Cinema. Ed. 160

Chico Buarque de Hollanda, Maria Bethânia, Nara Leão e Hugo Carvana em cena do Filme "Quando o carnaval chegar"

Hawking nas telas

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Foto: Reprodução/site omelete.uol.com.br

Em todos os jornais, revistas, etc. e tal que surge um filme para sugestões, o mínimo que se espera do jornalista é tê-lo assistido e não considerar, sobretudo, seu gosto pessoal, e sim o filme em si. Aqui rompo as duas barreiras e dou um tiro no escuro, pois hoje é dia 20 de janeiro e não posso esperar até dia 29 para o lançamento, por ordem burocrática de prazos, do filme A Teoria de Tudo. Falo sobre ele sem saber nada – ou quase.

Sei que o protagonista, Eddie Redmayne, ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator e o filme concorre na edição do Oscar 2015 em cinco categorias. Sei também que conta a biografia do Stephen Hawking (que tem mais de 2 milhões de curtidas em sua página no Facebook, mas claro que isso não é o mais interessante de sua vida).

Hawking é um cientista, de mente brilhante, nascido em Oxford, em 1942. Aos 21 anos descobriu que tinha a rara doença: Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Fundamentalmente, a ELA paralisa todos os músculos do corpo, sem afetar o cérebro. O corpo padece, a mente não.

Ele também se apaixonou por Jane Wilde, com quem casou em 1965, mas não foi sua única mulher, se separou dela em 1991 e quatro anos mais tarde se casou com sua enfermeira.
O filme tem tudo para ser bom, a direção é de James Marsh. Uma história real de drama e superação, daquela que te pega no âmago, que faz dar valor à vida, uma energia de vontade de viver. Muitos depreciam esse estilo de filme, mas aposto que choraram quando viram A Culpa é das Estrelas.
Se não for bom, na próxima edição me redimo.

Quando o carnaval chegar

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Foto: Reprodução/site cineconhecimento.com

Em fevereiro tem carnaval, uma festa que inacreditavelmente não é brasileira. Até parece que o carnaval surgiu junto com o samba, com as marchinhas, um puxava o outro. But, not! É festa das antigas.

E neste ano será só na segunda quinzena de fevereiro, então temos metade do mês para nos guardarmos para quando ele chegar. Pensando nisso, lembrei do filme Quando o carnaval chegar, de 1972, um musical dirigido por Cacá Diegues e com roteiro dele, Hugo Carvana e Chico Buarque.

A história é boa. Lourival, interpretado por Carvana, é o empresário de um grupo mambembe de cantores – Paulo, Rosa e Mimi – que põe o pé na estrada num ônibus velho e que tem como motorista Cuíca.

Como o carnaval está para chegar, Lourival descola um contrato para os cantores e para Cuíca para se apresentarem no evento “A festa do rei”, porém as paixões causam desavenças no grupo que perigosamente cogita não cumprir o contrato, o que não é nada bom, pois o contratante é um chefe do crime organizado que dirige ameaça aos artistas.
Por ser um musical, nada melhor que ter no elenco Chico Buarque, na interpretação de Paulo; Nara Leão, como Mimi; e Maria Bethânia, que faz a Rosa. Há também uma participação da Odete Lara, que interpreta ela própria.

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