O incrível custo das campanhas eleitorais

Foto: Pedro França/Agência Senado

 

O TRE divulgou a planilha com a previsão de gastos das campanhas dos oito candidatos ao governo do Paraná. Somadas as previsões, serão R$ 108 milhões. Beto Richa, do PSDB, e Gleisi Hoffmann, do PT, estimaram gastos de R$ 36 milhões cada um. Roberto Requião, do PMDB, vai gastar R$ 30 milhões.

Além dos três, que concorrem com chances de chegar lá, há os candidatos que participam do pleito na condição de coadjuvantes. São eles: Ogier Buchi, do PRP, que vai gastar R$ 2,5 milhões; Geonísio Marinho, do PRTB, prevê gastos de R$ 2 milhões; Túlio Bandeira, do PTC, R$ 1 milhão; Bernardo Pilotto, do PSOL, R$ 500 mil e Rodrigo Dias, do PSTU, R$ 25 mil. O total alcança R$ 108.025.000,00.

Aqui não entram os gastos em campanha dos candidatos a senador, a deputado federal e a estadual. Podem adicionar soma equivalente. O que significa, segundo especialista no assunto, cerca de R$ 200 milhões, o que não é de somenos.  Há quem garanta que a campanha eleitoral do Paraná é uma das mais caras do país, se calculado o gasto por eleitor.
Uma incrível soma em que mais de 2/3 são aplicados em gastos com propaganda. O restante na logística. Transporte, manutenção de comitês, contratação de pessoal. Um ano sim, outro não, temos eleições, um empreendimento que mobiliza o país para a substituição dos ocupantes do poder.

Os gastos com a campanha presidencial são astronômicos. A deste ano pode custar até R$ 916,7 milhões, quase 1 bi. Vejam como cresceram esses custos. Há quatro anos, em 2010, os candidatos informaram teto de 611,5 milhões de reais.

Entre os candidatos, a petista Dilma Rousseff, que disputa a reeleição, registrou junto ao TSE o maior teto de gastos para a disputa: 298 milhões de reais. Em 2010, quando Dilma venceu o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), gastou 170 milhões de reais (211 milhões de reais, em valores corrigidos pelo IPCA), sendo 98% arrecadados junto a empresas privadas.

Os segundo e terceiro maiores orçamentos para a corrida pelo Palácio do Planalto são, respectivamente, do senador tucano Aécio Neves (PSDB), que registrou teto de 290 milhões de reais, e, bem atrás, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que pretende gastar até 150 milhões de reais.

Isso não é tudo, pois há outros candidatos – Eduardo Jorge, candidato à Presidência da República pelo PV, informou limite de 90 milhões de reais. Pastor Everaldo, do PSC, prevê gastar no máximo 50 milhões de reais em sua campanha. Eymael, do PSDC, e Levi Fidelix, do PRTB, registraram teto de despesas de 25 milhões de reais e 12 milhões de reais, respectivamente. A campanha da ex-deputada federal Luciana Genro (PSOL) tem teto de 900.000 reais; a de Zé Maria (PSTU), 400.000 reais; a de Rui Costa Pimenta (PCO), 300.000 reais; e a de Mauro Iasi (PCB), 100.000 reais.

A obrigação de informar o gasto total de campanha é prevista pela Justiça Eleitoral. Quem extrapolar esse valor está sujeito à multa de cinco até dez vezes o valor em excesso. Por isso, é comum que os comitês informem orçamentos acima do que realmente preveem gastar na corrida eleitoral.

Os principais candidatos à Presidência da República tiveram aumento de patrimônio nos últimos quatro anos. Segundo declaração de bens obrigatoriamente entregue à Justiça Federal por quem deseja disputar um cargo eletivo, patrimônio de Aécio aumentou 303,25% desde 2010, de 617.938,42 reais para 2.491.876,65 reais. Em nota, o PSDB explicou que o patrimônio do tucano cresceu porque ele recebeu uma herança de seu pai, Aécio Ferreira da Cunha, falecido em outubro de 2010, no valor de 666.600 reais, referentes às 19.791 cotas da Perfil Agropecuária e Florestal Ltda.

No mesmo período, o patrimônio de Dilma Rousseff, a presidente da República, cresceu 64%, de 1.066.347,47 reais para 1.750.695,64 reais. Já o patrimônio de Eduardo Campos, do PSB, teve pequena variação, passando de 520.626,04 reais em 2010, quando concorreu ao governo de Pernambuco, para 546.799,40 reais.

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