Uma consciência que se aluga

Ainda não completou 25 anos, formou-se na UniCuritiba em direito, já tem seu próprio escritório e pratica com orgulho e seriedade a advocacia. É criminalista, diariamente enfrenta a arbitrariedade policial, prisões irregulares, juízes soberbos, funcionários públicos mal educados. Eduardo Perini mata um leão por dia, tem diante de si uma lista enorme de contratempos e sapos a engolir. Mas isso não o impede de ir adiante, de ir atrás da justa medida aristotélica.
Um jovem de 24 anos está atrás do próximo carro, do dinheiro para viagem, do dinheiro para a diversão, o trabalho é o meio de conseguir o lazer, se Perini busca o material, o supérfluo, não sabemos, o que sabemos é que ele é mais que isso. A advocacia para ele vai além do labor.
Quer, de fato, fazer justiça, longe de ser um justiceiro, mas através da advocacia quer corrigir mazelas e anomalias sociais, como o racismo e a xenofobia que, principalmente, haitianos estão a sofrer na terra do homem cordial. Para auxiliar essas pessoas, que estão muitas vezes a deus dará, Perini presta assessoria jurídica voluntária, em seu colo caem casos de exploração no trabalho, além de racismo e xenofobia.
Dostoiévski disse que “o advogado é uma consciência que se aluga”, quem dera se todos pudessem alugar uma consciência como a de Eduardo Perini.
D.N.

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Eduardo Perini

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