Plasticidade cerebral

Neuroplasticidade é um termo que devemos nos habituar a ouvir, porque, finalmente, existem diversos segmentos da ciência trabalhando arduamente para mostrar-nos a capacidade cerebral de regeneração e desenvolvimento, até bem pouco tempo desconhecidos.
Recente estudo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, mostrou que existem mais de 600 drogas em desenvolvimento para distúrbios neurológicos. É claro que essas drogas são importantes na medida em que suprimem deficiências, melhoram conexões etc… Apesar disso, vale a pena ressaltar a possibilidade de melhorar as funções cerebrais com estimulação adequada e bem conduzida.
O pesquisador Gabriel Horn, de Cambridge, constata: “O uso de drogas psicoativas por indivíduos saudáveis vai tornar-se um evento crescente em nossas vidas”. O acesso muitas vezes indiscriminado a certos tipos de medicamentos faz com que o indivíduo não busque outras alternativas para turbinar suas funções cognitivas.
Não basta malhar o corpo, temos que aprender a malhar também o cérebro. Leitura, palavras cruzadas, sodoko etc são um bom começo.
Sabemos, via diversos autores, da importância do equilíbrio emocional para um reflexo positivo na economia do organismo. Para tal, há necessidade do controle do estresse, pois nessas situações existe grande liberação do cortisol que é tóxico para os neurônios, podendo matá-los. Principalmente os da área do hipocampo, região ligada ao aprendizado e memória.
Atividade física regular melhora muito a irrigação sanguínea cerebral, fundamental para suas funções, mas infelizmente sempre relegada a segundo plano.
Cultivar a espiritualidade, potencializando o poder da crença, independentemente de religião, pois comprovadamente existem alterações importantes no sistema imunológico das pessoas que cultivam mais profundamente suas crenças. Demonstração disso foi feita pelo renomado cientista e biólogo Bruce H. Lypton, em seu livro A biologia da crença, no qual descreve com propriedade como as células do nosso corpo são influenciadas pelos nossos pensamentos. Mostrando as reações químicas desse processo, ele comprova cientificamente situações que vemos no dia a dia.
Dr. Norman Doidge, no seu livro O cérebro que se transforma, afirma: “O cérebro se modifica. Ele é um órgão plástico, vivo e pode de fato transformar suas próprias estruturas e funções”. Ele nos demonstra nesse livro, como nossos pensamentos podem ativar ou desativar nossos genes.
Dr. Dharma Synkhalsa, também agrega mais informação a esse contexto, quando pública A longevidade do cérebro, livro que versa sobre como potencializar nosso cérebro com exercícios de meditação, yoga, relaxamento, associados a uma boa alimentação.
Enfim, estamos diante de um assunto palpitante com crescente interesse da comunidade acadêmica, com aplicação prática imediata. Neuroplasticidade é hoje um dos tópicos mais relevantes a serem estudados, pois está diretamente ligado à melhoria de nossa qualidade de vida, melhorando nosso bom humor e potencializando funções cognitivas como aprendizado e memória.
Da indústria farmacêutica virão medicamentos, dos médicos espera-se bom senso e boa prática, ampliando seus horizontes, melhorando sua formação para orientar melhor seus pacientes nesses novos desenvolvimentos.

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