Descobri a casa do Saci!

(e da Anita também!)

Fotos de Lina Faria

Desde que Itaercio Rocha, esse maranhense espevitado, aportou no Paraná – e já tem tempo, hein! –, todo o enxoval dum mundaréu de gente que migra atrás de trabalho veio à luz.

Um fenômeno parecido com a vinda do Papa, em 1980, sem exageros, a gente trabalhadora que desceu ao Sul pra plantar café e vê seu sonho torrar na geada negra, que erradicou o ouro verde na década de 70, só vai sentir-se aceita e inclusa de verdade no lazer da cidade, com essa trupe alegre fazendo refletir a cultura que poucos tinham coragem de tirar do baú.
Sim, Curitiba tem o negro, tem o índio, tem o cafuzo, que se instalaram desde sempre na periferia, mas agora transpõem a fronteira seca do bairro Portão e vêm brincar nas ruas da cidade.

Garibaldis e Sacis nasceu desse grupo de brincantes graduados, que dignifica os costumes locais, revendo os ingredientes da cultura de cada um, dentro de sua matula, seu galo de briga.
Mas o que faz esse grupo que parece só existir no pré-carnaval?
Rala muito!Debruça-se em pesquisas, promove cursos e oficinas, transmitindo e transformando tradições, ocupando espaços.
Dali do Bom Retiro, onde repousa o casal de foliões, germinam todas as ideias e folias, com muita responsabilidade e seriedade para com os ritos, dos divinos aos profanos.
Garibaldis e Sacis é alegria, transpondo culturas e espaços, amém!

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