacionalismo e do culto estatólatra. De resto, o tom ressentido, quase delirante, com que os militantes investem contra quem não concorda com os slogans, iniquidades e absurdos que […]

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Melancholia!

Quando assisti ao filme Festa de Família do diretor dinamarquês Thomas Vinterberg em 1998, que trata do abuso sexual no meio familiar, fiquei fortemente impressionado com aquele jeito peculiar de se fazer cinema. Então, freneticamente, fui buscar informações sobre ele e descobri a existência de um interessante movimento liderado por cineastas dinamarqueses denominado Dogma 95. Ele fora propositadamente lançado em […]

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Seu Zito

Zito Alves Cavalcanti nasceu em agosto de 1924 em Curitiba. Sua primeira lembrança de cinema, levado pelo pai, aos seis anos, era a de filmes do Rin-Tin-Tin, cão pastor alemão, que encenava um fiel companheiro, bravo guerreiro, porém vulnerável, e que virou uma celebridade, ainda na década de 20. Zito não lembrava se latia ou não (se filme mudo ou […]

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Som tão somente

5h56 O que se escuta é o trem. Moro numa cidade sem trilhos, Apenas martírios e lírios e vícios. Ninguém sabe de onde vem, Ninguém se pergunta para onde vai Um som, o movimento e só. 6h03 Lembramos que não há nada e voltamos à inércia. Convém. 6h16 Agora são os galos. Moro no maior e único centro, Não há […]

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Memória à espera

Qual o propósito de uma arte cujo exercício não me transforma? PAUL VALÉRY Com a questão proposta por Valéry, Nair Kremer nos diz tudo. Sua arte dialoga com o outro, com o que pode e deve ser extraído, com uma memória submersa, com os elementos que sempre estiveram ali – invisíveis – e quando estimulados ficam à tona. Nair faz […]

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