Cinema. Ed. 171

Timbuktu, 2014

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Foto: Reprodução/site imdb.com

A ausência de trilha sonora torna a película lenta, até um bocado cansativa, mas jamais ruim. Timbuktu fala da presença do Estado Islâmico na vida das pessoas sem dar nome aos bois, mostra como a intolerância torna a vida das pessoas afanosa. O ápice do filme é quando a facção religiosa proíbe o futebol para as crianças e elas organizam uma pelada com goleiros, zagueiros, laterais, meias e atacantes com uma bola invisível, neste futebol imaginário há gols, defesas e chutes pra fora. A direção é de Abderrahmane Sissako e é uma produção binacional: França e Mauritânia.

Chico: artista brasileiro, 2015

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Foto: Reprodução/site wp.clicrbs.com.br

Um documentário que não traz novidades sobre o artista brasileiro Chico Buarque. As entrevistas realizadas com ele têm as mesmas perguntas e mesmas respostas de outros documentários já feitos sobre o compositor. Miguel Faria Jr., o diretor, não inovou, tecnicamente a falar. São poucas entrevistas de companheiros de Chico: Ruy Guerra, Edu Lobo, recuperação de falas de Tom Jobim, além de outros. Mas, apesar deste lugar-comum, é um filme gostoso e divertido, que traz o bom humor do artista brasileiro Chico Buarque de Holanda.

A dama dourada, 2015

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Foto: Divulgação

Dirigido por Simon Curtis e com produção britânica e estadunidense, o filme conta a história real da austríaca e judia Maria Altmann (Helen Mirren) que decide processar o Estado austríaco pela posse do Retrato de Adele Bloch-Bauer, de Gustav Klimt, que pertencia a sua família. Adele era sua tia e o quadro fora roubado durante a ocupação nazista. Para tanto contrata um inexperiente advogado, interpretado por Ryan Reynolds.

Chatô: o rei do Brasil, 2015

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Foto: Reprodução/site cultura.estadao.com.br

Finalmente chegou às salas de cinema do país Chatô, filme que começou a ser produzido em 1995 com verbas públicas e rendeu processos e polêmicas. Guilherme Fontes, o diretor e produtor, foi acusado de má utilização do dinheiro público e o Ministério da Cultura e a Ancine deram início a processos contra ele e sua produtora. Mas, apesar de tudo isso, a película é uma obra de arte que conta a história do cidadão Kane brasileiro, Assis Chateaubriand – o homem que trouxa a televisão para as terras tupiniquins. Quem interpreta Chatô é Marco Ricca. Letícia Sabatella, Leandra Leal e Andrea Beltrão também compõem o elenco.

A regra do jogo, 1939

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Foto: Reprodução/site assimerahollywood.wordpress.com

Com esse filme, Jean Renoir, filho do pintor, atingiu o ápice de sua carreira. É um dos representantes do “realismo poético francês” – que tem como expoentes o ator Jean Gabin e o diretor Marcel Carné. A regra do jogo se passa quase inteira na mansão do marquês Robert de la Chesnaye, que dá uma festa. O que chama atenção no filme é o trabalho de câmera, frenético para a época, e a teatralidade – uma marca do cinema francês naquele período. Mal recebido em seu lançamento e proibido pelo governo da França por ser considerado imoral, a película de Renoir foi redescoberta e venerada pelos diretores da nouvelle vague.

Terra em transe, 1967

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Foto: Reprodução/site pipocacomentada.wordpress.com

Um dos grandes clássicos do cinema brasileiro, Terra em transe foi dirigido e roteirizado por Glauber Rocha, figura icônica do Cinema Novo, movimento brasileiro que pretendia romper com o modelo hollywoodiano e foi fortemente influenciado pelo neorrealismo italiano e a Nouvelle Vague. O filme é uma paródia do Brasil e de seus atores que participaram das mutações calhadas na década de 1960, não à toa a crítica e intelectuais da época não receberam de braços abertos a filmagem da terra brasileira em transe.

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