Cinema. Ed. 169

Cidadão Kane, 1941

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Foto: Reprodução/site soundescene.blogspot.com.br

Cidadão Kane entrou para a galeria dos clássicos, foi considerado o melhor filme de todos os tempos, o que pode parecer contraditório, pois o diretor-protagonista, Orson Welles, foi boicotado dos estúdios hollywoodianos. Mas ainda hoje a película figura na lista das obrigatórias, apesar de ter um enredo comum. O personagem Kane foi inspirado no barão da imprensa da época (anos 1930), William Hearst, que inevitavelmente se reconheceu no papel.

Filhos de João – o admirável mundo novo baiano, 2011

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Foto: Reprodução/site malditainsonia.blog.br

Henrique Dantas dirigiu o documentário que conta a importância de João Gilberto para os Novos Baianos e traça a história e o estilo de vida comunitário do conjunto, o que um dos principais músicos da Bossa Nova considerava formidável. Dantas consegue mostrar através das entrevistas com Moraes Moreira, Luiz Galvão e Pepeu Gomes, além de outros, como João mudou o rumo da música popular a partir de seus conselhos despretensiosos, sendo uma espécie de guru. Baby do Brasil, após dar todas as entrevistas para o documentário, não cedeu a sua participação.

Ladrões de Bicicleta, 1948

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Foto: Reprodução/site bagaceiratalhada.com.br

Embora a direção seja de Vittorio de Sica, o nome capital para a bela obra que é Ladrões de Bicicleta é Cesare Zavattini, o roteirista e um dos principais nomes do neorrealismo italiano. Zavattini sugeriu aos cineastas que contassem histórias do cotidiano, da vida vivida, onde as pessoas pudessem se identificar, “Montemos a câmera na rua, num quarto, observemos com paciência insaciável, treinemo-nos para contemplar nossos semelhantes em seus gestos mais simples”. E é isso que vemos nesta película; um homem desempregado que recebe uma oferta na condição de ter uma bicicleta. Compra, porém é roubado e a partir de então sua vida desaba. A busca da bicicleta é desesperadora, real como sugeriu Zavattini, com peculiar olhar de de Sica.

Trapaceiros, 2002

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Foto: Reprodução/site catracalivre.com.br

Escrita e dirigida com as pitorescas sacadas de Woody Allen, a comédia tem como protagonista Ray, interpretado pelo próprio Allen, um lavador de pratos que tem a brilhante ideia de alugar uma loja para assaltar o banco ao lado. Com a ajuda de outros parceiros, começa a cavar um túnel, porém sua mulher, Frenchy (Tracey Ullman) desaprova a ação e para não levantar suspeitas e mantê-la ocupada, ele decide que ela cuidará do funcionamento da loja vendendo biscoitos, com descrição. Porém, Frenchy torna-se o novo sucesso da culinária novaiorquina, atraindo muitos fregueses e a imprensa para o local.

Acossado, 1960

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Foto: Divulgação

Acossado é o ícone da nouvelle vague. Bem-humorado, divertido, insolente e, principalmente, ousado, o filme de estreia de Godard foi baseado numa história real de um crime escrita por François Truffaut. A grande característica talvez seja a edição com seus cortes abruptos, a impressão que se dá é que os personagens estão correndo, correndo contra o tempo da vida. A trama não traz muitas novidades, Michel Poiccard (Jean-Paul Belmondo) é um bandido que abusa e rouba mulheres, se relaciona com Patricia Franchini (Jean Seberg) que entra num joguete de sedução. Há, no entanto, cenas clássicas, como a do olhar de Michel seguido por uma baforada do seu onipresente cigarro.

A lei do desejo, 1987

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Foto: Reprodução/site eml.wikipedia.org

Foi um dos primeiros trabalhos polêmicos de Pedro Almodóvar, por abordar trans e homossexualismo, o incesto, pedofilia e a AIDS. No entanto, também é um dos mais aclamados. A película trata da vida de Pablo Quintero, um cineasta que foi abandonado por Juan, seu amante, e que vive com sua irmã, Tina, uma transexual, que é atriz. Pablo conhece Antonio, um rapaz de tendências homicidas e muito ciumento, apaixonam-se e passam a ter um caso regado a muita violência.

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